5 de dezembro de 2013

Para ler: Make Good Art | Fortunately, the Milk


Hoje teremos promoção: dois pelo preço de um!

Gaiman é algo como... uma divindade do meu panteão pessoal literário. Eu tenho até uma estátua dele na minha estante, entre Tolkien e Pratchett, para quem faço oferendas de livros de quando em quando... Em outras palavras? Qualquer coisa que a criatura publique, hei de tratar colocar as mãos.

E esse foi um excelente ano para os leitores de Gaiman. Tivemos uns cinco livros inéditos (talvez mais), contando por fora colaborações em coletâneas de contos e mais o anúncio de que ele estaria voltando ao universo de Sandman. Quer coisa melhor que isso?

De todas essas novas publicações, vamos começar hoje por discursos.

Make Good Art é a compilação de uma fala que Gaiman prestou como paraninfo em 2012. É uma mensagem simples e inspiradora sobre o ofício de criar – escrever, desenhar, pensar arte. O diferencial do livro – vez que, para quem se interessar, o discurso está na íntegra no youtube para assistir de graça – é o projeto gráfico de encher os olhos.


Ainda que se fale especificamente de arte, considero que todos os conselhos que Gaiman dá nesse livro são aplicáveis à vida de uma maneira geral. É, por assim dizer, um manual de instruções cuja principal recomendação é ‘crie’. Crie, seja fiel a si mesmo e não tenha medo de errar.

Para quem está procurando presentes para dar de formatura (e por algum motivo estranho, essa é a pergunta que direciona mais gente pelo Google para o Coruja...), é definitivamente uma ótima pedida. Pena que, por enquanto, ele só esteja disponível em inglês.

No outro espectro da nossa promoção de hoje, falemos da indicação para os pequenos: Fortunately, the Milk.

Devo ter passado menos de uma hora para ler esse volume e, quando terminei, saí folheando-o do começo, rindo sozinha e encantando-me com as ilustrações.

Fortunately, the Milk nos traz um pai contando aos seus filhos os motivos de ter se atrasado no caminho do mercado para casa, trazendo o leite que faltava para que eles pudessem tomar o café da manhã. Esse é o resumo básico da ópera, deixando de fora um cientista dinossauro viajante do tempo, deuses vulcânicos, sacrifícios humanos, alienígenas querendo dominar a terra e outros paradoxos do Espaço-Tempo.

A linguagem, o ritmo do livro, a inversão de papéis com o pai tendo de se explicar para os filhos – tudo isso é uma delícia. O humor nonsense é maravilhosamente acompanhado das ilustrações de Chris Riddell. É um volume um pouco mais infantil que Coraline e O Livro do Cemitério, mas não deixa de ter um encanto próprio nas desventuras de um pai e, afortunadamente... do leite.


A Coruja


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