25 de outubro de 2014

A Vertigem das Listas: Dez Coisas que nos Metem Medo


Dé: TREMAM, MORTAIS!!!!

MUAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!

*Gesticula maniacamente como um louco megalomaníaco*

Ísis: Uh-oh... O cozinheiro enlouqueceu de vez...

Lulu: O pior é que ele tem acesso a facas...

Dé: SIM!!! MUAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!

Ísis: SOCORRO...

Dani: Que bom que ainda é a Rainha que tem acesso à guilhotina... ^^

Dé: Bom, tendo dito isso, bem-vindos a mais um Vertigem das Listas! Estamos em outubro, o mês das bruxas, e que culmina no Halloween/Dia das Bruxas. Este é, sem dúvida, um dos meus feriados favoritos, mesmo que não seja comemorado no Brasil.

Droga.

Dani: Droga mesmo.

Dé: Mas é neste mês que vem à tona todos os monstros e criaturas sobrenaturais que assolam o mundo. Vampiros, lobisomens, fantasmas e tudo o mais saem às ruas neste mês para... pedir doces, aparentemente. Ainda pesquiso qual a origem dessa tradição. Um dia. Talvez...

Ísis: Lulu fez uma tese disso essa semana mesmo. Vossa Realeza, é sua deixa.

Lulu: Tô com preguiça agora. Procurem no google sobre Samnhain e boa sorte.

Dé: Um dia... Talvez... Quem sabe...

Dani: Lulu evitando ser prolixa? Que estranho...

Dé: Mas sem mais delongas, o tema do mês tem um pouco a ver com o Dia das Bruxas: Dez Coisas que nos Metem Medo!

Ísis: Assim, precisam ser “coisas”? Podem ser situações? Eu tenho muito mais medo de determinadas situações do que de “coisas”...

Dé: De preferência tem que fazer você se arrepiar, suar frio, sentir um frio na espinha, ter vontade de se enrolar em posição fetal chamando pela sua mãe... ou tentar correr o mais rápido que suas pernas possam te carregar.

Se alguma situação puder fazer isso contigo, esteja à vontade. XD

Lulu: Tenho a impressão de que já respondi isso antes em algum lugar, mas, bem... não importa muito... vejamos... coisas que me metem medo...

Dé: Bom, para começar vou pegar logo pesado. Embora não seja exatamente um praticante ou o mais devoto dos homens, eu sou católico. Acredito em Deus, mesmo que eu tenha minha visão pessoal sobre o assunto. Porém, se existe um paraíso, também há um inferno.

Sim, tenho medo de qualquer coisa relacionada ao inferno. Se aparece um demônio em uma história, começo a tremer dos pés à cabeça. Essa é uma das grandes razões de eu nunca conseguir assistir O Exorcista à noite, e ter tido mais de uma semana de pesadelos depois de ler O Homem do Terno Preto (conto de Stephen King Dani: ADORO!!). E pra alguém que é quase que viciado em livros e filmes de terror, isso é dizer muita coisa...

Lulu: Entendo seu ponto, Dé. Eu vi de relance umas três cenas numa reportagem sobre... acho que era o aniversário de 30 anos da filmagem de O Exorcista. Foi o suficiente para passar meses – MESES – sem conseguir dormir direito.

Dé: É EXATAMENTE DISSO QUE EU ESTOU FALANDO!!! Esse é o espírito do tema! =D

Ísis: Alguém lembra do Conto de Terror do Dé? Em que a pobre criatura via, cheirava e saboreava coisas horríveis? Bem, aquilo me deu particular medo porque é algo do qual sempre tive medo: que meus sentidos zerassem ou ficassem muito confusos. Em específico, tenho medo de ficar cega.

Dani: Jesus... esse até eu tenho...

Lulu: Entendo esse tipo de medo, Ísis... o meu é mais ou menos parecido por ser também referente a perda de um ‘sentido’.

Olha, a coisa que eu tenho mais medo no mundo é de perder minha consciência, meu senso de eu. De perder o que quer que seja que faz de mim quem eu sou. Minhas lembranças, minhas histórias. Se existe um bicho-papão terrível para mim, esse é a sombra de uma doença como o Alzheimer, ou qualquer outro tipo de situação em que alguma criatura estranha decida tomar minha mente e controlar minhas ações.

Ísis: Concordo. Sendo eu esquecida como sou, tenho medo de ter isso muito mais cedo. Mas, se parar para pensar, é que nem diz uma amiga minha a respeito do câncer: “se você viver o suficiente, terá”... Assustador.

Dé: Nem fale, Lu... De certa forma, também divido esse medo, exatamente do Alzheimer, pra ser mais específico.

Dani: Bom, posso dizer que um dos meus maiores medos se aproxima muito disso (e me pesa admitir, em uma época da minha vida cheguei bem perto, na verdade). Morro de medo de enlouquecer.

Por mais que eu adore a ideia de coisas nonsense e mundos surreais onde nada é igual ao que conhecemos ou faça sentido, tenho de admitir que alucinações são muito, muito assustadoras. É muito mais do que perder a consciência de si, é perder a noção de mundo. De real. Do que está ou não acontecendo de verdade. É simplesmente horrível.

E infelizmente já passei por isso.

E a pior parte, acho, seria como os outros reagiriam também... As pessoas tratam essas coisas de um jeito que me deprime muito.

Dé: A minha segunda escolha não é deste mundo, literalmente. Tenho um fascínio misturado com um horror primitivo de histórias de alienígenas.

Lembro quando era mais novo, e ouvi falar pela primeira vez do chupa-cabras (piadas à parte! XD), supostamente uma criatura de origem alienígena que se alimentava de fluidos corporais de animais. E quando aconteceu o caso do ET de Varginha?! Eu passei MESES com medo de olhar pela janela de casa por esperar ver aquela figura na calçada do outro lado da rua!

Hoje em dia já levo a maior parte dos casos de boa, mas vez ou outra aparece alguma coisa que me assusta de verdade, como o caso dos Goblins de Hopkinsville.

Lulu: O que são esses goblins? Ou será que é melhor eu não saber?

Dé: Um caso nos Estados Unidos, em que duas famílias foi “feita refém” por um grupo de criaturas descritas como “goblins prateados”. Os membros das famílias atiraram várias vezes contra eles, mas sem efeito (só um barulho de bala acertando algo metálico).

Mas no final, o veredito final é de que todos estavam bêbados e confundiram... CORUJAS! Isso, corujas, como sendo extraterrestres.

Dani: *chorando de rir*

Lulu: ...

Ísis: Rindo muito com essa...

Bem, eu espero honestamente que, se existirem realmente ETs, que eles não tenham a mesma natureza mesquinha que nós temos – ou estaremos lascados.

Entretanto, como não faço ideia se existem ou não, se conheceremos ou não, e qual a natureza/intenção deles, então ETs não me metem muito medo.

Mas eu tenho muito medo de certos fracassos. Não é de errar... Aliás, eu gosto muito de descobrir que algo não está bom quando descubro como fazer melhor. O que me dá muito medo mesmo é de descobrir que o meu melhor está muito aquém do mínimo (ou médio) necessário. É saber que, por mais que eu me esforce em algo que eu quero ou preciso conquistar, não fará muita diferença porque já alcancei o limite naquela atividade/naquele assunto/etc.

Lulu: Se fosse por questões óbvias, eu talvez dissesse que outra coisa que me mete medo são zumbis, porque zumbis são muitas vezes as grandes estrelas dos meus pesadelos. (Dani: Mesmo? Interessante...) Mas desperta eu não sinto tanto terror assim – histórias com zumbis no meio são das poucas do gênero de terror que eu consegui engolir – e parte do meu medo deles está ligado ao que já expliquei antes, da possibilidade de me tornar um corpo vazio sem lembranças ou vontades ou qualquer raciocínio.

Mas uma coisa de que tenho muito medo seja dormindo ou acordada... é de gente estúpida. De gente fanática, de gente fundamentalista, de gente ignorante. Gente que acha que as suas verdades são absolutas, gente com quem não adianta argumentar. Isso me dá muito, mas muito medo, e um medo muito real, palpável.

Ísis: Entendo. Como eu sou doida, eu acho engraçado cutucá-los, às vezes, mas isso é porque a maior parte dos “imutáveis” que conheci também não me agrediam por apresentar opiniões contrárias, ou simplesmente por não concordar. Então realmente não tinha muito do que ter medo, nesse caso, não.

Dani: Gosta de cutucar os dragões hein... ^^”

Lulu: Não sabia que você tinha tendências masoquistas e suicidas, Ísis...

Ísis: Bem, terceira situação que me dá muito medo, e essa é particularmente preocupante: ser culpada pela morte ou desafortuna de alguém, principalmente alguém próximo. Foi por esse exato motivo que não fiz Medicina, e pelo qual relutei tanto tempo em tentar concurso para ser juíza (hoje eu aceitaria, mas preciso voltar pro Brasil e retomar os estudos primeiro). Se equipara, para mim, a não estar perto quando alguém precisar, ou estar perto mas não fazer ***** alguma. Em outras palavras, eu morro de medo de um dos meus pais terem um piripaque enquanto estou fora, vez que estou muito longe para fazer qualquer coisa.

Dani: Vixi... Acho que esse é um medo que todos temos... é muito ruim de se pensar.

Mas para o segundo medo, esse talvez pareça óbvio (ou não. Não sei), mas sempre morri de medo de, por algum motivo eu não pudesse mais desenhar. Perder minhas mãos ou algo assim, sei lá... Sempre foi um pensamento muito apavorante para mim.

Desenhar é uma parte muito importante da minha vida. Não é que eu goste de fazer isso, eu preciso fazer. Realmente preciso. E se um dia eu perdesse isso... nossa, acho que eu provavelmente me mataria.

Dé: E para finalizar, minha última escolha, e de longe a que mais me mete medo.

Sabe aqueles lugares que você simplesmente não consegue se sentir bem quando está lá? Que quando se está sozinho, você fica olhando por cima do ombro por que tem a CERTEZA de que alguma coisa está olhando pra você? Aquele canto que você vai andando rápido de interruptor a interruptor, acendendo as luzes à medida que vai andando? Pois bem, eu tenho um lugar desses... e eu moro lá a 25 anos.

Exatamente, eu tenho medo da minha casa. Sério, eu não consigo me sentir confortável lá em casa, não sei o porquê. Vez ou outra eu vejo vultos quando estou sozinho. Outras, sinto que tem alguém ou alguma coisa lá. Admito recentemente isso diminuiu, talvez pela presença do Thor (o cachorro da minha irmã) lá em casa...

Até o Thor começar a latir, do nada e para nada...

Dani: Jesuis, isso já me aconteceu aqui em casa algumas vezes. Quando eu tinha minha gata até que ainda era melhor, porque meio que a usava como “termômetro” para essas coisas (tipo, se ela estava parada no meio do meio quarto olhando para o nada, com o pelo todo eriçado, como ela fez algumas vezes, eu não entrava lá por horas), mas agora só tenho essa sensação que você diz... é muito esquisito.

Sorte que já não acontece faz um tempo... quem sabe o fantasma foi tirar férias... ^^

Dé: E é isso, e até o mês que vem com o próximo Vertigem da Listas! =D

Dez Coisas que nos Metem Medo

1. Inferno
2. Ficar Cega
3. Perda de Identidade
4. Enlouquecer
5. Alienígenas
6. Fracassos
7. Gente Estúpida
8. Não poder mais desenhar
9. Morte/acidente de ente querido
10. Própria Casa


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