28 de março de 2015

A Vertigem das Listas: Três Comidas da Nossa Infância


Dani: Olá leitores queridos e amados do nosso Coruja!!! Estamos aqui para mais um Vertigem das Listas!!! E parece que faz tanto tempo que eu não abro um que nem fiz nenhuma piadinha maquiavélica nem nada... O_O

Sinto falta de falar com o Dé.

Lulu: Mas você fala com o Dé todo dia!

Dé: E não é o bastante! xD

Dani: Não mesmo! Mas enfim... Como continuo nostálgica pra cacete esse mês (*tema pra terapia- anotar na agenda*) o tema será Três Comidas da Nossa Infância.

Sabe aquele docinho de coco, aquele bolinho de chuva ou aquele lanchinho que tua mãe ou tua vó fazia pra tu quando você era pirralhinho e até hoje te dá água na boca quando você lembra? E se coitada ainda estiver viva e por perto ainda é capaz de você pedir para ela fazer para você? Pois é, é exatamente isso.

Para a minha primeira escolha seria o famoso pão com ovo de vovó Nézia. P: Eu devia ter lá uns 8, 7 anos quando ia pra casa dela e ficava no peitoril da janela da cozinha olhando ela fazer pão com ovo pra mim e meus primos. Não tinha nada de realmente especial naquele lanche, a não ser talvez o pão caseiro e a maionese que também era feita em casa, mas cara... aquele gostinho é inesquecível.

Ísis: Na minha avó até hoje como arroz-de-leite e linguicinhas no jantar. Tenho muita, mas muita saudade daquilo... >.< 

Lulu: Hum... acho que a comida que mais se identifica com a minha infância e que mais me deixa nostálgica é a cocada de doce de leite da minha avó. Ela não era feito essas cocadas que a gente compra por aí, que é só praticamente coco e açúcar. Ela tinha pouco coco, e a parte de doce de leite era molinha e praticamente se derretia na boca.

Para minha infelicidade, essa cocada é difícil de fazer, tendo de passar de duas a três horas mexendo, mexendo, mexendo o leite em cima do fogão. Por isso é muito, MUITO raro hoje em dia minha avó fazer T.T

Ísis: Ai, que delícia!!!!!! Lu, próximo encontro (no Brasil) a gente tenta, porque pelo menos alternaremos e, conversando, três horas vão embora logo. Pega a receita. :D

Dani: Podia ser nós 4 juntos, assim fazemos rodízio. ^^

Dé: Minha avó também tem muita influência nessa lista. E isso significa que duas das três opções são dela.

A primeira opção é o doce de banana que ela faz até hoje. É normal ouvir ela mencionar a frase “Vou fazer doce para o/a .”

É bom demais comer o doce de banana da minha avó, com um montão de leite em pó!


Dani: Deu até vontade de experimentar com você falando, só é uma pena eu ser alérgica a banana... -.-“ Se eu comer acabo no hospital.

Mas para a minha segunda escolha é com certeza a pamonha da minha família! Não, não é da tia, da avó, da cunhada não, é da família mesmo. Desde a infância lembro de minha família ter essa tradição de juntar todo mundo para fazer pamonha. Avô, avó, primos, tios... Cada um fazendo uma coisa, descascando, separando a palha, ralando o milho, peneirando, etc. Fazíamos mesas enormes cheias de pamonha, da mais tradicional mesmo, docinha, com pedaço de queijo minas dentro de cada uma. Eram simplesmente D-E-L-I-C-I-O-S-A-S!!! Não igual essas cheias de fubá que vendem por aí nas ruas. Cara, como sinto falta daquilo... Não só das pamonhas, mas aquele climão de festa que ficava. Era muito divertido ver todo mundo participando.


Ísis: Bolo-mole. Minha mãe na época que ainda entrava na cozinha, quando fazia bolo, sempre eram dois: bolo fofo (simples) e "bolo mole" (que é um que batia os ingredientes, que incluíam queijo ralado) no liquidificador antes de levar ao forno. Eu era apaixonada por esse segundo.

Lulu: Outra comida em que penso e lembro da minha infância... é o pastel de pizza com caldo de cana em dia de feira no Brás. O pasteleiro era um japonês e conhecia a gente de nome. Nenhum outro pastel se compara na minha memória, embora eu tenha ido comer pastel lá já depois de adulta e o encanto não é o mesmo.

Talvez porque não seja só o gosto do pastel, mas a experiência que estava associada à comida, de caminhar de mão dada com meu pai, com minha mãe andando de um lado para o outro escolhendo fruta e, no final do trabalho, a merecida recompensa.

Deu saudades disso agora...

Dani: O encanto nunca é o mesmo depois que crescemos... T..T

Dé: A segunda escolha é um empate, o que dá um prato principal de uma refeição de família. O assado de panela com batata gratinada da minha avó!

Por conta dessa seleção, assado de panela é meu prato favorito, e é uma vergonha eu não saber fazer!

Ísis: Nossa, tem alguma coisa que o Dé não sabe fazer... oO

Por que não, mesmo?

Minha terceira e última indicação, suflê de chuchu. Eu morria e ia ao céu quando tinha suflê de chuchu, porque aquilo pra mim era arroz. Misturava com qualquer coisa que tinha molho e tava ótimo! :D


Lulu: A Ísis tem gostos estranhos... só eu acho que chuchu tem gosto de nada e nenhuma graça? Enfim... Eu aparentemente só vou fazer escolhas que não tenho mais possibilidade de comer hoje em dia, por dificuldade de produção, tempos que não voltam mais ou distâncias geográficas...

Ísis: Eis porque o "nostálgico"...

Lulu: Sim, porque o terceiro item da minha lista é a bomba de chocolate das Casas Moreira, um supermercado em Campo Grande, MS. Eu nunca consegui encontrar uma bomba igual àquela e olha que já procurei em tudo quanto foi lugar. Tem algumas muito boas cá no Recife, mas não se comparam à bomba de chocolate das minhas memórias de infância...

Caramba, Dani, teu tema me deixou absolutamente faminta...


Ísis: Faminta, ou com gula (pra doces)?

Dani: Juro que não era a minha intenção... ^^”

Dé: Minha última escolha era uma tradição familiar quando eu era criança. Eu e meus pais saíamos do sítio que tínhamos na época, em direção à casa de praia da minha tia, e parávamos para almoçar em um boteco que tinha EXATAMENTE no meio do caminho.

O prato? Panelada com pirão. Para quem não é do Nordeste, talvez seja a dobradinha que tem por aí. O tal restaurante fechou a mais de uma década e meia, de forma que nunca mais comi uma panelada tão boa quanto aquela...


Ísis: Nossa, mas tem muita comida pesada nas indicações do Dé...

Dani: E pra fechar, minha última escolha, e que é com certeza o que mais sinto falta de comer, são as balas de coco que minha mãe fazia quanto eu era pequena. Não sei se alguém aí conhece o processo de se fazer balas de coco (ou se aquelas que mamãe fazia só podiam ser feitas daquele jeito especifico, sei lá), só sei que dava um trabalho desgraçado, e minha mãe detestava fazer. Você misturava os ingredientes e não podia sequer relar na panela por horas senão açucarava e você perdia tudo, depois tinha de esticar e esticar a massa, várias e várias vezes sobre uma pedra de mármore – e só podia ser de mármore!

Só sei que mamãe detestava fazer e regateava todas as vezes que pedíamos. E depois que a pedra que ela tinha quebrou, ela nunca mais procurou outra pra fazer de novo. O que era uma pena, porque eram muito muito gostosas!!! Sem qualquer comparação com essas balas compradas em mercados. Quem já comeu balas de coco caseiras sabe do que estou falando, a diferença é nítida...

Mas mesmo que hoje em dia eu ainda compre aqui e ali de algumas pessoas que fazem em casa, não tem comparação com as que a minha mãe fazia, de jeito nenhum...

Ô saudade desgraçada...


Lulu: Aparentemente, comidinhas preparadas pela vovó foram as que nos deixaram mais nostálgicos... e vocês aí do outro lado da tela, que sabores fazem vocês se lembrar das suas infâncias?


Três Comidas da Nossa Infância

1. A Dani tem saudades do pão com ovo de vovó Nézia, da pamonha feita em família e das balas de coco da mãe dela.
2. Lulu queria voltar no tempo para saborear as as cocadas de doce de leite da avó, o pastel de pizza da feira do Brás e a bomba de chocolate das Casas Moreira
3. O Dé queria aprender igual com o doce de banana e o assado de panela com batata gratinada da avó e a panelada com pirão do boteco sem nome.
4. E a Ísis volta ao Brasil pelo arroz com linguiça da vovó, bolo mole da mamãe e suflê de chuchu


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2 comentários:

  1. Lu, o chuchu é o quinto estágio da água... rsrsrsrsrs Porque ele é insípido e inodoro tanto quanto. :D

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    1. Pois é, são coisas que não dá para entender... mas, bem, é a Ísis, né?

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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