3 de abril de 2014

Projeto Dresden: Proven Guilty


“Beside me, Molly rolled her shoulders in a few jerky motions and pushed at her hair in fitful little gestures. She tugged at her well-tattered skirts, and grimaced at her boots. "Can you see if there’s any mud on them?"

I paused to consider her for a second. Then I said, "You have two tattoos showing right now, and you probably used a fake ID to get them. Your piercings would set off any metal detector worth the name, and you’re featuring them in parts of your anatomy your parents wish you didn’t yet realize you had. You’re dressed like Frankenhooker, and your hair has been dyed colors I previously thought existed only in cotton candy.” I turned to face the door again. “I wouldn’t waste time worrying about a little mud on the boots.”
Começamos o oitavo livro da série Dresden Files já com um soco no estômago: o julgamento de um adolescente culpado de quebrar uma das leis da magia. Só para lembrar àqueles que esqueceram: o Conselho Branco não tolera que estas leis sejam quebradas.

Após a execução, o Gatekeeper (que me recuso a chamar de "O Porteiro") Rashid alerta Harry de que existe atividade de magia negra em Chicago, e que ele pode impedir que o pior aconteça. Exceto que, quando está se preparando para procurar por focos de magia negra, Molly Carpenter, filha do Cavaleiro da Cruz Micheal Carpenter, liga para Harry pedindo que a tire de uma confusão que ela se meteu. E ele nem tem ideia do tamanho da confusão...

Gosto muito deste livro, em grande parte por ele se passar, na maior parte, em uma convenção de filmes de terror ("SPLATTERCON!!!"). Centenas de referências e citações aparecem aqui, algumas bem discretas, outras bem descaradas. Sim, xenomorfo, estou falando de VOCÊ! Gostei também de algumas sacadas mais engraçadas que o autor decidiu colocar aqui e ali, tal como as identificações de Harry e Rawlings para o evento.

Na parte de vilania, fica um pouco complicado de saber quem é "o vilão do livro", o que é ótimo. Ao meu ver, esse volume foge um pouco do padrão do resto da série, justamente por não se ver um vilão claro aqui, apenas uma série de consequências. Harry não esbarra em um plano de ascensão à divindade, por exemplo, apenas numa situação em que ações precipitadas deram errado. Pode-se dizer que isso é um sopro de ar fresco em uma série longa como Dresden Files, mesmo que ela esteja longe de precisar.

De personagens, voltamos à família Carpenter, que conta com Micheal, um dos meus personagens favoritos. É complicado criar um paladino crível, e Jim Butcher o fez. E o interessante é que o foco está justamente LONGE de Micheal! Conhecemos melhor a vida e os problemas da família, coisas normais como a diferença de opinião entre pais e filhos. Em um mundo aonde magos incendeiam prédios, vampiros e outros monstros caçam humanos tal como predadores na savana e outras ameaças sobrenaturais, isso dá uma bela pisada na realidade.

O Bode


____________________________________

 

Um comentário:

  1. Eu gostei muito desse livro (que foi o último que eu li, mês passado) e achei fantástica a ideia de Harry treinar Molly.
    Fazia um tempo que eu não vinha aqui (admito que não visitava nenhum dos sites que eu sigo, há meses) e fiquei super feliz em ver que estão fazendo o projeto Dresden.
    É a leitura de um livro por mês? Gostei. Eu vinha lendo um ou dois por ano, justamente para não acabar cedo demais e também porque quando começo a ler algum livro da série eu me desligo do mundo e não paro de ler, mas esse negócio de ler um livro por mês até que é legal, pois me permitiria manter a leitura de outros livros e ainda assim ir degustando os livros da série aos poucos. Irei pensar na ideia com carinho...

    ResponderExcluir

Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

Cadastre seu email e receba as atualizações do blog

facebook

Arquivo do blog