28 de junho de 2014

A Vertigem das Listas: Seis Filmes que nos Tocaram a Alma


Dani: Então pessoas, que parece que faz anos que não começo um Vertigem. Mas desde que comecei esse trabalho novo minha vida parece ter cuspido o tempo livre para bem longe de mim. E por mais que eu corra atrás dele, o infeliz sempre consegue fugir... cretino. ¬ ¬

Lulu: Eu entendo bem o seu ponto, Dani...

Dé: Acho que todos nós entendemos... T.T

Ísis: Sem tempo pra comentar... LOL

Dani: Anyway, agora que finalmente encontrei... alguns minutos livres, vamos ao que interessa! E o tema desse mês é Seis Filmes que nos Tocaram a Alma!

Meu Senhor que esse é um tema difícil! Porque eu amo filmes! E há tantos que me são importantes e me tocaram profundamente... Mas acho que se eu for escolher, para a minha primeira escolha seria, com certeza, Na Natureza Selvagem.



Dirigido por Sean Pean e baseado na história real de Christopher McCandless, conta a história de um garoto que sempre teve tudo na vida, estando prestes a ingressar em Harvard e com um futuro perfeito nas mãos. Até um dia simplesmente decidir abandonar tudo; seu dinheiro, suas posses e até mesmo sua identidade para sair pelo país vivendo da forma mais pura e genuína possível. Até aí parece ser apenas algum tipo de filme de aventura de um mochileiro (o que em parte é). Porém no decorrer dessa jornada vamos descobrindo muito mais. As reflexões dele sobre natureza, a vida e a cidade, a vida urbana, e principalmente o materialismo e capitalismo extremos dessa era atual acabam por nos atingir de uma forma que eu mesma não pensei ser possível.

Após assistir esse filme pela 1ª vez, passei uma semana praticamente só pensando nele. E avaliando todos os pontos da minha vida. As ideias que Christopher (ou Alexander) expressaram me tocaram fundo, e me fizeram começar a refletir sobre coisas que jamais havia parado para pensar. Mas que acredito, todos deveríamos fazer. O contraponto de uma vida corrida, superficial e cheia de coisas e desejos, desejos por tudo, o tempo todo, com uma vida simples e sem posses, na natureza selvagem e pura. Onde está a verdadeira felicidade de uma pessoa, em coisas, em sonhos, conquistas e ambições? Ou simplesmente no ato de viver.

Podem parecer ideias um tanto radicais, mas que sou forçada a admitir, fazem sentido. São verdadeiras e até hoje ainda me pegam de repente e me fazem ver minha vida com outros olhos...


Lulu: Eu entendo seu ponto, Dani... Confesso que não assisti esse filme, mas sua paixão por ele me deixou curiosa o bastante para ter vontade de vê-lo.

Dé: Também não assisti ao filme, mas já havia tido contato com as ideias por ele apresentadas. A ideia de que a sociedade atual mudou nossos valores de tal forma que acabamos por esquecer o que realmente importa na vida. Coloquei na minha lista de “Para Assistir”.

Ísis: Então somos três colocando esse filme na lista. Reunião Coruja pra vermos juntos?

Lulu: Se deus der bom tempo...

Ok, então... Eu tinha meia dúzia de títulos de que gostaria de falar aqui, alguns recentes, outros nem tanto... mas depois de muito quebrar a cabeça, consegui selecionar apenas um para compor a lista.

Mimi o Sumaseba, traduzido em português como “Sussurros do Coração” é um filme de 1995 dos Estúdios Ghibli, com roteiro escrito pelo brilhante Hayao Miyazaki e conta a história de uma garota que gosta de histórias, um garoto que quer ser artesão de violinos, um gato separado de seu grande amor e um bom e simpático velhinho dono de uma loja onde tudo acontece.



Ísis: \o/

Dani: Tinha que ser Miyazaki!

Lulu: É difícil explicar porque esse é um filme tão inspirador ou tão querido pra mim (Ísis: Porque ele é lindo, ué. Precisa de mais que isso?) – a ponto de ficar com os olhos marejados toda vez que escuto a música tema dele – afinal, a história dele é, em si bastante prosaica. Mas acho que é exatamente essa simplicidade que faz com que eu me identifique.

É uma história de amor, e também uma história de auto-descoberta, sobre vocação e é uma história que ecoa muito de perto uma série de situações que me estão muito próximas do coração. É um dos meus filmes favoritos de todos os tempos, que me faz rir e chorar e querer sentar e escrever.


Dé: É Estúdio Ghibli, Lu. Praticamente TUDO que eles produzem tem esse efeito (Ísis: Realmente... Falou e disse!)... Ao menos em mim, não sei para vocês. (Dani: Em nós também... ^^) Sussurros do Coração é interessante para mim porque é simplesmente o que é chamado de "slice of life”, mostrando o dia-a-dia dos personagens envolvidos, e ainda assim ser especial.

Dani: Engraçado como esse é o tipo de arte que eu mais gosto. Em filmes não me faz muita diferença, mas em pinturas e desenhos eu adoro.

Dé: Acho que tenho o mesmo problema que vocês: escolher apenas um filme. Antes de ser bibliófilo eu fui cinéfilo, e ia ao cinema pelo menos 2 vezes por semana. Bons tempos, bons tempos... Enfim, já assisti muitos filmes, e a maior parte deles quando era novo o bastante para que eles causassem uma impressão duradoura em mim.

No final, acabei decidindo por Peixe Grande.



Antes de mais nada, não sei exatamente por que esse filme me tocou tanto, mas o fato é que nunca consegui tirá-lo da cabeça desde então. Alguma coisa na viagem de descobrimento, nas histórias do pai para o filho, na HISTÓRIA do pai em si... me marcou.

Considero que Peixe Grande é a prova de que a vida é tão especial quanto nós queremos que ela seja.


Dani: Isso foi muito poético! :)

Lulu: Esse filme é, de fato, maravilhoso...

Ísis: Sim, mas sobre o que é o filme, seu bode? oO

Dé: Assista e descubra! ^^ Se eu disser mais que isso, conta como spoiler. =P

Ísis: Que espécie de cinéfilo é você?! T______T

Então, eu não tenho muito desse problema. A maior parte dos filmes que assisti são mais blockbusters mesmo, e, ainda assim, tem uma infinidade de clássicos que nunca vi. A título de exemplo, assisti Pulp Fiction pela primeira vez ano há uns dois anos, e Godfather (como é o título desse em português mesmo? Dé: O Poderoso Chefão.) ano passado. Perfume de Mulher é um que nunca vi (admitidamente porque vivo esquecendo, nesse caso).

Lulu: Poxa, Ísis, Perfume de Mulher é um dos meus filmes favoritos e com uma das músicas-tema mais fantásticas que conheço. Toda vez que escuto Por una cabeza eu me lembro da cena (fenomenal) do tango...

Dani: Concordo com a Lu!

Ísis: Bem, um dia eu assisto. Evita também está nessa lista (e estou enrolando há mais de um ano... Uma amiga minha me cobra praticamente uma vez por mês)...

Mas, retomando, um colega meu certa vez me recomendou um título recente, chamado Closing the Ring (não faço ideia no nome disse em português Dé: Um Amor para Toda a Vida.), e eu me senti diferente depois de assisti-lo. A forma como a história é contada, entre passado e presente, foi um pouco confusa no começo, mas funciona muito bem. E entre cenas da Segunda Guerra Mundial e da história de amor e amizade, de redenção e inocência, eu chorei um bocado de vezes...


E a música de encerramento me deixou chorando por horas depois do filme acabar...

Dé: Errr... Não assisti esse... ^^’

Lulu: Também não assisti, mas o título me é algo familiar... acho que vou procurar depois ;) Ou farei você achar o filme para assistir comigo daqui a quinze dias, quando estivermos em Fortaleza XD

Ísis: Você vai amar, eu tenho quase certeza. O personagem masculino principal é A CARA do Steve Rogers (mas o ator é péssimo... >.>)

Dani: Não sabem o que estão perdendo!! Esse filme é muito mais do que incrível! Apoio a escolha da Elefanta! (Ísis: \o/) Um dos melhores filmes que já vi! Mas para a minha segunda escolha decidi por um filme que, (como muitos e muitos outros a que não cabe falar aqui) acabou sofrendo por uma péssima promoção: Ponte para Terabítia.


Ísis: HEIN?! Mãe de quem?! oO

Dani: Quando o filme foi lançado, os trailers e posters cagaram feio na tarefa de traduzir o que seria o filme. Ao invés de uma história sensível e profunda de duas crianças que tentam fugir de suas vidas e problemas através da fantasia e do faz de conta, como ele realmente é, acabou passando por um Crônicas de Nárnia da vida. E em conseqüência, acabou muito menos valorizado e popular do que deveria. Eu mesma demorei a assisti-lo, achando que não era grande coisa, mas depois que o fiz, acho que o assisti umas 3 vezes seguidas. Acabei me identificando muito com os personagens, suas idéias e historias, nessa coisa de “fugir” da vida através de sonhos maravilhosos. Mas também de poder enfrentar seus medos com ajuda dessa mesma fantasia.

É um filme belo, com realidade na medida certa, sem chegar a cair no dramalhão. Um dos meus preferidos com certeza!

Ísis: Nunca ouvi falar... O que não é lá tão surpreendente...

Lulu: Então, eu conheço Ponte para Terabítia, tanto o filme, quanto o livro (que está na minha lista de futuras leituras aqui). É realmente um filme bem sensível e o final me partiu o coração – era algo que eu não esperava nem em um milhão de anos.

Ísis: Minha segunda escolha é “A Princesinha” (The little princess) (Dani: AAAAAAAHHHH!!! ADORO!!! Lulu: Quem da nossa geração não adora?). Na primeira vez que assisti, quando muito pirralha, eu não sabia que era um clássico – achei que era só mais um filme qualquer. Mas a forma como a garotinha que é tão amada pelo pai logo o perde, e, depois, quando descobre que ele está vivo, mas inalcançável me traumatizou seriamente. Passei um tempão depois daquilo com medo que meu pai sumisse, ou coisa parecida. Mas até hoje tenho algumas cenas desse filme em playback na minha memória (which is sayin’ something...), e é um filme muito bonito não só sobre amor de pai e filha, como também sobre superação e igualdade racial. Lembro-me na época de não ter entendido porque era tão significativo que a menininha de pele branca (e rica) visse a de pele escura (e pobre) como igual.


Dé: É oficial: eu só assisti ao filme da Lu. ^^”

Lulu: Sério, Dé? ‘Cê jura que não assistiu A Princesinha? Passava DIRETO na Sessão da Tarde e é inspirado num livro da mesma autora do também maravilhoso O Jardim Secreto. Eu vi esse filme duzentas vezes quando criança e duzentas vezes mais assistiria se ligasse a televisão e ele estivesse passando... A protagonista é uma menina inglesa que cresceu na Índia e volta para a Inglaterra para estudar num internato enquanto o pai trabalha... e ela é tratada como uma princesa e adora contar as histórias que ouviu na Índia... até que um dia chega uma carta dizendo que o pai dela morreu ou desapareceu em ação e a diretora da escola a obriga a se transformar em criada para pagar as dívidas que foram feitas anteriormente... mas mesmo sob a impressão de que perdeu tudo, ela não deixa de acreditar que o pai vai voltar e continua contando histórias... tem um macaquinho também...

Sério mesmo que não assistisse esse filme?

Dani: Eu adoro esse filme tanto quanto o livro! É a prova de como se pode fazer uma boa historia infantil, mesmo rodeada de tragédias.

Lulu: Ísis, que escolha MARAVILHOSA! Selo de Rainha aprova!

Ísis: Agora, sim, estou satisfeita! ^.~

Mas, Dani, aquilo era uma história infantil?! O.O

Seis Filmes que nos Tocaram a Alma

1. Na Natureza Selvagem
2. Sussurros do Coração
3. Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas
4. Um Amor para Toda Vida
5. Ponte para Terabítia
6. A Princesinha


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