27 de março de 2014

A Vertigem das Listas: Três Personagens Que Te Fizeram Querer Entrar Numa História Para Matá-Los


Ísis: E... é março! Quem curtiu o Carnaval e/ou o White Day [vide 180º de fevereiro 2014] levanta a mão! ^^

Lulu: Eu fugi para o interior onde não tinha barulho e com isso não havia motivos para tentar matar ninguém. O que é sempre uma coisa boa – passar incólume por uma situação em que não cedi aos meus mais primitivos instintos de autopreservação.

Dé: Odeio carnaval e estou extremamente feliz de não ter tomado conhecimento nem ouvido NENHUMA música que fez sucesso nesse período. ^^

Dani: Que horror, Dé... Eu gosto de Carnaval! Adoro assistir as escolas. Sempre um show de arte!

Ísis: Concordo, Dani. Sei que não é um período só de beleza e alegrias etc, mas o Carnaval é bonito, e a ideia de poder celebrar NACIONALMENTE sempre me deixa feliz.

Dani: Amém! Finalmente concordamos com alguma coisa, Ísis!

Ísis: Yes! Aleluia! o/

Então, voltando... o tema da vez é bastante contrastante com o clima de celebrações de março, mas espero que ninguém resolva sair por aí matando gente, como e bode e a Rainha sugeriram Vertigem passado (Dé: Droga! Dani: Bom, ninguém precisa saber, hehehe...) Aliás, o que vocês estão ensinando pra esse povo... e pra sua filha?!


Lulu: São instintos naturais e aceitáveis que implicam mais em legítima defesa que violência pura e simples. Sou uma pessoa perfeitamente adorável e gentil quando respeitam meu direito de não ser obrigada a ouvir músicas que não me agradam – que é normalmente o principal motivo de me sentir um tantinho sanguinária em tempos de carnaval.

Dé: Assino embaixo, Lu.

Dani: Que pais eu tenho... - -“

Ísis: Tenho pena de você, gata.

Vou soltar logo a bomba, então: o tema do mês é “três personagens que te fizeram querer entrar numa história só pra (literalmente) MATÁ-los, após ver determinada cena(s) impactante(s) causada por eles”. Não vale repetir o personagem, mesmo com cenas diferentes (mas vale comentar sucintamente até três cenas que se enquadrem na descrição e que foram provocadas pelo mesmo personagem). Também não vale se for um personagem que tenha te irritado ou angustiado, mas sem provocar aquela IRA de realmente querer matá-lo. Um exemplo desses (de não necessariamente querer matar, mas ter me irritado) é a Rachel, do seriado Glee!, episódio 14, temporada 2... Eu queria estrangulá-la, mas não torturá-la e depois matá-la. Vêm a diferença?

Valem cenas de qualquer meio artístico, de jogos, de livros, de revistas, de anime, de mangás, de filmes e do diaboaquatro! Só não vale coisas muito locais, tipo de uma peça de teatro que só será apresentada em um estado, ou coisa assim, porque fica difícil outras pessoas conferirem.

E, sim, já estou preparada para receber reclamações do quanto o tema é complicado e complexo e blá, blá, blá... Mas, a essa altura, acho que já ficou claro que eu realmente não sei fazer as coisas de forma simples (Isso é MUITO ruim, por sinal! Não tentem em casa, ou no trabalho, ou na escola, ou onde quer que seja!). Em suma, briguem com a Rainha, porque comigo não vai dar certo, já que o problema não é de lógica...


Dani: Posso começar minha lista com a Ísis e seus temas complexos?

Ísis: Tem que ser ficção, então eu estou salva... *mas foge pras colina do mesmo jeito

Dani: Isso, fuja, fuja... Um dia você cansa de correr...

Lulu: Eu não brigo com você, Ísis, apenas observo que você arranja temas sempre muito complicados e depois VOCÊ é quem reclama de não conseguir alcançar sua cota de loucura do mês. Não é culpa minha, eu sempre acho todos os seus temas perfeitamente aceitáveis.

Dé: Realmente, não me lembro de um tema do Quem Conta um Conto, por exemplo, que tu não tenha chorado um bocado dizendo que o tema é complicado, Isis. =P

Ísis: Porque chorar e ser Drama Queen é divertido.

Dé: Vou ter que rebolar um pouco para escolher os “indicados” do mês, mas o desafio é o que faz interessante, não é?

Ísis: Assim sendo, vou indicar o primeiro, que todo mundo desse zoológico provavelmente já deve saber, devido a recentes conversas: o Coringa, do Batman (revistas e animações). Esse filho da *%&# já aprontou de tudo um pouco com os nossos heróis, desde deixar a Batgirl original (Barbara Gordon) paraplégica (não que isso a tenha impedido de continuar ajudando a Batfamília e outros heróis na luta contra o crime), à morte de Jason Todd (tá certo que, nesse caso, todo mundo e sua mãe queriam a morte do segundo Robin, e houve até votação para tanto, mas terem realmente acatado à vontade dos leitores fez um impacto ENORME pro personagem Bruce Wayne/Batman).

A cena específica que eu quero apontar (porque essa eu li mesmo) é mais recente, e consiste na ruptura que o Coringa provocou na Batfamília em “Death of the Family” (quadrinhos), justamente quando o Bruce/Batman tinha enfim percebido que não está só e que todos os seus parceiros são realmente família etc... Aí o desgraçado apronta uma daquelas.

Sim, a morte de Jason Todd (eu vi o filme animado, especificamente), teve provavelmente mais impacto, isso eu abertamente admito, mas o psicológico e a ruptura que o Coringa provocou me deu muita raiva... E, por isso, eu o indico como meu primeiro personagem a ir pra forca! (mas admito que a motivação do Batman em não matá-lo é muito lógica também)


Dé: Não esqueça das participações dele em Batman Beyond. Considero esse como o segundo ponto alto do Coringa, atrás apenas de A Piada Mortal.

Ísis: Sem dúvidas.

Dani: Ok, tenho que admitir que gosto demais do Coringa para falar mal dele. ^^” Embora concorde com sua escolha...

Lulu: Como estou esse ano fazendo uma releitura das obras de Shakespeare, dei de cara novamente com um personagem que nunca consegui tragar. Todo mundo sabe que não gosto de Romeu, mas Romeu é fichinha perto de Bertram, o ‘herói’ de Bem Está o que Bem Acaba.

Eu tenho uma PROFUNDA repulsa por Bertram e já disse antes e repito mais uma vez que não consigo entender o que é que bem acaba nessa peça. Mas a cena que me faz querer entrar na história e sapatear em cima do personagem é após o casamento dele com Helena.

Eu entendo que Bertram não se sentisse particularmente feliz em ser forçado a um casamento com Helena – mas, hei, a coisa está feita e a moça é bela, inteligente e venera o chão que ele pisa. Não há muita chance de ele conseguir anular o casamento ordenado pelo rei, então ele poderia tentar fazer o melhor de uma triste situação e tentar entabular ao menos uma camaradagem com a esposa – que além de tudo foi criada com ele.

Mas não... Bertram não está feliz de ser dado como prêmio à bela Helena – ele prefere partir para a guerra e se possível morrer por lá mesmo. Mas antes de ir, numa cena humilhante, ele demonstra todo o seu desprezo por Helena.


Dani: Sabia que ia ter Shakespeare aqui! Ele cria os melhores cretinos! XD

Dé: Ainda não li, e já não gosto do cara.

Ísis: Eu tava me perguntando se ela o incluiria... HUAHUAHAUHUA!

Lulu já mencionou essa criatura (e o ódio que ela sente por ele) várias vezes... É o “Much Ado About Nothing”, né? Tanto ela maldiz, que eu não tenho a mínima vontade de ler... ^^’’


Lulu: Precisas ver o que a Régis fala do cara...

E trocasses as bolas, Ísis. Much Ado About Nothing (Muito Barulho por Nada) é minha peça favorita do bardo e eu adoooooooro o Benedict (mas odeio o Cláudio). O Bertram é de outra história, All’s Well That Ends Well (Bem Está o que Bem Acaba).

A crueldade de suas palavras e a sua canalhice mais para frente é algo que não consegue me passar pela garganta. Que Helena consiga fazê-lo engolir tais palavras mais tarde é um amargo consolo, porque mesmo com tudo o que Bertram faz, ela continua por amá-lo.

Eu tenho muita, mas muita raiva nem um pouco reprimida pelo Bertram...


Dé: A pergunta que não quer calar: Quantos protagonistas de Shakespeare a Lu gosta? Acho que dá pra contar nos dedos. De uma mão só.

Lulu: Eu gosto muito do Príncipe Hal/Henrique V e do Benedict, mas mesmo gostando deles, não posso negar que eles tenham seus momentos babacas. Também simpatizo com Marco Antônio e Brutus. Mas, bem, babacas são uma constante em Shakespeare. Contudo, não odeio todos os protagonistas masculinos do Bardo. Tenho uma cisma particular com Romeu e detesto com todas as forças Bertram e o Proteus de Os Dois Cavalheiros de Verona.

O resto me é... indiferente.


Dé: Como eu disse... nos dedos de uma mão só. xD

Bom, minha primeira escolha já foi citada aqui, e logo pela própria Isis: Rachel, de Glee. E antes que comentem alguma coisa: eu assisti a primeira temporada e o começo da segunda, até me perguntar “Porque mesmo estou assistindo essa porcaria?” e ir ver alguma coisa mais do meu gosto. Isis, sem fangirlzice, por favor.


Ísis: Não se preocupe, eu sei o quão ruim a série é. Infelizmente, também sei que tem seus pontos altos e simplesmente não consigo largá-la... >.>

Dé: Logo no primeiro episódio peguei um abuso sem tamanho dessa égua. A princípio ela parece ser uma excluída “normal” do gênero, uma flor de pessoa, destratada por não se encaixar nos padrões de popularidade de colegiais norte-americanos... Até ela começar a falar, é claro. Ela é chata, convencida, se acha melhor que todo mundo... Dá pra entender por que destratam ela.

Ísis: Eu concordo com você, Dé, e muito. Não gosto dela (mas não a odeio completamente por motivos que as vezes nem eu mesma sei), mas acho que tu não tá pegando o espírito da lista. Qual é a cena específica que te faz querer matar ela mais que (quase) qualquer outro personagem? Porque, vejamos e convenhamos, ela pode não ser uma garota ideal em MUITOS aspectos, mas tem muitos e muitos personagens piores que ela... oO

Dé: Minha vontade, em qualquer cena que ela aparecia, era de aplicar um Final Atomic Buster nela. ¬¬

Dani: Credo... Bom, também não gosto dela (Ísis: YAY! \o/), não posso falar nada. Mas para minha primeira escolha vou de anime, e do meu favorito (que estou assistindo de novo, provavelmente pela vigésima vez): Fullmetal Alchemist.

Só uma coisa, em geral quando falo de Fullmetal estou me referindo ao Brotherhood que é o meu favorito. E o personagem em questão seria o Envy.


Dé: FMA: Brotherhood! ENVY!!! Uhu!!!

Dani: Tudo bem que o Envy é revoltante durante quase toda a série e em tudo o que ele faz, com sua arrogância e prepotência sem limites, mas na cena específica em que Ed descobre que foi ele quem deu o tiro que iniciou a guerra de Ishval, realmente foi demais para mim. O modo como ele descreve o que fez, com tanto orgulho e divertimento, como destruiu todo um povo e provocou tamanha guerra civil que destruiu tantas vidas e sequer dar a mínima, sempre se achando “superior aos humanos e blá, blá, blá”... argh! Odeio o Envy!!

Ele até que me dá uma certa pena quando se mata, mas... ainda assim, é difícil gostar dele ao pensar nisso.


Dé: O Envy é um ótimo vilão, eu acho. Os grandes problemas deles são o ego gigantesco e o cérebro nem de perto gigantesco. Se ele fosse um pouco mais discreto, ou um pouco esperto, a morte dele não precisaria ser tão... dolorida.

Ísis: Verdade. Ótimo vilão, péssimo pro coração. Dani, se você quiser, eu seguro e tu matas! XD

Dani: Combinado! *afiando guilhotina*

Ísis: Concordamos em três coisas em menos de cinco páginas! What are the odds? Oo

Como minha segunda indicação, aponto Shiho Munakata, do anime Mai-Hime. À primeira vista, é uma doce menina, mas rapidamente descobre-se que ela é bem possessiva e vingativa – apesar de ter, sim, seu lado meigo. Mas ela é obcecada pelo seu “oniicchan”, Yuuichi Tate, amigo de infância pelo qual tem uma GRANDE queda. Até aí, nada de tão mal. Só que ela morre de ciúmes da órfã (e protagonista) Mai Tokiha, pelo qual Yuuichi acaba se apaixonando, e é correspondido.

Shiho trama como pode contra os dois, gradualmente usando táticas mais graves, e, entre outras, mata a criatura mais doce da face da terra: o irmãozinho mais novo de Mai, Takumi Tokiha.

Mai e Takumi são órfãos desde pequenos e têm somente um ao outro na vida, sendo bastante próximos, mas o garoto tem uma doença cardíaca que, cedo ou tarde, vai matá-lo, e ele vive tendo ataques dolorosos. Takumi já tinha, inclusive, desistido de viver, mas é convencido por Akira Okuzaki a fazer uma operação muito cara (para o qual Mai trabalha feito o cão), do outro lado do mundo. Nessa mesma noite, logo após ser hospitalizado devido a outro ataque, ele é perseguido por outra personagem (Nao Yuuki). No meio da confusão, Shiho, à distância, mata o garoto na frente dos olhos de Mai, de forma a fazer parecer que foi a melhor amiga da protagonista (Mikoto Minagi) quem o fez, deixando a pobre órfã louca. Para completar, ainda na mesma noite, Shiho força Yuiichi (que se sente culpado pela hospitalização de Shiho) a beijá-la, na frente de uma já depressiva Mai.

Foi a cena que me traumatizou nessa série... E só tem outros dois animes que tiveram igual impacto: Code Geass e Blood C (mas se alguém resolver assistir Ima soko ni iru boku, prepare-se para altas cenas dramáticas).


Lulu: Decidi tentar não me ater tanto à literatura dessa vez e decidi pegar um exemplo de outra mídia: quadrinhos.

Do pessoal aqui do Coruja, talvez só a Ísis conheça do meu investimento emocional com a figura de Anthony Stark, o Homem de Ferro (Ísis: Tooooooonyyyyyy!!!! <3 ). E não apenas por causa dos filmes, mas também pelos quadrinhos.

Pois bem... uma coisa que não fica assim tão completamente clara nos filmes da Marvel é o quão abusivo e manipulativo foi Howard Stark na criação do filho. A maior parte dos problemas do Tony – seu alcoolismo, sua falta de amor-próprio (não se engane pelo título de narcisista: a pessoa que mais odeia Tony no mundo é o próprio Tony), sua dependência emocional de pessoas que costumam apunhalá-lo pelas costas – são todos conseqüência da relação com Howard.


Dé: Bom, isso tinha que vir de algum lugar, né? xD

Dani: Tenho que admitir, a arrogância dele foi um dos motivos para não gostar de Homem de Ferro.

Ísis: Eu também não queria nem pensar em assistir, justamente porque não gosto desse tipo de personagem, mas Tony é diferente. Ele até é sim um tanto arrogante e narcisista, mas você vê logo que ele é muito mais que isso, e muito menos isso do que se imagina. A complexidade dos sentimentos dele é uma das coisas que mais me intriga nele.

Lulu: Agora, a cena que me fez chorar de raiva, que me fez ter vontade de sapatear em cima do tablet (que é onde leio comics hoje em dia...), de matar o Howard na pancada foi quando ele obrigou o Tony a beber. Tony tinha cinco ou seis anos de idade e o pai o fez beber porque Tony precisava aprender a ser um homem de verdade.

Depois dessa lembrança, Tony observa que “Eu nunca experimentara álcool antes. Foi horrível. Mas eu sabia que não engolir seria uma desgraça para o meu pai. Eu teria bebido até a garrafa inteira se isso me fizesse ganhar mais de sua aprovação... tão preciosa por sua raridade... E então, aconteceu de eu olhar nos olhos de minha mãe - e não vi orgulho, mas tristeza. Ela tinha visto o que aconteceu com meu pai ao longo dos anos... e agora ela temia por mim.”


Ísis: Credo! Que horror! Também começo a odiá-lo agora.

Separadamente, contudo, coitado do Steve. Deve ser horrível para ele saber que o cara que era tão amigo dele ser, ao mesmo passo, um dos maiores culpados por muitos dos defeitos e medos de Tony, que é um de seus melhores amigos contemporaneamente, né?


Lulu: Sim. Bem, sinto uma especial aversão por personagens que são violentos e abusivos com pessoas incapazes de se defender – como crianças (Ísis:Concordo. Mas, pergunta, foi por isso que foste pra Procuradoria? Ou a ordem contrária? ^^ Lulu: Foi por isso que fui para a Promotoria, Procuradoria é outra coisa...). Que Howard Stark seja visto por muitos como um herói (o Capitão América é, ironicamente, um deles) é uma piada sem qualquer graça.

E antes que alguém venha dizer que o Howard Stark dos filmes não é a mesma criatura nauseante dos quadrinhos, prestem atenção naquilo que ele diz e faz na cena em que aparece para o Tony em Homem de Ferro 2. O fato de ele estar bebendo (e cada vez mais embriagado), a forma como ele reage quando o filho ainda criança aparece por trás dele e o que ele diz para o Tony: “você é minha maior criação”.

Se ele não tivesse morrido no acidente, o que vocês acham que essa ‘maior criação’ significaria? Howard fala do Tony como se o filho fosse uma experiência de laboratório e de certa forma, ele não é? Uma criança para ser moldada a sua imagem e semelhança, obediente e carente de atenção – Tony é tão desesperado por qualquer migalha de amor do pai que ele teria feito qualquer coisa que Howard mandasse.


Ísis: Triste, mas verdade. Mais triste ainda é quando, no mesmo filme (HdF2), o Fury diz o contrário e o próprio Tony resume bem sucintamente o comportamento Howard para com o filho (mas, óbvio, ele também não quer falar sobre isso, muito menos com Nick Fury, né?)

Lulu: Então, sim, eu odeio Howard Stark e acho que existe um círculo especial do inferno para gente como ele e eu quero mais é que ele queime, queime, queime.

Dani: Que reine o Ódio!!!!!!!!!!

Ísis: \o/ Yesssssss! (Quatro coisas. Gata, há esperanças... XD)

Dé: Acho que já comentei aqui que ODEIO protagonistas idiotas, não é? Bom, minha segunda escolha é justamente um desses.

Monkey D. Luffy, de One Piece, é um tipo especial de idiota: tem horas que me surpreende que ele consiga funcionar como pessoa. E não falo em trato social, falo de lembrar de respirar mesmo. Ele só pensa com o estômago, ignora os básicos do bom senso e da lógica, ocasionalmente só “pensa” com os punhos, além de não facilitar nem um pouco a vida da sua tripulação.

A ideia seria que ele fosse parecido com uma criança, mas honestamente, isso não cola. Por mais impulsiva que seja uma criança, ele não tem as atitudes que só podem ser descritas como completamente estúpidas. Sinceramente, todo o resto da tripulação daria um protagonista (e herói) melhor que o Luffy.

Se adiantasse alguma coisa, eu adoraria esmurrar o Luffy até os órgãos internos dele virarem órgãos externos.


Lulu: É muito sádico da minha parte rir com essa sua última frase?

Dani: Argh! Odeio ele também, cruzes! Carinha chato do inferno...

Ísis: ... Cadê a cena? oO

Dani: Para minha segunda escolha, decidi pegar, na verdade um personagem que ainda gosto, apesar de tudo. Mas que começou a me revoltar terrivelmente a partir da 3ª temporada. O nosso serial killer preferido, Dexter.

Dé: Não assisti Dexter... ^^”

Ísis: Nem eu. Parece que nesse mundo, só nós dois, Dé, porque quase todas as pessoas (pelo menos por volta da nossa faixa etária) que conheço já viu (pelo menos uma parte)...

Lulu: Três. Eu também não assisti.

Dani: Sim, eu gosto do Dexter. Isso deve explicar muito sobre mim, hehe... Mas recomendo que assistam sim. Eu me impressionei com a série, bem mais complexa e profunda do que esperava. Em geral estamos sempre acostumados a ver os vilões “de fora”, é muito interessante ver a história do ponto de vista deles e como sua frieza interfere em suas vidas...

Enfim, a grande premissa da história (falo da série, não dos livros), da doutrina de Dexter, é o fato dele tentar fazer o certo. Mesmo não tendo “reais sentimentos” como o sociopata que é, ele tenta se importar, e tenta tirar o melhor proveito de sua compulsão, matando apenas aqueles que realmente merecem morrer. E é isso que me agradou tanto nele logo no 1º episódio. Ele quer mesmo fazer a coisa certa e tenta se importar, mesmo não se importando.

Durante as 2 primeiras temporadas, ele segue quase inabalado nesse princípio, decidido a sempre cumprir o “código de Harry” a todo custo, sacrificando boa parte de suas reais vontades para que isso dê certo e se mostrando, incrivelmente, alguém aparentemente “bom”. Mas é logo no fim da 2ª temporada que ele começa a vacilar feio. No momento em que decide matar Doakes, pura e simplesmente porque “ele perderia menos ao morrer, do que se Dexter fosse preso” é que você percebe o cretino começando a se formar. E foi quando comecei a detesta-lo. A partir daí, a doutrina dele cai completamente. Pessoas inocentes começam a morrer, e muitas com as justificativas mais ridículas. Ele acaba por se tornar, de fato, exatamente aquilo sempre procurava para matar, sem qualquer diferença com suas vítimas. Um verdadeiro vilão. E isso acabou com qualquer simpatia que eu tentava ter com ele.

Mas apesar de tudo, eu gosto do personagem. Mas apenas nas 2 primeiras temporadas. Quando ele ainda tenta não ser um monstro. Depois disso não dá pra engolir não. Realmente não sei como a série conseguiu durar tanto. Acho que a humanidade anda muito vil.


Ísis: Minha terceira e última escolha, mas não menos miserável, é outra criatura que tramou feito o cão (se bem que às vezes eu acho que os personagens do Vertigem desse mês são até piores que o demônio...). Ele é responsável por inúmeras mortes e infelicidades etc. Provavelmente ninguém aqui o conhece, porque duvido que alguém mais tenha assistido a “The Princess’ Man”.

Esse seriado sul-coreano se passa na época da Dinastia Joseon, a qual durou aproximadamente 500 anos (mais ou menos de 1400 a 1900) e foi o período ápice da cultura coreana (embora muita coisa tenha sido importada da China, inclusive o Confucionismo). Basicamente, é uma história altamente “Romeu e Julieta”, mas bem pior, na minha opinião, porque o povo aqui tá realmente matando parentes e inimigos a torto e à direita... E eu me derreto em lágrimas TODA vida que vejo o último episódio (mas não só o último, porque é cheio de tragédias).

Bem, de qualquer forma, o personagem que eu aponto é o conselheiro Han Myeong Hoe (que, como muitos dos personagens dessa história, realmente existiu nessa época). Esse conselheiro apoiou o príncipe Su Yang (pai da protagonista e rival político do pai do protagonista) na busca pelo trono, e foram as tramas e a perspicácia de Han que salvou Su Yang de várias encrencas, e causou a morte de vários outros. Entre suas vítimas (muitas das quais completamente inocentes nesse “jogo” político), está o jovem herdeiro natural do trono, o príncipe Danjong, de doze anos!!!

Doze anos, gente! A cena que mais me deu ódio foi esse conselheiro convencendo Su Yang a passar a sentença de morte (envenenamento, na época) para o já exilado príncipe. Mas, acreditem, tem tantas outras cenas tristes/horríveis causadas por ele, que qualquer um desejaria voltar no tempo (e espaço), só para estrangulá-lo... ou, pelo menos, entrar na série e dar-lhe um fim beeeeeeeem longo e doloroso...

E pra completar o ator faz umas caretas que dão uma vontade maior ainda de matar a criatura... >.>

Mas vale muito a pena assistir.


Dani: Nossa, resgatou esse hein!!!

Ísis: Já viste? oO

Dani: Acredite se quiser... ^^

Ísis: Acredito. Mas agora quero saber, você concorda?

Lulu: Como já deu para perceber, minhas escolhas para esse mês são um tanto controvertidas... porque, quando a Ísis deu o tema, há uma suposta impressão de que os personagens que adoraríamos mandar para os círculos mais profundos do inferno são vilões – afinal, tanta raiva que chega a nos despertar instintos assassinos normalmente são decorrentes de grandes vilanias.

Ísis: Na verdade, o porquê de eu letrar a regra como “personagem” e não “vilão” foi proposital mesmo. ^^’’

Dé: Eita! E eu já escolhi dois protagonistas! xD

Dani: Engraçado como até que achei fácil escolher dessa vez.

Lulu: No entanto, minhas duas primeiras escolhas não são de vilões. Bertram é o herói de sua peça, o prêmio que a mocinha sonha em conquistar – ainda que eu ache que ele não valha nem de longe todo o esforço que Helena faz. Howard Stark é um herói condecorado de guerra, uma das mentes criativas por trás do projeto Manhattan que desenvolveu as primeiras bombas atômicas, foi um grande amigo para Steve Rogers, o Capitão América, construiu um império financeiro e tecnológico... Publicamente, ele é O Cara. Em casa, ele é um alcoólatra abusivo.

A minha terceira escolha, contudo, é mais convencional, no sentido de que elegi um vilão e um dos principais vilões de minha infância, um que me deixou profundamente traumatizada e que de certa forma retorna à minha primeira escolha.

Estou falando do Scar, de O Rei Leão.


Dani: Argh! Odeio o Scar!!! Amo e odeio o Scar!!!!

Dé: BE PREPARED!!! Desculpe, não resisti...

Lulu: Tudo bem, eu também fiquei com essa vontade...

O Rei Leão é um dos maiores sucessos da Disney e se inspira bastante em Hamlet de Shakespeare, embora com um final menos trágico.


Dani: Mais ou menos, vai... o pai do Simba ainda morre

Lulu: Bem, ainda é melhor que Hamlet, onde no final só sobrevive Horácio...

Seja como for, eu não consigo pensar nesse filme sem me lembrar da morte do Mufasa. Toda a seqüência do estouro da manada, a manipulação de Scar tanto do irmão quanto do sobrinho é uma cena magistral e mesmo depois de rever dezenas de vezes eu continuo chorando de soluçar quando chega na parte do Simba tentando acordar o pai.

Mesmo chorando de colocar o coração pela boca, não consigo deixar de rilhar os dentes e querer arranjar um tacape para bater no Scar até a morte quando ele, primeiro, crava as unhas no próprio irmão e sussurra “Longa Vida ao Rei” e, segundo, quando ele manipula Simba para que o filhote acredite que matou o próprio pai e depois ordena às hienas que o matem.

Queria que o final dele tivesse sido ainda mais sanguinolento e torturante.


Ísis: Serve-te de algum consolo que a pele dele aparece em Hércules (versão Disney, óbvio)? Pelo menos para mim, deu-me certo alívio.

Lulu: Não me lembro de ter prestado atenção nesse detalhe. Terei que rever Hércules...

Dé: Minha última escolha tem meu ódio especial, não apenas por eu não ter gostado do livro...

Meghan Chase, de Iron Fey, tem uma semente de ódio especial no meu coração pétreo e negro. Ela é, em teoria, uma garota normal na expectativa de seus 15 anos. OK, não tão normal assim, considerando que ela é uma das excluídas da escola, mas acho que isso é pré-requisito para ser protagonista de um romance adolescente, né?

Bom, o fato é que ela tem um amigo, Puck. Ele é um cara legal, que a apoia, a faz rir, a acompanha até em casa... enfim, é um cara legal. Bom, ela não é uma garota normal, ela é filha de Oberon, o Rei do Verão e Puck é seu servo. Bem Sonho de uma Noite de Verão mesmo. Meghan vai parar no reino do pai e acaba vivendo muitas aventuras no Nevernever.

A questão é que Puck é apaixonado por Meghan. E o que acontece? Ela fica deslumbrada pro Ash, um príncipe da Corte do Inverno! Só por que o cara é bonito e... bem, um príncipe, ela deixa o coitado do Puck completamente de lado, SEM MOTIVO NENHUM!!!

VÁ ENFIAR A #$%¨&*¨%$# DA FRIENDZONE NO &¨%$#@#%¨&*, MEGHAN!!!!

E é por isso que eu tenho vontade de arrancar as tripas da Meghan pela garganta e em seguida usá-las para enforcar a desgraçada.


Ísis: Só uma pergunta antes de eu julgar: ela o humilha ou coisa assim? Tipo o que Bertram fez? Porque, sério, ninguém tem culpa de não gostar de alguém, e nem tem obrigação de retribuir o sentimento... Mas daí a se aproveitar covardemente ou fazer algo para aquela pessoa é totalmente outro nível (imperdoável)...

Dani: Quanto ódio, meu Deus. O_O

Ísis: Essa é a ideia.

Dani: Para a minha terceira escolha, peguei uma grande bomba de popularidade atual, e que eu particularmente também aprecio muito pela genialidade da história. Direto dos Jogos Vorazes, o Presidente Snow.

Dé: Mais um que não conheço bem. Só sei que o mundo de Jogos Vorazes é... desagradável, mas só vi o primeiro filme...

Ísis: Tá melhor que eu, que não vi sequer isso...

Dani: Também recomendo. Não se enganem com a popularidade, a história é muito boa!

Ok, ninguém gosta do sádico e egocêntrico Presidente Snow, isso não é novidade. E realmente, todos sabem que dele sempre só vai sair merda. Mas há uma parte dessa trilogia que pessoalmente me revoltou muito. Principalmente por eu ter essa tendência (suspeita) a sempre gostar de vilões e nem mesmo ele ter conseguido ficar nas minhas graças (e olha que até o Freddy Krueger está, hein). Logo depois de Katniss e Peeta terem ganhado os jogos e você perceber o quão “feliz” ele fica com isso, você percebe vai haver vingança e que não vai ser bonito. Mas no momento em que ele decide fazer outros jogos e dessa vez só com vencedores... ah, dá raiva.

É um verdadeiro ditador, puro e sádico, controlando sua nação apenas para enfraquece-la e mantê-la sob suas rédeas. Tudo bem que não é nenhuma surpresa o que ele faz, mas ainda assim... não dá para não ficar com raiva e deixar de compara-lo com tantos outros ditadores sanguinários que de fato existiram em nosso mundo.

Na verdade talvez seja isso que me dê raiva, que pessoas assim existiram mesmo.


Ísis: E depois de muito ódio espalhado e de nos desestressarmos pondo em palavras nossos sentimentos de revolta, podemos voltar aos nossos respectivos cotidianos sem matar ninguém e... Ah, quer saber? Eu apoio a Rainha!!! Morte a esse bando de miseráveis!!! Onde eu encontro o portal interdimensional mais próximo?

Lulu: Tragam os forcados e machados! Vamos ao banho de sangue!

Dani: E minha nova guilhotina!!! ^.^ *sangue, sangue, sangue*

Dé: Que forcados e machados o que! Quero uma BFG 9000!!! SANGUE!!!!

Três Personagens Que Te Fizeram Querer Entrar Numa História Para Matá-Los

Ísis

1. Coringa em Batman: Death of the Family
2. Shiho Munakata em Mai-Hime
3. Han Myeong Hoe em The Princess’ Man

Lulu

1. Bertram em Bem Está o que Bem Acaba, Shakespeare
2. Howard Stark, dos quadrinhos do Homem de Ferro
3. Scar em O Rei Leão



1. Rachel em Glee
2. Monkey D. Luffy em One Piece
3. Meghan Chase em The Iron Fey

Dani

1. Envy em Fullmetal Alchemist Brotherhood
2. Dexter em… Dexter ^^
3. Presidente Snow em Jogos Vorazes


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8 comentários:

  1. Já que meu pouco santo nome foi aqui declinado não totalmente em vão, esclareço que tenho uma única palavra para descrever essa coisa que atende pelo nome de Bertram: LIXO. Tenho tanto desprezo por esse lixo que nem sei se valeria a pena eu gastar com ele minha Santa Ira...

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    1. Eu concordo, Régis, concordo plenamente...

      E eu não tinha como não lembrar de você em xingando o Bertram...

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  2. só acrescentando: pele do Scar em Hércules
    http://1.bp.blogspot.com/-4QxCCzWb6X4/Uwirebl3ZKI/AAAAAAAABDo/yzl0luzoeK8/s1600/scar_scr_hercules07.jpg

    a Disney tem desses Easter Eggs.

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    1. GRATA, muito grata. Exatamente nessa cena. eh mais ou menos lá pelos 50 e tantos minutos. Eh qdo o Phil tá lendo a agenda do dia pro Hercules enqto o heroi posa para um "quadro" (na verdade, um retrato num jarro).

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  3. Nossa, quando li esse titulo a primeira pessoa que aparece na minha mente foi a Umbridge, Dolores.

    Como ela nao apareceu nessa lista? O.o" Falta odio em voces. Kkk xD

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    1. Então... não é que falta ódio, é que só podíamos escolher três nomes cada um... isso complica um pouco as coisas... Mas a Umbridge provavelmente seria minha quarta escolha. Ela me dá náuseas, aquele risinho dela e maneiras untuosas... blergh!

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    2. Tb estranhei ela nao aparecer. Em minha defesa, eu normalmente trago personagens de ANIMES/MANGAS menos conhecidos (pq os outros tres membros do zoologico costumam ir por outros caminhos... embora eu tenha sido surpreendida dessa vez com Luffy e Envy). mas sim, ela eh detestavel (e eu tenho uma especial raiva dela por causa do rosa e gatos q ela tanto usa)... >.<

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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