8 de março de 2016

O Bode Leu: A Lenda de Ruff Ghanor


Tudo começou na primeira trilogia de RPG do Nerdcast. Uma aventura de fantasia medieval, passada no reino de Ghanor, batizada em homenagem à um antigo herói de guerra. A trilogia de Nerdcasts foi um estrondoso sucesso, e gerou uma série de produtos e spin-offs, sendo um deles a história deste antigo herói, que tão glorificado foi. Em parceria com Leonel Caldela, autor dos romances de Tormenta (RPGistas brasileiros saberão do que estou falando), o primeiro romance foi publicado o volume 1 de A Lenda de Ruff Ghanor: O Garoto-Cabra.


A história se passa na mesma região que os Nerdcasts, mas muitos anos antes destes, focada principalmente no mosteiro de "São" Arnaldo, o santo padroeiro dos pobres e famintos. É neste mosteiro que eventualmente Ruff vem viver, e aprender com os ensinamentos do Prior, um sacerdote rigoroso, mas justo. Pouco a pouco, a história vai se desenrolando de modo que a missão de Ruff vai se tornando cada vez mais iminente.

No geral, a história é interessante, em uma maneira bem "tradicional" em fantasia medieval. Jogadores de RPG de longa data vão imediatamente se recordar de uma infinidade de personagens, e se identificar com a história de uma forma ou outra. E eu falo muito de RPG, por que, até mesmo devido à origem da história, é praticamente impossível, para mim, desvencilhar as duas coisas. E isso é bom? Sim. E não.

Eu achei muito bom, pois isto serve, ao meu ver, como incentivo para que cada vez mais novos jogadores procurem o RPG. Se você partilha de um passatempo tão estigmatizado quanto este, vai entender que quanto mais pessoas conheçam e espalhem informações sobre ele, melhor. E quanto à isto, O Garoto-Cabra é um excelente livro. Para mim, porém, o efeito não foi tão bom. 

Entendam, eu consumo MUITA fantasia medieval, em diversas formas: jogos, livros, filmes, séries, e mais uma infinidade de formas, já por mais de dois terços da minha vida. Muitos clichês me parecem... batidos, por falta de termo melhor. O Garoto-Cabra se baseia em alguns clichês, e isso não me bateu bem. O livro é, e eu reconheço isso, um bom livro. Apenas não me bateu bem. Recomendo este livro? Para certas pessoas, sim. Pretendo ler o resto da série? Infelizmente, não.

O Bode


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