31 de maio de 2014

A Vertigem das Listas: Cinco Coisas que nos Tiram do Sério


Dé: É de manhã (ou não), você acabou de acordar e não é dia de feira. Faz um dia lindo lá fora, os pássaros cantam (ou não) e o sol brilha (ou não). Você prepara seu café da manhã (ou não) e está tudo delicioso, tudo especialmente do jeito que você gosta!

Dani: O Dé está meio vago hoje...

Lulu: Ou não!

Ísis: LOL

Dé: Eis que você então decide sair, para fazer alguma coisa que você gosta de fazer fora de casa: ler, desenhar, passear no parque, encontrar os amigos etc. Mas então acontece alguma coisa. Uma coisinha. Uma besteirinha, na verdade.

Mas aquela coisinha, aquela besteirinha, uma coisa que todo o resto do mundo sequer perceberia, estragou seu dia. Te deixou mais puto do que você pode imaginar. Te tirou do sério!

E este é o tema de hoje, caros leitores Cinco Coisas que nos Tiram do Sério!

Lulu: Só de pensar no tema eu já estou ficando irritada...

Ísis: Urra, cuidado! A Rainha Má está querendo sair! \o\

Dani: Rainha Má? Pensei que ela fosse uma versão estranha da Rainha de Copas. Sempre querendo cortar cabeças, sabe?

Lulu: Eu tenho o cetro e a coroa para comprovar a teoria ;)

Dé: Para começar, vou falar da coisa que mais me irrita: gente que PRECISA mostrar que são melhores do que você. São pessoas que eu digo sofrerem do mal do “pau pequeno”, e não faço do aspecto físico da coisa, uma vez que conheço muitas mulheres que sofrem desse mal. E podem ser em vários aspectos, embora o financeiro seja o mais comum. Claro, que não vou ser hipócrita e dizer que vez ou outra não conto vantagem aqui e ali, mas de modo geral eu prefiro simplesmente cuidar da minha vida.

Mas esses caras não conseguem. Qualquer coisa é motivo para falar sobre como eles conseguiram comprar aquele telefone novo por mais dinheiro do que você recebe por mês. Ou como ele sabe explicar perfeitamente a teoria das cordas e calcular a massa de um buraco negro. Ou como poderia quebrar seu braço com dois braços e uma perna amarrada nas costas logo depois de você cumprimentar com um tapinha nas costas. Ou como o trabalho dela é melhor que o seu, mesmo que sejam áreas completamente diferentes. Ou... bom, acho que vocês já pegaram a idéia, né?

Lulu: Isso também me irrita um bocado, Dé...

Ísis: Eu aprendi a rir disso. Porque ou elas não são tudo isso e precisam te diminuir pra se sentirem melhores – e isso é digno de pena, não riso, pra falar a verdade – ou é verdade mesmo e não tem muito que eu possa fazer. Qualquer forma, prefiro rir pra não chorar.

Dé: Como eu disse: pau pequeno.

Dani: Acho que eu tenho pena... Imagine a falta de auto estima que a pessoa tem para ter que ficar reafirmando todas as suas “conquistas” todo o tempo, o tempo todo, como se seu valor se resumisse somente a isso. É bem triste...

Dé: Ver comentário anterior. =P

Lulu: Bem, muita coisa me tira do sério, para ser bastante sincera... não sou exatamente uma pessoa calma e paciente e às vezes meu temperamento leva a melhor sobre meu controle.

Mas se tem uma coisa que me irrita profundamente, que me faz querer jogar bombas e resmungar e chutar gente? São filas causadas não necessariamente porque tem muita gente, mas porque tem um fulano lá na frente que é lerdo, ignorante, ou simplesmente mal educado. E não digo isso apenas de pessoas que estão esperando na fila, mas também de pessoas que estão atendendo as pessoas que estão na fila. Posso me controlar se perceber que um caixa está passando as coisas mais devagar porque está aprendendo, ainda não sabe exatamente como fazer as coisas, mas fico para morrer de um ataque de fúria quando o fulano está enrolando porque está com preguiça/conversando/dando atenção a outras coisas que não são urgentes de uma maneira geral.

Ísis: Eu pego o celular ou um livro e começo a ler. Ou começo assistir algum filme mentalmente (normalmente “Hercules”, da Disney, porque esse eu tenho decorado. LOL)

Dani: Eu também. Livros são os melhores antídotos para filas. Desenhar também. :)

Lulu: Eu já tive que me segurar de verdade para não chutar uma pessoa desse tipo numa fila. Não estou dizendo isso como metáfora não, foi um impulso completamente real. Ou chutar ou voar no pescoço. Felizmente consegui me controlar e hoje em dia sempre ando com um livro na bolsa, que assim nem presto atenção que tenho de esperar pela fila... Mas tem dias que esqueço e, bem... já sabe, né?

Dé: Isso é mesmo um saco. E quando tem 34567876543234567876543 MILHÕES de caixas vazios, só um caixa funcionando e todos os clientes do mundo para atender? Isso é de tirar qualquer um do sério.

Ísis: Verdade. Não posso negar que me chateia, mas nunca sei qual a situação (financeira) da loja/agência, então isso só me tira do sério mesmo se eu notar que a pessoa é especialmente lerda ou está BATENDO papo, como a Lu mencionou antes.

Dé: Olha Isis, independente da situação, isso me irrita. Ninguém está ali por que quer (em princípio, claro. Tem doido pra tudo.) e querendo ou não, a pessoa atendendo (ou aqueles que não estão atendendo, a depender do caso) está ou negligenciando o próprio trabalho ou atrasando o dia de muita gente. ISSO é o que irrita

Dani: Honestamente, sobre filas geralmente eu penso que, se é algo que eu não posso mudar, então pra que gastar energia ficando irritada? Por isso mesmo, imediatamente me enfio em um livro e tento ignorar a situação.

Excedendo apenas quando estou atrasada para algo. Aí a paciência divina obviamente evapora.

Ísis: Coisas que nos tiram do sério? Uhm... bem, acho que todo mundo aqui já sabe que eu sou relativamente zen, e praticamente a única coisa que me tira do sério sou eu mesma. Mas tem uma outra coisa (possivelmente a única outra coisa que pode realmente me deixar possessa): injustiças. E cara, elas existem a torto e à direita, em diferentes níveis. Mas é quando eu vejo algo que não tem como contestar (uma criatura visualmente pobre voltando do trabalho morta de cansada e tarde da noite, sendo assaltada e espancada no processo, por exemplo), que meus nervos vão embora.

No exemplo que eu dei acima, não é o assalto em si (embora esse me deixe com raiva também), até porque já fui assaltada (ou quase assaltada Dani: Quase assaltada?) algumas vezes e eu tava rindo em todas as ocasiões (não sei como não levei tiro). Não, não é exatamente esse o problema. Meu problema está na injustiça por trás disso: a criatura trabalhar feito o cão e ter seus bens (no caso, o corpo, o psíquico e os bens monetários) tomados sem qualquer direito à defesa. ISSO me deixa possessa.

Há alguns anos aconteceu coisa semelhante a alguém muito, muito próximo a mim. E eu acordei drogada e chorando. Não foi bonito.

Dé: Eu imagino, Iguinha... Realmente, é de deixar qualquer um possesso também.

Dani: Isso é verdade. Já fui assaltada 2 vezes, e nas duas (depois que passa o susto e a raiva) sempre vem aquela sensação deprimente de ter sido passada pra trás pelo mundo. Como se todo o seu esforço para comprar as coisas que você tanta ansiava não valessem de nada...

Mas algo que me irrita profundamente, e sempre me tira do eixo, na verdade são os bloqueios de criatividade. Os famosos “brancos” que todo mundo já teve pelo menos uma vez na vida (ou “Rosas” se você for de outra orientação sexual, como já ouvi falar. Ou então for a Ísis XD)

Lulu: Rolei de rir com a exceção para a Ísis... Pobrezinha, todo mundo no Coruja pega no pé dela...

Dé: Nem me fale. Eu não dependo do meu trabalho criativo, e já acho chato, imagine pra ti. T.T

Dani: Eu geralmente me apoio muito na minha criatividade. Dependo dela pra quase tudo na minha vida; nas aulas, no trabalho, nos desenhos, até mesmo só para passar o tempo - em devaneios de ônibus, de filas de banco, aulas chatas, tudo. Então quando acontece, quando acordo com aquele irritante vácuo no meu cérebro, Senhor... o mundo vem abaixo pra mim. Tudo de repente fica extremamente irritante, feio, fora de lugar... Qualquer coisinha a toa me deixa completamente possessa e sempre quero quebrar o pescoço do primeiro que me aparecer com aquela perguntinha “Você tá irritada hoje?”

Aff... A minha sorte é que esses dias são relativamente raros. ^^” Ou provavelmente alguém já teria tido um nariz quebrado por aí.

Alias, já quebrei o nariz de um amigo meu uma vez... mas essa é outra história. XDD

Dé: Já disse que essa menina me enche de orgulho? XD

Lulu: Assim, eu só me preocupo com o fato de que ela aparentemente quebrou o nariz de um AMIGO. O que ela faria se não fosse um amigo?

Mas, é, filhota me enche de orgulho também.

E eu entendo a parte de ter um bloqueio criativo e como isso é irritante. Deixa-me particularmente maluca o fato de que meus bloqueios sempre surgem quando estou para escrever o final de uma história...

Dé: Outra coisa que me tira do sério é a falta de educação da população. Mais especificamente, falta de educação no trânsito. Eu já não gosto de dirigir, exceto de madrugada ou em feriados, com a cidade vazia.

Já no dia-a-dia, temos que lidar com aqueles sujeitos, que acham válido fechar um cruzamento para ganhar milésimos de segundos a mais na hora que o sinal abrir. Ou então aquele palhaço que acha que é piloto de F1 e sai correndo a 234567876543 mil quilômetros por hora... para parar no próximo radar. Por que para sinal vermelho ninguém para mesmo, né? Por conta deste pequeno hábito do brasileiro, eu nunca sou a primeira pessoa a sair quando o sinal abre, sempre tem um FDP que vai atravessar o sinal vermelho. Ou então, aquele cara que acha que é o Mickey Mouse enfrentando o gigante e sai costurando todo o trânsito, tranca você a cada metro percorrido. Tudo sem sinaleira, óbvio. Ou então aquela @#$%¨%$#@ que acha que pode ignorar a preferencial por ter um carro maior e mais caro que o seu!

!@#$%¨&¨%$#@#$%$#@#$%¨& SEU BANDO DE @#$%¨&¨%$#@!!! VÃO APRENDER A DIRIGIR, @#$%¨&u*&¨%$#$%¨&!!! A MÃE DE VOCÊS NÃO DEU EDUCAÇÃO NÃO, @$%¨&¨%$#?! (*&¨%$#$%¨&*&¨%$#@!!!

Lulu: E depois dessa demonstração de calma e controle do Dé, vamos terminando o vertigem desse mês por aqui... Até o próximo!


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