8 de maio de 2014

O Mundo Inteiro é um Palco – Parte I: “Eles Entram e Saem de Cena”


"O mundo inteiro é um palco
E todos os homens e mulheres
Não passam de meros atores
Eles entram e saem de cena
E cada um no seu tempo
Representa diversos papéis."


- Como Gostais

De novo é tempo de comemorar o aniversário do blog e de novo cá estou eu escrevendo um especial-quase-monografia porque sou uma pessoa prolixa que gosta imensamente de tagarelar sozinha.

Ísis: Na verdade é porque você não consegue fazer menos que isso... >.>

Lulu: É mais forte do que eu...

E dessa vez o tema é outro dos meus escritores favoritos, o bardo imortal, William Shakespeare.

Shakespeare é uma figura histórica ligeiramente complicada. Estudiosos e críticos concordam que ele existiu – existem vários documentos oficiais, de certidões de batizado até testamento, uma infinidade de processos judiciais e pelo menos seis assinaturas reconhecidas -, mas há muita gente que discorda de sua autoria para as peças pelas quais ficou tão famoso.

Vou deixar para falar dessa polêmica na conclusão do especial, porque não quero me estressar logo de cara...

William Shakespeare nasceu, de acordo com a tradição, em 23 de abril de 1564 na cidade de Stradford-upon-Avon. Tradição porque tudo o que existe de oficial são os registros da paróquia de Stradford, que dizem que ele foi batizado em 26 de abril. Ora, como a convenção da época, em virtude das altas taxas de mortalidade, era batizar as crianças rapidamente, no primeiro domingo ou dia santo após o nascimento, os estudiosos e críticos decidiram que ele nasceu três dias antes de ser batizado – curiosamente, no mesmo dia em que ele morreu, cinquenta e dois anos depois, o que criava (para eles) um agradável caso de perfeita simetria.

Ísis: Não deve ser nada agradável morrer no próprio aniversário. Outro negativo: você [morto(a)] chega no outro mundo e quando te perguntam com que idade você morreu, como é que você responde? XD

Lulu: Depende da hora... se você nasceu de duas da tarde e morreu às nove da manhã, não completou aniversário ainda.

É tudo uma questão de lógica.

Ísis: Não, não é. Nem todo mundo sabe que horas nasceu. E mesmo que saibam hoje, será que sabiam naquela época?

Claro que existe o detalhe de que Shakespeare nasceu sob o calendário Juliano; o calendário gregoriano que usamos hoje só foi criado mais tarde, em 1582 e por muito tempo a Inglaterra se recusou a adotá-lo. Assim, fazemos as contas, somando ali e subtraindo aqui, pelo calendário de hoje, o aniversário do bardo não seria sequer em abril, mas sim em 03 de março e todo esse debate sobre datas é meio supérfluo.

Seja como for e para termos de biografia para ficar tudo bonitinho... William Shakespeare nasceu em Stradford-upon-avon, no dia 23 de abril de 1564, filho de John Shakespeare – um luveiro (Ísis: Quem faz luvas? Oo Lulu: Sim, o pai do William trabalhava fazendo luvas de couro) e membro do conselho municipal – e Mary Arden, uma herdeira ligada a uma importante família da região. Até por volta dos quinze anos frequentou o liceu onde os filhos da classe média local trabalhavam – onde provavelmente aprendeu latim e grego, conforme os costumes da época.

Ísis: Queria que esses costumes ainda existissem... Queria MUITO saber latim e grego... ¬¬ (meu pai sabe latim e consegue entender todas as línguas latinas... >.<) 

Lulu: Meu pai também aprendeu latim no colégio. É uma pena, não é? Eu também gostaria de saber latim... 

A partir desse momento, há uma enorme lacuna em sua biografia – Shakespeare parece ter simplesmente sumido no mundo. Há quem o coloque caçando cervos ilegalmente em terras de nobres; partindo para o norte para servir de tutor em casas particulares e se enredando com intrigas e perseguições religiosas: pelo lado materno, ele teria recebido uma herança católica e essa não era uma boa época para ser católico na Inglaterra.

Aliás, essa questão é ainda mais complicada se você souber que Shakespeare teve um primo materno distante que foi preso e sentenciado à morte por conspirar para assassinar (e sabiam que a palavra ‘assassination’ apareceu pela primeira vez escrita na língua inglesa em Macbeth? Ísis: You’re joking? oO Lulu: Não, é a mais pura verdade.) a rainha Elizabeth. E é uma possível explicação para a quase absoluta introspecção do escritor, do fato de que temos tão pouco de pessoal dele – chegar em Londres dando de cara com as cabeças de parentes espetadas na entrada da cidade provavelmente também faria você ficar um tanto com pé atrás sobre falar suas posições político-religiosas.

Ísis: Game of Thrones, anyone? Então, peraí, foi “só” esse primo ou executaram mais membros da família?

Lulu: Até onde eu me lembre foi o primo e o pai desse primo. Mas posso estar enganada e haver mais gente envolvida na história.

A única certeza que temos sobre sua juventude é que em novembro de 1582 ele pagou uma quantia extorsiva para conseguir com a maior rapidez se casar com Anne Hathaway, oito anos mais velha que o noivo. A rapidez tinha bons motivos: a moça já estava grávida quando foi ao altar.

Suzanna Shakespeare nasceu em 1583 e depois dela vieram os gêmeos Hamnet e Judith, em 1585. Após o casamento e o nascimento dos filhos, só temos de novo registros de Shakespeare em 1592, em Londres e já como dramaturgo.

Muitos críticos mencionam um incidente ocorrido em 1587 como a possível porta de entrada do rapaz no mundo do teatro: a companhia dos Homens da Rainha (Queen’s Men) estava rodando pelas províncias com suas peças e parou em Thame, um vilarejo próximo, quando explodiu uma briga entre William Knell e John Towne, atores da trupe. Towne apunhalou Knell no pescoço em legítima defesa e acabou com isso criando uma vaga para ator na companhia, que poderia ter sido preenchida pelo jovem Shakespeare.

Claro que isso é apenas uma conjectura, mas considerando que toda a biografia de Shakespeare é feita de uma ou duas certezas e muitas suposições, deixemos que os críticos se aferrem às suas teorias.

Ísis: E você escreveu um especial de 19 páginas sobre suposições... Imagina se houvesse mais certezas? oO

Lulu: É que eu... me empolgo?

Ísis: Understatement.

O caso é que em 1592 vamos encontrar o nome de Shakespeare em registros de atores nas listas dos teatros e companhias e também num folheto da autoria de outro dramaturgo da época, Robert Greene (que possivelmente serviu de inspiração para a figura de Falstaff), ao qual estando atrás de dinheiro e no leito de morte após viver uma vida de vícios, acusa o colega de plágio.

Aqui é importante observar que quando Shakespeare chegou a Londres – em algum ponto entre 1585 e 1592 – existia um grupo de escritores e dramaturgos famosos que se reunia pela sua afinidade ao teatro, à bebida e pela herança comum de terem estudando numa Universidade. O maior de todos era Christopher Marlowe (cuja sombra perseguiu Shakespeare em sua primeira fase), mas havia também Thomas Watson, Thomas Lodge, George Peele, Thomas Nashe e o próprio Robert Greene, que juntos formavam uma confraria de raro talento, numa época de extraordinária ebulição cultural. Shakespeare muito provavelmente foi convidado a conhecer o grupo, mas nem sua sobriedade o fazia o melhor dos convivas tampouco ele tinha o passado em Oxford ou Cambridge para torná-lo familiar.

Logo a admiração se tornaria inveja, e a inveja, acusação. O grupo – pelo que se percebe de alguns poemas e ensaios que sobreviveram para contar a história - desprezava Shakespeare justamente por esse nunca ter tido acesso ao ensino superior e o acusava de plágio quando o canibalismo de histórias populares pelos dramaturgos era uma coisa comum.

Ísis: Incrível como isso continua acontecendo. Existem pessoas que são melhores que formados (mesmo em universidades de renome), mas não são dadas a chance porque não possuem um simples papel. Uma coisa é dar valor a quem tem ensino universitário e pós-graduações, outra coisa é negar chances.

Aliás, praticamente todas as peças de Shakespeare não são completamente originais. Elas se inspiram em eventos históricos reais (Júlio César, Marco Antônio e Cleópatra), em peças já existentes (Hamlet, Henrique V), em contos estrangeiros (Otelo, O Mercador de Veneza). Mas, se o plot era talvez familiar a muitas das plateias que o assistiam, a forma de contar a história não o era. Posso dizer isso, ao menos de Romeu e Julieta, de que li a versão original: tudo o que há de mais intenso, mais apaixonante e sedutor na peça é da peça e não do conto original.

Seja como for... tão logo seu nome aparece nos registros, ele desaparece de novo. Em 1592, a peste chega a Londres e entre várias outras medidas para tentar conter o alastramento da doença através da multidão, o governo ordena o fechamento de todos os teatros. Para as companhias teatrais, isso significava tornar-se um grupo itinerante e viajar pelos condados para se apresentar e assim conseguir sobreviver.

Shakespeare pode ter participado de um tour como esse ou pode ter embarcado para o Continente – muitos críticos consideram possível que ele estivesse na Itália entre 1592 e 1593, em virtude de tantas de suas peças se passarem em cidadelas italianas: Veneza, Verona, Roma, Mântua, Milão...

O caso é que esses dois anos são mais uma incógnita, até pelos fins de 1593, quando ele publica Vênus e Adônis e, no ano seguinte, O Rapto de Lucrécia. Esses dois poemas, pelos quais ele foi intensamente aclamado, são as únicas obras autorizadas que Shakespeare publicou em vida. Os sonetos, que saíram numa primeira edição em 1599, foram publicados sem sua permissão.

Ainda em 1594, ele entrou para a companhia de teatro The Lord Chamberlain’s Men, na qual permaneceu até o final de sua carreira – e Shakespeare foi o único dramaturgo da época a ter um relacionamento estável com a companhia teatral com que trabalhava.

Ísis: Isso por opção dele, da companhia, ou foi acordo?

Lulu: Opção dele. Não era uma coisa comum. Outros dramaturgos trabalhavam com várias companhias no sistema de ‘quem paga mais’.

Essa fidelidade é o primeiro fator que explica muitas das liberdades que ele vai tomar mais para frente e que farão dele o mais conhecido de todos os escritores da língua inglesa no nosso tempo.

O segundo fator é a construção do Globe Theater, em 1599. E essa é uma história tão curiosa que parece até ser mentira.

A companhia a que pertencia Shakespeare tinha construído um teatro para suas apresentações – um teatro fechado, com assentos cobertos, o que lhes dava a possibilidade de receber uma platéia mais exigente e poder cobrar mais caro pelos ingressos.

O problema é que esse teatro foi construído numa área extremamente residencial e o pessoal que morava no entorno achou por bem embargar a obra com o argumento de que a abertura do teatro atrairia todo tipo de gente – principalmente ladrões e prostitutas – para a vizinhança.

Só que, com um tanto de má-fé, a proibição de abrir o teatro só saiu depois que o teatro já fora construído.

Ísis: Isso também continua acontecendo... >.>

James Burbage, que investiu praticamente tudo o que tinha na construção do teatro, morreu sem conseguir resolver a questão (Ísis: Que horrível!). Pior: o terreno em que o teatro fora construído fora originalmente arrendado por vinte e poucos anos e o prazo para entrega do mesmo estava chegando. Após o final do contrato de arrendamento, o terreno – com tudo o que fora construído nele – voltaria ao dono, um Sr. Allen.

Assim, os filhos de Burbage, Cuthbert e Richard – sendo esse último um dos maiores atores de seu tempo, para quem o bardo escreveu alguns de seus melhores personagens – decidiram propor uma parceria a seus colegas da companhia: William Shakespeare, John Heminges, Augustine Phillips, Thomas Pope e Will Kemp. Os dois entrariam com o material da construção de um novo teatro e os outros ajudariam com o novo investimento, pagando um outro contrato de arrendamento na margem sul do Tamisa, bem como a construção.

Assim é que na calada da noite do dia 28 de dezembro de 1598, os Burbage, seus sócios e uma trupe de carpinteiros contratados foram até o Theatre (o teatro embargado) e começaram o desmanche da estrutura, que foi então transportada para onde seria inaugurado o Globe.

Ísis: HÁ! \o/

Lulu: É uma história que me deixou muito impressionada quando li, porque eles estavam correndo sérios riscos nessa empreitada e eles foram pessoalmente armados de pau e pedra para proteger seu negócio.

Isso gerou uma grande batalha judicial, mas a essa altura, já era tarde demais. O Globe seria construído e abriria suas portas pela primeira vez pelo verão de 1599, muito provavelmente com a tragédia de Júlio César.

Como disse antes, a estabilidade numa companhia que contava com alguns dos maiores talentos dramáticos da época e a construção do novo teatro deram a Shakespeare o que ele precisava para escrever um novo tipo de peça, mais introspectiva e ao mesmo tempo reveladora da alma humana.

Primeiro, com a saída de Will Kemp da The Lord Chamberlain’s Men, ele suprimiu a figura do bobo. Kemp era o maior ator cômico da época, e foi uma das inspirações por trás de Falstaff, que interpretou em todas as suas encarnações. A bem da verdade, pelos relatos da época e até pelas marcações do próprio Shakespeare em suas peças, Kemp era maior que seus personagens – ele não interpretava seus papéis, antes, eram eles que se adequavam a ele. No palco, Kemp era Kemp, sempre.

Henrique V, que foi escrita por essa época, mata Falstaff fora de cena. Júlio César, que deve ter vindo logo depois, não possui bobo. Tampouco Hamlet, que começou a ser escrita pelo mesmo período.

Ísis: Então o Kemp ajudou a investir no segundo teatro, mas saiu antes deste inaugurar? oO

Lulu: Sim, ele decidiu vender a parte dele do contrato.

Segundo, um novo teatro fechado, com lugares para se assistir sentado, torna os ingressos mais caros e com isso restringem um pouco o acesso do ‘populacho’ (que ainda pode freqüentar o teatro comprando ingressos mais baratos para ficar em pé), chamando para sua platéia pessoas com uma melhor condição financeira e com mais acesso à cultura e educação – um público capaz de compreender aquilo que o dramaturgo estava oferecendo.

Terceiro, conhecendo seus companheiros atores, suas qualidades e capacidades, Shakespeare passou a escrever grandes e graves solilóquios, entre os quais o “Ser ou não ser...” é o mais famoso. Esses monólogos são uma novidade no teatro elisabetano, permitindo um vislumbre no âmago dos personagens, de suas intenções. Isso lhes dá uma maior dimensão, algo que vai além dos rótulos de heróis e vilões: torna-os humanos.

Shakespeare foi um enorme sucesso ainda em vida e ganhou muito dinheiro com o teatro – dinheiro esse que administrou de uma maneira muito mais responsável que muitos de seus companheiros dramaturgos. Praticamente todo o dinheiro que recebia, ele investia em terras em sua cidade natal, Stradford-upon-Avon, para onde se retirou por volta de 1609, após uma nova epidemia de peste bubônica.

Embora tenha retornado algumas vezes a Londres e escrito mais algumas peças, especialmente em colaboração com John Fletcher, que o sucedera como escritor para a companhia – agora The King’s Men após serem adotados pelo Rei Jaime – a essa altura ele estava em vias de se aposentar da carreira no teatro.

Em 23 de abril de 1616, aos cinqüenta e dois anos, após uma noite na companhia de amigos londrinos, Shakespeare morreu. E em 1623, seus colegas Henry Condell e John Heminges, publicaram suas peças de forma completa e autorizada pela primeira vez, naquilo que se conhece como o Primeiro Folio - e é graças a essa publicação que as peças do bardo sobreviveram.

Ísis: Isso quer dizer que os filhos dele autorizaram a publicação? Ou ele não teve descendentes e deixou para esses amigos, ou para a companhia?

Lulu: À época, os direitos sobre os textos das peças não eram dos dramaturgos e de suas famílias, mas da própria companhia de teatro para a qual ela era vendida. Shakespeare teve duas filhas e um filho que morreu mais ou menos à época da construção do Globe.

Havia publicações não autorizadas das peças – editores que iam ao teatro, decoravam a peça uma parte de cada vez, depois copiavam e publicavam. Não existiam leis de direitos autorais, então, de todo jeito, não havia muito o que fazer...

De uma forma geral, as companhias de teatro não publicavam oficialmente as peças que estavam em seu repertório por medo de que outras companhias decidissem copiá-las. O Primeiro Folio foi algo como uma exceção.

Embora já fosse famoso em sua época, o vulto de Shakespeare cresceu no período do Romantismo. Os vitorianos o amavam tanto que outro dramaturgo, George Bernard Shaw, inventou um termo para indicar essa paixão: ‘bardolatria’. É por essa época que ele é identificado como o maior poeta da língua inglesa, e ganha a alcunha de Bardo de Avon.

Mais de quatro séculos depois, suas palavras continuam ecoando, tão verdadeiras e emocionantes quanto à época em que foram escritas. E é com orgulho que me confesso uma bardólatra.

Para ler mais...

Cinco páginas nem de longe conseguem dar conta de trazer todo o contexto histórico e teorias por trás da figura de Shakespeare. Para quem quiser se aprofundar (e vale bem à pena fazê-lo), entre as minhas leituras, as três principais fontes foram:

Shakespeare – O Mundo é um Palco, de Bill Bryson – é uma biografia simples, que passa por todos os fatos conhecidos e uma série de teorias sobre onde o homem estava quando ninguém sabia onde ele estava, além de uma conclusão que traz as teorias dos que acham que Shakespeare não escreveu Shakespeare. É uma boa forma de começar.

Como Shakespeare se tornou Shakespeare, de Stephen Greenblatt – onde os críticos normalmente analisam a obra de um autor a partir de determinados marcos da vida desses autores, Greenblatt segue o caminho contrário, encontrando relações entre detalhes de cada uma das peças e cenas reais em que Shakespeare poderia ter se encontrado e com isso se inspirado. Perseguições religiosas próximas a Stradford, visitas da rainha, o que se ensinava na escola à época, o que se via nas ruas... tudo isso está lá.

Ísis: Nossa, onde raios ele conseguiu toda essa informação? oO

Lulu: Livros de história, documentos e relatos da época. Ele não coloca Shakespeare com absoluta certeza em várias das cenas, mas aplica a idéia de dúvida razoável: tal coisa que aconteceu em tal peça é relatada como tendo acontecido em tal situação por tal pessoa nesse mesmo período.

1599: Um Ano na Vida de William Shakespeare, de James Shapiro – Acredita-se que Shakespeare tenha escrito em 1599 quatro de suas melhores peças em cada um dos gêneros em que se inscreveu: Henrique V, Júlio César, Como Gostais e a primeira versão de Hamlet.

Ísis: Nem sabia que ele tinha escrito mais de uma versão... Quantas versões de Hamlet ele escreveu?

Lulu: Existem três versões pelo que eu sei: a primeira foi a que ele teria escrito em 1599, mais completa; a segunda foi a que foi interpretada nos palcos e a terceira é a que apareceu no Folio. Há uma diferença de mais de mil versos de uma versão para a outra.

O livro de Shapiro analisa todo o contexto histórico desse ano com as revoltas irlandesas, a tentativa de golpe de Essex, a guerra com a Espanha, a censura, literatura e questões da Corte em conjunto com o que estava acontecendo na vida de Shakespeare – em especial a construção do Globe. Leitura sumamente agradável.

(Continua com as Comédias...)

 A Coruja


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3 comentários:

  1. Eu sempre que vejo os texto (relacionados a qualquer assunto) fico imaginando como ela fica fazendo uma prova de marcar X, deve ser um momento tortura.

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    1. Por incrível que pareça... eu me divirto um bocado escrevendo esses especiais. É um pouco cansativo - muita informação e muita pesquisa - mas me deixa com uma sensação de trabalho bem feito sempre que consigo terminar.

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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