3 de outubro de 2015

O Bode Leu: Crônicas do Matador do Rei

                

           Do nada, comecei a ouvir sobre essa tal de Crônicas do Matador do Rei, sempre pessoas falando muito bem. E pouco tempo depois, uma amiga me deu de presente o primeiro volume, O Nome do Vento. Porém, ele ainda passou quase um ano na minha estante antes de eu começar a ler. E como eu gostaria de ter lido antes!!!



                A história é narrada por Kvothe, o titular Matador do Rei, que relata toda sua história para O Cronista, no decorrer de três dias, e cada livro se passa no decorrer de um destes dias. Ele nos relata desde sua infância, entre o seu povo, os Edema Ruh, até sua jornada para a Universidade, aonde aprendeu magia. E, eventualmente, como matou o rei e passou a se esconder como estalajadeiro num fim de mundo.


                Os livros são bem volumosos, o primeiro contando com 650 páginas e o segundo com 960. E cada uma delas vale a pena! Voei pela leitura, não querendo perder um momento sequer de leitura, que fluía bem facilmente, já que o estilo do autor é bem agradável, e ele conseguiu amarrar muito bem as pontas de seu mundo. Kvothe é um personagem carismático dentro e fora do universo do livro, e você fica com vontade de ler o que vai acontecer com ele em seguida.


                Porém, embora o mundo seja bem amarrado e criado, eu pude perceber muita coisa tirada de outras fontes. Muita coisa é bem parecida com A Roda do Tempo, e em certos pontos as semelhanças eram gritantes. Outra semelhança que vi foi com Crônicas de Terramar, no sistema de magia usado no mundo. Porém, independente destes fatores, Patrick Rothfuss conseguiu colocar o bastante do seu toque pessoal de forma que criou sua própria identidade.


                No geral, esta é uma série que vale a pena ser lida, embora o último livro ainda não tenha data de lançamento definida. Eu sei que eu estou esperando ansiosamente pelo último livro. 

O Bode


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Um comentário:

  1. É tanta gente me falando bem desse livro que eu já estou com expectativas nas alturas para ler. Bora ver se a Black Friday me ajuda *.*

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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