15 de dezembro de 2014

Quem Conta um Conto (Junho) || Comentários

Ísis: Bem vindos a mais uma seção de comentários aos contos da vez! E digam alô à Rainha Suplente (não perguntem, que ela tá ficando perigosa igual à mãe) antes que ela resolva decapitar-nos... >.<

Dani: Isso mesmo, Ísis, sinta o medo, sinta... ¬__¬

Mas, antes de mais nada, quero pedir mil desculpas aos leitores pelo (gigantesco) atraso desse QCC. Esse ano foi realmente infernal para todos nós... - -“

Aliás... por que diabos estou pedindo desculpas? Sou a Rainha dessa joça! Farei como eu quiser!!! MUAHAHAHA!!!!!!!!!!!!

Ísis: Então, aparentemente, eu não sei escrever contos infantis também. (Dani: Mentiiiira...) Esse, sim, foi uma surpresa. Eu tentei, passei um mês tentando, mas tudo o que eu conseguia bolar sempre parecia meio pesado para crianças...

Então, como sempre, resolvi apelar pra minha especialidade: ambiguidade. Resolvi contar duas histórias em uma. A primeira, que seria a literal e que é realmente infantil, sobre um grupo de crianças que moravam juntas num “orfanato” e, quando o mais velho sumiu, saírem numa grande aventura em busca dele.

Lulu: Ísis, vou confessar que fiquei impressionada com seu conto, especialmente pelas correntezas submersas que eu acabei enxergando enquanto lia.

Por algum motivo, tive a impressão de haver um contexto histórico de escravidão, pela forma como você enfatizou a questão da sobrevivência e do papel de contar histórias para conseguir lidar com os desafios do dia a dia.

Dani: Também tive essa impressão. O “orfanato” dava mais uma sensação de campo de concentração para mim, ou um tipo de prisão, sei lá...

E também fiquei curiosa com a anulação de gêneros – a despeito dos nomes, você usa os pronomes de uma forma que o gênero dos personagens não importa muito e eles acabam por se tornar mais arquétipos gerais que figuras individuais. E isso é legal, porque dá uma universalidade à história – não se prende ela a lugares ou expectativas.

Dé: Também gostei do conto da Isis.

Ao contrário da Lu, não me veio em mente o contexto escravagista, mas simplesmente um mundo extremamente “ingrato”, por falta de palavra melhor. A vida certamente não deve ser fácil, especialmente para crianças vagando sozinhas.

A questão de gêneros ficou meio estranha também. Os nomes masculinos são de mulheres, e os nomes femininos são de homens. O_o

Ísis: Hehehehehe... Então, eu não podia fazer algo muito simples, né? XD

Inicialmente, eu ia fazer um mundo contrário, onde o que para nós são nomes masculinos, lá seriam femininos e vice-versa. (Dani: Gostei bastante da ideia!) Mas quando os personagens assumiram outras identidades, isso ficou complicado, e quase desisti. Ia segurar essa ideia para o próximo conto, mas, no fim, resolvi deixar assim mesmo. Porque, enfim, quem disse que Robert tem que ser um nome masculino, ou Marina, feminino? Certo, existe a convenção (não-verbal) para facilitar nossas vidas, mas, na verdade, não há muito empecilho se eu quiser mudar. Então trouxe isso pro conto.

E quanto à história por trás da história, acertaram todos um pouco. É um mundo ingrato, eles são escravos mesmo e é uma espécie de campo de concentração mesmo...

De certa forma, é uma crítica ao trabalho (escravo) infantil. Robert os protegia e os guiava por meio das histórias, ao mesmo tempo em que era quem fazia a comunicação com os patrões. Mas, sem condições de saúde etc, e com anos de trabalho insalubre, um dia, ele adoeceu, e só piorou com o passar do tempo. Até que ficou tão mal, que não teve mais forças para fingir e precisou sair dali.

O destino dele eu deixei em aberto para a imaginação do leitor, mas, na minha cabeça, ele fugiu daquela casa (que não é um orfanato) para que os outros não o vissem morrer.

Anos depois, quando, eventualmente, todos morrem também, ele os estava esperando.

Dani: Nossa que lindo... *..*

Ísis: O Dé acertou em parte porque, como aquelas crianças não conheciam muito do mundo, já que nunca haviam saído daquela área, o mundo lá fora não era tão legal. Isso porque todos os trabalhos eram executados por ali mesmo, ou então elas eram transportadas em vans fechadas, para que não fossem vistos pela fiscalização. Não era um horror, já que havia, sim, pessoas tentando ajudá-los, mas não chega a ser um “mundo ingrato”.

E dessa vez eu comecei cedo. Um mês (quebrando a cabeça) depois da divulgação do desenho, escrevi meia página. E só meia página até que, uma semana antes do prazo, consegui finalizá-lo. Não tem jeito... >.>

Dani: Só pra eu atrasar meses os comentários! XDD Maldade...

Lulu: A primeira coisa que me veio à cabeça quando olhei para a ilustração do QCuC dessa rodada foi Onde Vivem os Monstros (Dani: Foi uma das minhas inspirações, de fato ;) Ísis: Eu também lembrei do "onde vivem os monstros"...). A segunda foi Pele de Asno e Catherine Deneuve. A terceira foi “que diabos, essa raposa tem quatro olhos ou eu estou delirando????”.

Dani: Posso contar um segredo? O terceiro olho foi acidental. Eu borrei com a caneta e tive de criar alguma coisa em cima. ^^ Mas até que deu certo.

Lulu: Agora, o processo de escrita da história é quase que um conto à parte. Meu primeiro rascunho era com a Lia narrando em primeira pessoa, só que isso não estava dando muito certo. Para que a noite dos vaga-lumes funcionasse, eu precisava ter uma protagonista que pudesse acreditar em coisas impossíveis e ao transformá-la em narradora, isso se perdia.

Explico: como dá para perceber por algumas pistas no próprio conto (a avó chamando-a de corajosa por tomar seus remédios, o fato dela morar na granja, de ter de ir à cidade às vezes e se cansar, da ausência dos pais), a Lia sofre com problemas de saúde. Não cheguei a estabelecer o que seria, mas sei que é alguma cardiopatia. Ela mora com a avó porque a vida na granja é mais calma, mais saudável para ela.

Dé: Essa parte eu peguei, da doença e tal. Mas o que eu imaginei é que ela estava em algum tipo de sonho febril ou algo assim.

Dani: Não tinha pensado nessa possibilidade de sonho, mas agora que você falou, Dé, adorei a ideia!

Ísis: Não me toquei até o momento em que ela mesma disse que tinha um coração doente.

Dé: Dúvida, Lia estava com cirurgia cardíaca marcada também? (entendedores entenderão)

Lulu: Não, ela não está com cirurgia marcada, mas sim, a despeito de não aparecer nenhum pequenino, e não haver uma intenção consciente da minha parte de fazer a homenagem, em alguma das minhas inúmeras revisões eu também percebi que havia uma certa semelhança com Os Borrowers.

Dé: Ahhh... xD

Lulu: Colocar a Lia para narrar sua própria história e mostrar as dores e problemas da doença acabaria por fazer a história se tornar mais sombria e tiraria o foco que eu de fato queria para a história.

Eu já tinha escrito umas três páginas quando abandonei tudo e recomecei do zero. Para conseguir me colocar no espírito certo, fiquei imaginando como seria contar essa história para uma criança – e não qualquer criança, mas especificamente os meus sobrinhos.

Ísis: Tentei fazer isso, mas não funcionou (talvez porque não tenho sobrinhos? LOL).

Dani: Agarrasse alguma criancinha na rua, ué! XP

Lulu: Isso me ajudou bastante na minha tentativa de equilibrar as minhas idéias de quem era a Lia e como ela reagiria a determinadas situações.

O segundo ponto de foco para mim era a questão da sonoridade. Minhas histórias infantis favoritas são aquelas que brincam com a musicalidade das palavras, que incorporam à história um ritmo, uma cadência especial. Para conseguir alcançar isso no conto, eu passei dias indo e voltando, trabalhando em rimas e repetições de palavras e lendo a história em voz alta.

A determinada altura do trabalho eu comecei a usar o gravador. Gravava dois, três parágrafos e aí reproduzia para conseguir ouvir como estava o ritmo. Aí gravava mais um pedaço, e ouvia. Reescrevia, gravava de novo, ouvia...

Dé: E Luciana atinge um novo nível... O_O

Dani: Surpresa? - -“

Lulu: Acontece...

Ísis: Não, Lu, não acontece. Exceto com você... >.>

Lulu: Há várias inspirações e referências feitas a alguns dos meus contos infantis favoritos. Sítio do Pica Pau Amarelo (Dani: Essa eu peguei!), claro, com uma lagarta em vez de boneca feita de retalhos e uma baleia de pelúcia no lugar de um sabugo de milho. Peter Pan está presente – o Ouriço tem muito do Menino que Não Queria Crescer – e também Alice no País das Maravilhas.

Alice é meio óbvio, já que Ouriço pergunta por que Lia e não Alice, que de certa forma ecoa a Lagarta (de novo!) perguntando a Alice “quem é você?”. As Crônicas de Nárnia ganha uma referência obliqua, mas que tem mais profundidade do que aparenta: como saber se você é uma Susan, que escolhe crescer, ou uma Lucy, que jamais deixa de acreditar?

Dani: Pergunta difícil... >__< 

Lulu: O mais complicado foi escrever o final. Eu tinha dois caminhos possíveis para mim: ou eu escrevia o conto de cada um dos presentes à Noite dos Vagalumes (e transformava meu conto num romance de duzentas páginas e não terminava no prazo nem de longe Dani: Por que não???? T.T) ou eu deixava em aberto para que os leitores pudessem preencher o espaço por si.

Acabei escolhendo (obviamente) a segunda opção. Talvez, no dia em que Deus der bom tempo (e tempo), eu me sente para escrever as outras histórias (sobretudo a da raposa que não é raposa).

Ísis: Eu quase não consegui ler o conto porque ele era imenso. HUAHUAHUAHUAHUA! Obrigada por facilitar minha vida (enquanto eu dificulto a sua. Algo não está certo com essa troca...)! XD

Eu achei fantástico, porque realmente me senti lendo um conto infantil mesmo. Adorei o Ouriço... E sabia que ele me parecia familiar! Infelizmente, não o tinha ligado a Peter Pan – em minha defesa, eram umas 4 da manhã quando eu li o conto e eu estava, na prática, dopada (não literalmente)...

Dani: Não literalmente? Aposto que era por chocolate...

Ísis: Tive a impressão que estavam enaltecendo demais a Lia como “corajosa”, mas foi só isso. Amei todo o resto, desde as histórias de cada um, a ideia dos vaga-lumes, assumir identidades para poder contar sua história etc. Confesso que não entendi exatamente o porquê da pele de asno? Era só pra fazer referência ao conto homônimo? Porque, mais pra frente alguém (acho que o próprio Ouriço) diz que qualquer um pode se juntar à noite dos vaga-lumes, basta ter uma história pra contar; então ela não precisaria se disfarçar com a pele de asno ou coisa assim.

Aliás, por sinal, AMEI a passagem que dizia que o asno emprestou sua pele, e que normalmente os animais não o faziam. <3

Lulu: Não era a minha intenção exata enaltecer a Lia, mas sim marcar o fato de que ela não está bem. Os adultos em torno dela a chamam de corajosa porque ela tem de lidar com uma situação dolorosa, algo com que ela, como criança, não deveria ter de conviver. Eu a acho corajosa (a idéia mais completa que tenho dela na cabeça, não apenas a parte que aparece na história), mas a forma como ela é tratada pelos adultos é a forma como vi crianças doentes serem tratadas pelos adultos.

Dizer que ela é corajosa é uma forma de consolo e também de fazer a criança cooperar. Pelo menos, essa foi a impressão que tive das crianças que iam para a radioterapia e conviviam com a tia que eu acompanhava nessas sessões.

Sobre a pele de asno... Todos podem participar, mas dentro do mundo ‘sobrenatural’ da história, Lia é a única humana. Ouriço não é humano – ele é uma estrela, um espírito, uma história, mas não humano. E mesmo ele veste a pele de um animal para o encontro. Não é uma questão de necessitar, mas sim de pertencer. Pelo menos, era dessa forma que estava na minha cabeça...

Ísis: Isso não ficou tão claro, eu acho. Dá mais a impressão de que, sem uma, não se entra naquela área. É como se houvesse um encanto poderoso para tanto, mas essa segunda parte já foi a minha imaginação.

Dé: Eu vou admitir que tive um dificuldade IMENSA de escrever.

Dani: Hehehe... Adoro ouvir isso...

Dé: Sério. Eu adoro crianças, no fundo sou uma criança grande, mas eu NÃO SOUBE escrever uma história infantil!

Bom, então eu decidi fazer igual a Jack e ir por partes... assim, me foquei nas coisas mais, por assim dizer, diferentes na figura: a criatura segurando o livro, a raposa, a garota com pele de burro e o peixe. A lagarta, mesmo sendo gigante, ainda era relativamente mundana para se encaixar nessa seleção.

A criatura com o livro virou A Leitora: a figura que vem todas as noites de lua cheia para ler uma história e, com isso, trazer à vida um novo personagem. Pode-se dizer que tirei parte da inspiração de Coração de Tinta, mas pra ser bem honesto só pensei nisso depois de decidir que ela faria isso. Então ela trouxe cada um dos animais ao redor em ordem: coelho, bode, peixe, ratos e lagarta.

Dani: Interessante como você foi o único a fazer dela uma personagem feminina, aliás...

Dé: Depois pensei na raposa. Ela foi o mais complicado pra mim, sinceramente. Primeiro tive que pensar no porquê dos olhos extras (Dani: Mea culpa, mea culpa... XD), e então me veio a ideia de que ela buscaria alguma coisa. Sim, parecido com o Hiei (Ísis: Yay! Hiei!!! <3). Parem de me olhar assim. No caso, ele (sim, é uma raposa macho) estaria procurando pela Felicidade, mas sendo esse um conceito abstrato, ele nunca conseguiria chegar à ela simplesmente procurando. Apenas quando parou de pensar em si mesmo e salvou os demais dos caçadores que ele foi capaz de encontrá-la.

Ísis: Amei esse conto, Dé. Gostei muito dessa mensagem dele.

Dé: Já a garotinha... bom, tentei sair da garotinha e me focar no burrico. História triste, mas eu não inventei praticamente nada da vida do burrico antes de ser comprado pela família da garotinha. Essa história tomei emprestada de um cavalo que meu pai teve, até onde sei, o mais manso que ele já teve. O tal cavalo era propriedade de um homem bem pobre, que não tinha sequer condições de alimentá-lo com ração equina, e que recebia ração canina vencida de um amigo dono de uma loja de animais. Essa história me marcou bastante, e me pareceu adequado usá-la aqui.

Dani: Nossa, que triste...

Dé: A história do burrico é sobre lealdade, tão exaltada em cães mas esquecida em outros animais.

Ísis: Sempre me revolta isso. Não desmerecendo os cães, mas também não precisa ignorar os outros, né?

Dé: Lembrei muito da famosa frase dita em O Pequeno Príncipe: “Torna-se eternamente responsável pelo que cativas”. Um fato curioso: precisei escrever o final dessa história com o filme Warrior em segundo plano e precisava a todo momento dar alt + tab para não cair no choro. Só de escrever isso eu tô começando a achar que preciso colocar o filme de novo!

Mas tendo dito isso tudo, eu não gostei muito do resultado final, e não apenas por ter terminado de escrever às vésperas do conto ir ao ar, devido a dificuldade que tive. Eis que fiquei com um AMV homenageando os estúdios Ghibli e isso me colocou na cabeça que eu deveria criar “algo bonito”. Naturalmente, falhei miseravelmente... Só resta tentar novamente, e novamente, e novamente...

Ah, acabei colocando Warrior aqui...

Lulu: Ah, eu gostei da sua história, Dé. Ela me fez lembrar da minha infância, de sentar na calçada da casa da minha avó de noite e ouvir a vizinha contar histórias de Trancoso, eu e meus primos todos com a respiração suspensa esperando qual seria o próximo lance a acontecer.

Também me fez pensar nas fábulas de Esopo, na forma como as histórias terminam com uma moral, com um ensinamento.

Dani: Adoro histórias assim.

Dé: Era bem a ideia mesmo. Eu cresci ouvindo histórias da Carochinha, através de um programa de TV na Cultura (esqueci o título, infelizmente) que passava essas histórias e lendas do folclore brasileiro, e isso ficou na cabeça também. Era a minha ideia de passar alguma coisa através da história.

Lulu: O interessante é que você conseguiu dar curso à história de forma bastante natural, sem criar grandes explicações para o porquê de aquele grupo tão diferente estar ali reunido – que foi uma das coisas que me deu um pouco mais de dificuldade e motivo para eu enrolar tanto no começo da minha história.

Dé: Dúvida para as outras pessoas do Coruja, em especial pra Dani: aquilo é um peixe, certo? Escamas, nadadeira dorsal... Tanto a Lu quanto a Isis acharam que era uma baleia! O_o

Ísis: Peraí, alto lá! Eu não achei que era uma baleia! Achei que era um peixe alado (até agora não sei se ele tem escamas ou penas, na verdade). Fiquei sem saber o que chamar o bicho, e entre um peixe ou uma ave, resolvi usar outra coisa totalmente diferente: um mamífero (baleia). Não perguntem, eu também não sei responder como esse cérebro funciona (se é que funciona)...

Mas eu dei risadas quando li que a Lu também o identificou como tal. HUAHUAHUAHAU!

Dani: Sim, é um peixe... ^^” Juro que não sei onde você viu asas ali, Ísis. Mas como não é a primeira vez que seu computador modifica meus desenhos (como a loira que virou ruiva no conto de suspense), vou dar um crédito... Afinal é infantil. Pode tudo!

Mas enfim, meus caros, devo admitir que quando escolhi esse tema eu já esperava vocês se descabelarem mesmo. E era essa a minha intenção! É sempre essa a minha intenção! XDD. Mas, de fato, até que dessa vez facilitei bastante, pois deixei o desenho bem apto para uma história infantil quando o fiz. A ideia para ele na verdade eu já tinha desde muito antes de começarmos o QCC. (Ou pelo menos a ideia de uma menina com pele de burro entre outros animais...), mas nunca havia pego para desenhar de vez. E pessoalmente, tenho de admitir que acabou se tornando um dos meus desenhos favoritos até hoje.

Esse é um dos meus temas preferidos para desenhos (não é a toa que acabei trabalhando com ilustração infantil) e vocês certamente não me decepcionaram com as histórias tampouco! Adorei o clima da história da Ísis, que ficou de certa forma pesado, mas ainda assim sem perder o lado lúdico das crianças (além de me deixar morta de curiosidade para saber como seria o lugar - ou até o mundo - onde elas viviam). A do Dé também me trouxe muitas lembranças da infância. De como, quando criança eu e meus primos ficávamos contando histórias à noite no sítio do meu avô. Me deu a maior nostalgia. Adorei, Dé.

Mas tenho que admitir que a da Lu foi a minha preferida. Quando li foi quase como se eu voltasse no tempo, quando li Alice pela primeira vez. Aquela sensação de ser completamente sugado por uma história e de repente o mundo todo ao seu redor deixar de existir. Só a história existindo, e te prendendo lá dentro como se você fizesse parte daquele mundo.

Realmente, Lu, fazia anos que eu não sentia isso ao ler uma história. Foi sensacional. Você se superou! *___*

Mas foi esse tempo! Agora partimos para a próxima rodada. E para o tema, desta vez... hum, acho que vou pegar leve com vocês. É fim de ano, tá todo mundo cansado... Vamos de algo que todos aqui já escreveram, e ,como sei bem, é a especialidade de alguns: Romance.

Ísis: Romance!! Yeeees!!!! Não preciso bem ver o desenho, estou aliviada, já. Essa próxima rodada não vem num momento fácil, então agradeço a compaixão, Dani!

#beijos

Lulu: Ísis, eu me refrearia em agradecer a ‘compaixão’ da Dani até olhar para o desenho...

Dani: Segue o desenho! Divirtam-me!!!!!


____________________________________

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

Cadastre seu email e receba as atualizações do blog

facebook

Arquivo do blog