30 de novembro de 2013

A Vertigem das Listas: Onze Revolucionários Fictícios


Remember, remember the 5th of November;
The gunpowder, treason and plot;
I see no reason why the Gunpowder Treason;
Should ever be forgot.

Dé: Admitam: todos vocês completaram a rima acima, antes mesmo de terminar a primeira linha (Ísis: Eu não: sou péssima em história... >.< Lulu: Tisc, tisc pra ti...). A frase se refere à Conspiração da Pólvora, uma tentativa de explodir o parlamento inglês e matar o rei Jaime I, sua família e boa parte da nobreza inglesa. No dia 5 de novembro de 1605, o plano foi revelado e o especialista em explosivos dos conspiradores foi capturado, torturado, interrogado, enforcado, castrado, eviscerado, decapitado e esquartejado. Os ingleses não brincavam com acusações de alta traição... (Ísis: 1. Quem brinca? 2. Credo... deu calafrios só de pensar...)
O nome dele? Guy Fawkes. Soa familiar?

Esta pequena lição de história foi apenas para introduzir o tema deste mês para o Vertigem das Listas: Onze Revolucionários Fictícios!

Lulu: Curioso como a cada mês parece até que estamos mais dramáticos nas aberturas do Vertigem...

Dé: Pelo menos eu não comecei com uma história... Comecei com história! =D

Para começar, mudando um pouco a dinâmica, começaremos com uma das escolhas conjuntas da equipe do Coruja. Este deve ser o mais famoso revolucionário do mundo nerd, inspirado diretamente pela Conspiração da Pólvora: V.

Vindo de uma Inglaterra distópica, bem ao estilo 1842 mesmo, V era um prisioneiro de um campo de concentração, aonde eram presos homossexuais, judeus, muçulmanos, indianos, paquistaneses, negros e inimigos políticos do governo, e nunca nos é dito exatamente a qual destes grupos V pertence. Depois de ser alvo de experimentos indizíveis, V consegue incendiar o campo e fugir, para começar a planejar sua vingança.

O mais interessante é que a revolução que V inicia como uma vingança, pura e simples, com o fato que o alvo de sua vingança era o governo. E o interessante? Ele conseguiu!

Ísis: Nunca vi...

Lulu: Ísis, você às vezes faz-me desesperar...

Bem, eu vou começar dessa vez com uma das minhas séries em quadrinhos favorita... Fábulas, do Bill Willingham. No primeiro arco de histórias, as fábulas – como são chamados os personagens de contos de fadas – são expulsas do seu mundo e acabam por criar uma comunidade no mundo real.

Dé: Você quis dizer Once Upon a Time?

Ísis: Pensei o mesmo...

Lulu: Fábulas é beeeeeeem anterior a Once Upon a Time, se vale de alguma coisa...

Branca de Neve, a vice-prefeita dessa comunidade e a verdadeira administradora de tudo, e o Lobo Mau, que se chama Bigby Wolf e é o xerife da Cidade das Fábulas, são mais ou menos os personagens principais da história. Muitos rolos e idas e vindas ocorrem, mas o caso é que a determinada altura da história as Fábulas decidem retomar seu mundo e derrotar o Adversário – e é montada uma verdadeira operação de guerra para retomar o poder (uma contra-revolução).

Curiosamente, a grande mente tática por trás de tal revolução é ninguém menos que o Príncipe Encantado, ex-marido da Branca, da Bela Adormecida e da Cinderela, um quase gigolô após perder toda a fortuna na travessia para as terras mortais.

É engraçado porque embora ele seja literalmente o Príncipe Encantado (as pessoas se referem a ele como “Encantado”, ele não tem outro nome), ele está longe de ser o sonho dourado de toda candidata a princesa (vide a forma como suas ex-mulheres torcem o nariz para ele). Ele é um herói quando necessário, mas no resto do tempo é um preguiçoso mulherengo. Ainda assim... ele é a grande liderança por trás da contra-revolução nas Terras Natais – não apenas de forma tática, mas pessoalmente também e de forma impressionante.

Meus sentimentos quanto ao Encantado são ambíguos... talvez exatamente pelo fato de que Encantando é um personagem muito ambíguo...

Ísis: Me interessei agora...

Lulu: Eu indico fortemente. É uma das melhores comics que já li. Só não é melhor, na minha concepção, que Sandman, mas isso é história para outro dia...

Dé: Minha primeira escolha vem de muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante. O Império conquistou completamente a galáxia, oprimindo e dominando tudo e todos com mão de ferro (quase que literalmente, no caso de Darth Vader).

Mas ainda existe esperança! Nem todos aceitaram ou se conformaram com isso. Não! Havia uma resistência! E havia uma figura de relativo destaque entre A Rebelião: Princesa Leia Organa.

É ela que dá início à saga da primeira trilogia. Quando era prisioneira do Império, e impedida de toda e qualquer comunicação com o mundo exterior, Leia grava uma mensagem em seu droide, R2-D2, e o envia para buscar o último Jedi do universo, Ben Kenobi. E o resto, todo mundo já sabe.

O interessante é que, de todos os protagonistas de Star Wars, Leia é a única com interesse REAL na queda do império. Luke busca se tornar um Jedi e vingar/redimir seu pai, enquanto Solo... bom, Solo é um pirata, contrabandista, mercenário que só se importa com o dinheiro... Leia é a verdadeira revolucionária de Star Wars.

Ísis: Rapaz, eu não costumo ver/ler/assistir histórias de reviravoltas etc, não, então essa foi difícil! Ia escolher meus clássicos, Naruto e/ou Avatar e/ou Code Geass (e, cara, Code Geass é MUITO TENTADOR, vide que o próprio nome da primeira temporada é “Code Geass – Lelouch da revolução”), mas resolvi escolher personagens menos conhecidos e que reflitam meus gostos atuais. (Desconfio que lá vem um “pederastia!” por aqui... LOL)

Acho difícil alguém conhecer esse, mas... Se você sabe o que é uma “brand zess”, já sabe de quem eu estou falando (Lulu: Eu não faço ideia, para variar um pouco, já que você geralmente é quem é a perdida do grupo...). Ele é um “opast” (leia-se demônio) que nasceu de uma família infernal condenada à escravidão pelo pecado de um dos antepassados, e cujos membros são frequentemente chamados de traidores. Seu destino era lutar, lutar, lutar e lutar na linha de frente de qualquer guerra no inferno (ou pelo menos as de seu mestre)... e depois lutar mais ainda.. até morrer. Assim é para todos os Crosszeria.

Mas Luka, que nunca havia pensado em quebrar esse círculo, e o qual era bom o suficiente no que fazia para receber a alcunha de “aquele que é amado pelo demônio-rei”, conheceu Yuki (não foi revelado como, até onde li, que é o volume 8 – mas ainda faltam três volumes para que eu alcance a publicação atual – e que publicação LENTA!!!!). Aí ele mandou tudo mesmo pros quintos dos infernos! XP

Yuki é a princesa dos Giou, a família humana que faz linha de frente aos ataques do inferno... Mas ela é muito mais que isso: ela é também a fonte de vida deles (eles literalmente a chamam assim em várias ocasiões). Yuki tem o poder de cura e proteção, e inúmeras vezes defendeu seus parentes (e outros) da morte com esse poder, chamado de “A Luz de Deus”. Sua bondade é tanta que, num ataque supremo (pelo menos até agora), ela é capaz de estender seu poder como um campo de força, obliterando todos os demônios que tiverem a infelicidade de estar na área. Entretanto, apesar de poderosa, ela também é normalmente mantida isolada em todas as encarnações (sim, essa história se repete há gerações), e é muito solitária. Essa solidão só piora quando vê o quão ligados são os pares que a protegem (seus protetores agem em pares, podendo ser amantes, irmãos, amigos etc – mas sempre têm um laço forte entre si). Pra piorar, a garota sofre muito porque, sempre que cura alguém, ela mesma recebe a dor da pessoa que está curando, cumulada com o efeito que o uso excessivo de energia exerce sobre ela.

Esses dois (não sei como) se conheceram, se apaixonaram, e se sentem completos um com o outro. Por isso, Luka traiu o inferno e passou pro lado dos humanos, e assim continua, mesmo depois da morte de Yuki. Ele contestou e mudou não só o destino de um Crosszeria, como equilibrou a mesa da guerra, mudou de lado e cometeu o maior tabu do inferno: amar um humano (bem, desconfio que o maior tabu é ter relações íntimas com um humano – mas até agora nada foi confirmado se os dois chegaram a tanto... mas eu desconfio que sim).

Essa é uma síntese que não faz nada jus a Uragiri ha boku no namae wo shitteiru (traduzível como “a traição conhece o meu nome”). E, só pra constar, a trilha sonora é ótima! ^^

Mas também vale acrescentar, não se sabe por que, ainda, Yuki reencarnou dessa vez como um garoto (que é faixa preta no judô!). XD

Lulu: Tinha de ser...

Ok... por motivos de força maior, a Dani não vai poder participar do Vertigem de hoje, de forma que vamos ser só nós três (digo isso porque sei que a essa altura seria a vez da escolha dela de aparecer...). Então, continuando...

Hoje vai ser um dia de favoritos para mim... Comecei falando de Fábulas e agora vou para Discworld! E meu livro favorito da série também, Night Watch. E meu personagem favorito ainda por cima, que é o Vimes!

Dé: Parece que alguém gostou mais do tema do que eu...

Ísis: Se ela não fosse Rainha, seria revolucionária, meu caro bode... ¬_______¬’’’

Lulu: Mas é claro que sim... afinal, quando não é a rainha, são os revolucionários berrando ‘cortem as cabeças!’...

Night Watch conta a história da Revolução Gloriosa, que terminou com um dos governos mais sangrentos da história de Ankh-Morpork e abriu caminho para a chegada de Lorde Vetinari ao poder e à criação das guildas, de forma a reorganizar toda a sociedade do lugar.

Dé: Engraçado como “Lorde Vetinari” soa como nome de vilão, pra mim. =P

Ísis: Eu já ia dizer que concordava, quando me toquei que também soa como nome de um mentor, ou benfeitor. Em resumo, soa como nome de alguém poderoso – seja vilão ou não.

Lulu: Considerando que Vetinari é um líder maquiavélico exatamente no sentido da palavra; que ele é um tirano no estilo grego e que começou a vida na Guilda dos Assassinos, vocês têm razão em ter essa impressão... mas Vetinari não é exatamente um vilão – ao menos, não no sentido de quem tem o mal como objetivo, ainda que ele não se furte a sujar as mãos, se for necessário para o bem da sua cidade.

Voltando...

Vimes viaja no tempo e acaba encontrando a si mesmo jovem – e entra no papel de mentor de si mesmo, tornando-se a principal liderança da revolução que virou Ankh-Morpork de pernas para o ar.

“Verdade. Justiça. Liberdade. Amor com Preços Razoáveis. E um ovo cozido.”

Dé: Ovo cozido? O_o

Ísis: O que você esperava do personagem preferido da Lu? É CLARO que o indivíduo teria um parafuso a menos, ué!

Dé: Minha segunda escolha é um tanto quanto desconhecida mesmo entre o público supostamente alvo. Ele vem de um quadrinho online que é uma paródia do jogo de RPG Dungeons and Dragons 3.5.

A algumas sagas atrás, o grupo de aventureiros acabou chegando em Azure City (não, eu não vou traduzir... até por que “Azure” pra mim é simplesmente azul), a versão daquele mundo do Japão feudal. O problema é que os vilões também estavam de olho em Azure City, e tinham um exército de hobgoblins sob seu comando...

Houve uma guerra. Azure City perdeu. O povo foi escravizado. E O-Chul teve um destino ainda mais desagradável, que os cidadãos comuns. O-Chul é um paladino da Saphire Guard, a elite de guerreiros de Azure City, detentores de poderes e treinados para combater o mal aonde quer que ele surja... E odiados por estes vilões, em particular. Bom, O-Chul foi torturado durante meses, com métodos cada vez mais elaborados (incluindo um tanque de ácido com espinhos no fundo e um tubarão), pois um dos vilões tentava tirar uma informação dele. Bom, vejam como terminou...

A revolução dos escravos de Azure City ainda não aconteceu, mas ela está vindo. E O-Chul pode não ter tido a intenção, mas serviu de inspiração para que ela comece.

Ísis: Bonita a história, mas é impressão minha, ou você está bem sangrento hoje, Dé? oO

Mas, tudo bem, dois podem jogar esse jogo!

Lulu: Oh, céus...

Ísis: Para dar fim ao shogunato (leia-se, feudalismo japonês) e trazer o rei ao poder, inúmeros estrategistas, famílias de renome, samurais etc foram impregnados (sim, está certo)... com o espírito pró-monarquia. Admitidamente, ele não era a cabeça por trás disso tudo, era só um peão... mas Himura Kenshin (Shinta) é um dos nomes mais conhecidos quando se fala em Bakumatsu (o período que deu fim ao shogunato e início à Era Meiji). – e olha que ele nem existiu mesmo!

Lulu: KENSHIN!!!! Eu adoro o Kenshin, um dos meus personagens favoritos de mangá! Adoro o mangá, o desenho, os filmes, os OVA’s... por sinal, tenho que ver o filme em live action dele... Já saiu?

Ísis: Kenshin era “o” matador a serviço dos monarquistas. Esse período (Bakumatsu) era turbulento, cheio de conflitos e batalhas. Os senhores das terras (shoguns) eram também “generais” (tinham poder militar), e estavam em guerra (principalmente) com os que queriam o fim da “ditadura dos senhores feudais”, os quais, para isso, reivindicavam que o imperador era o verdadeiro detentor do poder. Assassinatos, tramas, traições... tudo isso acontecia nessa época... e Kenshin ficou conhecido como “o matador” (ou algo assim – não lembro como ficou na versão brasileira), e foi grande responsável (no mangá/anime) pelo sucesso da revolução.

... E depois, como quem não quer cada (e não queria mesmo nada além de paz), ele “desaparece” do mapa... Oro?

Dé: No love for Shishio? Só pq ele é vilão e completamente coberto de cicatrizes?

Ísis: A parte das cicatrizes não me é problema, e eu confesso que tenho alguma simpatia pelo Shishio. Admitidamente, como revolucionário, ele seria a melhor escolha, já que ele fala sobre essa revolução em voz alta quase sempre que aparece (OK, talvez seja exagero meu). Entretanto, eu gosto (mais) da humildade do Kenshin (mas não da estupidez ¬______¬)...

Lulu: Eu gosto do Shishio... gosto especialmente de quando ele chega ao inferno e parte para a conquista do mesmo xD

Dé: Minha terceira escolha é bem recente, pra falar a verdade. Deixando uma coisa bem clara logo de início: eu não gosto da Horda. Apesar de eles terem as músicas mais legais, eu não gosto deles, já que sempre fui da mentalidade que orc se mata, não se fala.

Pra quem não sabe, estou falando de Warcraft, uma série de jogos da Blizzard que gira em torno do conflito entre a Aliança (liderada pelos humanos) e a Horda (fundada pelos orcs). A horda é liderada pelo Chefe de Guerra, culturalmente um orc. Até o Cataclisma, o Chefe de Guerra era Thrall, filho de Durotan e fundador de Durotar, a nova nação orc. Quando ele se abdicou do título, apontou o filho do herói de guerra Grom Hellscream, Garrosh Hellscream, para o posto.

E que erro isso se revelou. Para resumir e eufemizar um pouco, Garrosh desagradou TODOS os outros líderes da Horda e obliterou a trégua com a Aliança, que existia desde o final da Terceira Guerra (Warcraft 3). E é aí que entra Vol’jin. O líder dos trolls aliados à Horda, Vol’jin foi desde o início contra a indicação de Garrosh como Chefe de Guerra, e disse isso várias vezes. Quando tudo acertou o ventilador, Vol’jin uniu as demais raças da Horda contra Garrosh, chegando a buscar apoio da Aliança!

E não é que conseguiram derrotar Garrosh? A revolução de Vol’jin foi bem sucedida, mas podemos dizer que o resultado não foi exatamente o que ele esperava... Thrall não retornou ao posto de Chefe de Guerra, apesar de ser o líder indiscutível dos orcs.

Ísis: Quanto mais eu ouço/leio sobre Warcraft, mais longe quero ficar... Tenho certeza que isso me viciaria! O roteiro desse mundo é impressionante!

Lulu: Somos duas. Preciso descobrir se não tem livro roteirizando o jogo... *.*

Minha próxima escolha é de um livro que virou musical que talvez vá virar filme (eu torço para que sim), e cuja história revela o que está por trás de uma das grandes vilãs da literatura infantil...

Estou falando de Maligna, do Gregory Maguire, que conta a história de O Mágico de Oz do ponto de vista de ninguém menos que Elphaba, a Bruxa Má do Oeste. Esse livro acompanha os eventos desde antes da concepção de Elphaba, sua amizade com Glinda, e seu papel como revolucionária contra o Mágico.

Pois é, no final das contas, Elphaba não é exatamente uma vilã, mas uma pessoa que foi traída vezes sem conta, teve o coração partido para além do que qualquer um deveria suportar e foi tachada de vilã por ter tido a coragem de se levantar contra uma política de preconceito e ignorância.

É uma história fantástica, com um enredo político muito bem traçado, muito bem trabalhado. Ler o livro ouvindo as canções do musical é um plus. Aliás, uma das minhas músicas favoritas vem na trilha sonora do musical, For Good.

Ísis: Chegando na minha indicação final: Code Geass. XD

KKKKKKKKKKKK pra você que achou que eu realmente pularia Code Geass! Não tem nem como!!! Code Geass ~Lelouch of the Revolution~... como assim, isso não é revolução?! Eu, inclusive, já mencionei o Lelouch numa outra lista, acho que como anti-herói ou coisa assim. Mas ele é também um baita revolucionário! Um dos sei lá quantos herdeiros do trono do mundo (sim, em Code Geass, o mundo é um só, dominado pelo rei da Britannia), Lelouch e sua irmã, Nunally, vivem como simples estudantes. O mundo toda acredita que os dois, filhos da “rainha traidora” (foi armação), morreram junto com a mãe, e Lelouch tem raiva do pai até o fim.


Mas ele é um gênio em política/estratégia/diplomacia. Em resumo, ele lentamente começa a, secretamente, montar um exército para derrubar seu pai... e ele consegue! Mas o caminho até lá é muito árduo: ele sofre muitas perdas, descobre fatos inimagináveis e, por fim, (SPOILER ALERT!!!!!) resolve sacrificar-se em nome da paz e esperança. Uma decisão admirável, mas que deixa seus fãs (LEIA-se: EU!!!!!) inconsoláveis e em depressão permanente.


Sério. Até hoje não posso ver uma imagem do Lelouch ou Code Geass em geral, ou ler, ou qualquer coisa assim, que fico instantaneamente triste, Inclusive agora... T.T (vou ali me jogar da janela, com licença)


Lulu: Defenestração coletiva, Ísis ;)

Enfim, a última escolha coletiva para fechar o vertigem desse mês, que é meio que uma escolha dupla – o verso e reverso da moeda.

Harry Potter, o menino que sobreviveu. E Voldemort, Aquele-que-não-deve-ser-nomeado. Ambos causam revolução em seu universo. Ambos fazem a comunidade mágica virar de pernas para o ar.

Voldemort é quem começa a revolução, com seus ideais de pureza da raça, morte aos trouxas e poder aos sangue puro. Ele é determinado e ambicioso, sem quaisquer escrúpulos.

Harry, ainda bebê, é quem encerra o combate com a resistência. Mais tarde, quando Voldemort começa sua segunda subida ao poder – dessa vez, inicialmente, com mais subterfúgios – ele será o líder da contra-revolução que culminará com a batalha de Hogwarts.

E com isso chegamos ao final de mais um vertigem... dezembro tem mais, esperançosamente, de volta à programação normal... até lá!


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