27 de outubro de 2013

A Vertigem das Listas: Dez Coisas que nos fazem Diferentes


Dani: Estranho como parece fazer um tempão desde a última vez que eu abro um Vertigem... Enfim, de qualquer forma é bom estar de volta!

Bom, como sempre decidimos os temas no início do ano, ao chegarmos agora no fim, acabei me esquecendo completamente qual tema eu tinha escolhido para outubro, ^^” então tive de ralar um pouquinho o cérebro para bolar outro. Sempre que fico na dúvida sobre isso eu costumo pensar nos meus queridos companheiros de blog e ver o que temos em comum para que possamos debater e gargalhar em pé de igualdade. Mas aí pensei, por que não fazer o contrário?

Todo mundo sabe que nós 4 adoramos ler, adoramos filmes, adoramos mangá, Gaiman, Austen, Avatar, Harry Potter, etc... Mas o que não temos em comum? Então que aí surgiu o tema desse mês do Vertigem das Listas: 10 Coisas que nos fazem Diferentes!

Sabem aquelas coisinhas que nos tornam únicos? Não estou falando apenas de talentos, como escrever ou desenhar, mas as pequenas manias, as características que nos destoam dos outros (como fazer listas intermináveis, abuso prejudicial da cor rosa, um talento fodástico para fazer cadernos... entendem? :D )É claro que conforme formos escrevendo é bem capaz de descobrirmos semelhanças entre nós, mas a graça é exatamente não sabermos disso ainda!


Dé: Eu acho que seria melhor os outros membros indicarem os nossos, mas tudo bem... xD

Ísis: Eu não conheço a Dani o suficiente, por exemplo, pra concordar com isso... ^^’’

Dani: Também pensei nisso, Ísis, por isso mesmo sugeri assim.

Lulu: Bem, no mínimo teremos de exercitar algo de autoconhecimento nessa rodada, o que é sempre bom...

Dani: Então para a minha primeira escolha, num primeiro momento naturalmente acabei pensando no desenho, mas tentando fugir do óbvio, vou escolher outra coisa que sempre se destacou em mim: a habilidade em fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

Desde que eu me lembro por gente, sempre fui assim, nunca consegui fazer uma coisa só por muito tempo; eu tenho que estar assistindo uma aula, batendo papo, digitando no celular e desenhando para que eu consiga funcionar direito. Nem mesmo assistir um filme é fácil para mim, preciso estar pelo menos conversando ou rabiscando alguma coisa, ou então não consigo me focar. Por isso que eu não gosto muito de cinemas... uma tela só durante 2 horas, difícil... Meus professores nem me enchem mais por ficar desenhando em todas as aulas (todas mesmo, inclusive teatro e dança).

Agora mesmo, enquanto escrevo esse post, estou fazendo também um relatório para a minha aula de teatro e assistindo a 2ª temporada da Lenda de Korra (
Dé: Que tá FODA!!! Dani: Muuuito foda!!!). ^^” A única coisa que consigo fazer individualmente é ler. Quando leio o mundo some. Mas de resto, estou sempre tendo de me desdobrar em 4 ou 5 para dar certo.

Ísis: Eu tenho esse problema nas aulas (se forem numa língua que eu domine). Se prestar atenção só nisso, me disperso, e, portanto, acabo desenhando ou escrevendo algo completamente diferente durante uma aula, justamente para poder prestar atenção (Dé: Ufa, achei que fosse só eu! O que me leva a imaginar se isso é bom ou ruim...). Não consigo prestar atenção 100% de qualquer forma (acho que tenho déficit de atenção ou coisa assim Dani: Eu tenho. Descobri esse ano, mas com foco dispersivo... o que responde muita coisa... - -“), mas pelo menos me ajuda a não viajar completamente. E caso não tenha ficado claro, essa é a minha primeira escolha pra lista.

Lulu: Então que somos um pouco parecidas nisso, Dani. Eu não costumo fazer várias coisas ao mesmo tempo porque acabo perdendo o foco. Mas eu faço muitas coisas num tempo constrito, o que é quase a mesma coisa.

Então, essa é minha primeira característica: sou uma pessoa bombril-se-vira-nos-trinta. Eu chupo cana, toco bateria e sopro apito (de forma não literal... Dani: Que pena. ^^). E não importa o quão ocupada eu esteja, eu sempre arranjo mais alguma coisa com que me preocupar pelo meio.

É o que chamo usualmente de “arranjar sarna para me coçar”. Por exemplo: até as onze e meia do dia em que escrevo isso aqui eu já li e comentei os contos dos meus colegas aqui do Coruja para o QCC, analisei vinte e oito processos, comprei um livro, escutei duas trilhas sonoras, distribuí liberalmente puxões de orelha, fiz os convites dos encontros do Clube do Livro para o ano que vem (de todos os encontros), terminei de escrever o último post (O ÚLTIMO!) da Mina e do Isaac no Expresso, pedi a Ísis que fuja dos tufões, li três contos do livro com que estou na bolsa... e de tarde vou sair para comprar um tênis para fazer caminhada, pegar uma revista que tinha encomendado na livraria, passar pelo laboratório para buscar os exames de excelentíssima Dona Mãe, e tenho certeza que nesse meio tempo mais alguma coisa vai acontecer que exigirá minha atenção...

Dani: E em qual parte disso você explode?

Dé: Lu, como tu consegue?

Ísis: Já fiz essa pergunta trocentas vezes. Minha mãe tem o mesmo dom... ¬____¬

Lulu: Eu tenho insônia xD

Dé: Como não aceitaram minha recomendação de indicar a “uniquidade” dos outros, então tenho que falar de uma coisa que quem me conhece há mais tempo já deve ter visto, seja a coisa em si ou a conseqüência.

Eu sou bem flexível. Não no sentido de que faço muitas coisas e tenho várias capacidades, estou falando no sentido físico mesmo.

Isso gerou algumas histórias engraçadas, tal como quando comecei a treinar karate shotokan. Imaginem a cena: um gordinho com seus cento e tantos quilos, chega no dojo de do-gi e faixa branca, todo mundo olha e pensa “Pff, não vai agüentar nem 5 minutos”. Até que o tal gordinho faz um espacate durante o alongamento, sem esforço nenhum, na PRIMEIRA aula.

Dani: Uhu!! Boa papai!!!

Lulu: O parágrafo acima inteiro soou como grego aos meus ouvidos... O que pombas é espacate? (quando li de primeira, li ‘espancastes’...)

Ísis: Também tive esse problema, mas como tô acostumada quando isso acontece comigo (quando é em português, normalmente é culpa da Lulu), fui direto pro Papai Google. XD

Dé: Espacate é conhecido popularmente como “abertura completa”.

Claro, que essa flexibilidade toda, combinada com meu nada discreto excesso de peso (que tem reduzido! *\o/*Ainda chego aos 85kgs!) teve suas conseqüências. Já lasquei os dois joelhos e, juntos, somo 5 cirurgias neles. Costumo dizer que tenho dois pés esquerdos e nenhum joelho. Na melhor das hipóteses, digo que tenho vagas lembranças de joelhos... =P

Ah, e continuo conseguindo fazer espacate, mesmo depois de anos sem treinar.

Dani: Eu também sou assim. ^^ Mesmo sendo gordinha também, também sou bem flexível, mas isso só vim descobrir recentemente com as aulas de dança. Eu consigo me contorcer toda, Cheguei a ganhar o apelido Samara (do Chamado). Até consigo levar o pé atrás da cabeça!! :D

Deve ser coisa de família. ^^

Mas enfim, para a minha segunda escolha, algo que sempre me destacou é a de estar sempre à disposição. O que, na verdade, de vez em quando se torna um problema pra mim. Eu sempre fui o tipo de pessoa que não consegue dizer não. Se alguém precisa de ajuda com um trabalho, eu estou lá. Se precisam de um desenho, já estou fazendo. Se querem ajuda para pintar o cabelo, lá vou eu para a farmácia, se querem uma companhia para perfurar o mamilo, lá estou eu segurando a mão do coitado (essa, incrivelmente já aconteceu mesmo). Eu realmente gosto de ajudar os outros, gosto mesmo, mas às vezes tenho de admitir que isso acaba sendo bastante cansativo pra mim, especialmente quando as pessoas percebem e abusam disso, o que aliás tem acontecido com frequência...

Mas seguindo o conselho da própria Lu, venho tentando me controlar, pelo menos um pouco. Tem me trazido alguns problemas e até me atrasado em algumas coisas. Não quero que as pessoas pensem que nunca podem me pedir nada, não é isso, mas que pelo menos me perguntem se eu tenho tempo e disposição para fazer. O que, por sorte, pelo menos o pessoal daqui do Coruja ja faz. :)

Lulu: Minha segunda característica, que é óbvia para todo mundo que me conhece e que é meio que um corolário da primeira é que eu sou RIDICULAMENTE controladora.

Dani: Mesmo? Nunca achei...

Dé: Mal de virginiano...

Lulu: Existe uma expressão para o que eu faço (ou tento fazer): é “ter os dedos enfiados em todos os bolos”.

A verdade é que eu nunca confio muito que um determinado projeto em que eu esteja implicada vá dar certo se eu não estiver lá para todas as etapas do processo. Antigamente, eu me irritava muito quando as outras pessoas com quem eu tinha de trabalhar não alcançavam o meu... padrão de excelência, por assim dizer.

Basicamente, isso se traduz no fato de que se eu tiver de fazer um trabalho em grupo, eu vou fazer sozinha 90% do trabalho (inclusive porque não tenho paciência para esperar pelos outros) e vou querer dar opinião e me meter nos 10% que os outros tiverem ficado responsáveis.

Tenho tentado me controlar neste aspecto, mas...

Ísis: Se tu algum dia te meteres a ser juíza, ninguém vai aguentar trabalhar contigo... aí, como despotismo ainda é liberada nas varas (pun intended), coloca eu lá! Já tô acostumada contigo. XD

Dani: Honestamente eu gosto desse jeito seu. Como sou uma proteladora incorrigível, acho bom ter alguém sempre no meu pé para fazer as coisas a tempo. Por isso, por favor, continue me pressionando!! XD

Dé: Não sei o quanto a minha segunda escolha é um diferencial, mas muitos amigos me dizem que minha capacidade de ouvir uma música repetidamente não é normal.

Pra dar uma noção, quando eu estava escrevendo meu projeto de pesquisa, passei aproximadamente oito horas ouvindo a mesma música. Sem parar. Normalmente faço isso com rock, tipo Metallica, Iron Maiden , AC/DC ou Disturbed, mas isso varia de acordo com o humor (estou ouvindo Within Temptation enquanto escrevo, para exemplificar... embora seja um CD completo, não apenas uma música).

Normalmente uso isso pra estudar, sabe? Se ouço apenas uma música enquanto estudo, na hora que preciso aplicar aquele assunto, basta eu lembrar da música que o assunto vem junto. Não sei como isso funciona, mas FUNCIONA.

Isis: Putz, queria isso, mas meu cérebro de papagaio não fixa NADA que preste...

Minha segunda escolha é, e esse todo mundo aqui sabe, eu ADORO ler/ver obras de arte com erotismo (Dé:*insira música do Ultraje a Rigor aqui*). Não necessariamente é pornô, por exemplo: um quadro de uma jovem coberta apenas parcamente com um lençol vermelho (se ela for de pele alva) ou bege (de pele mais escura). Acho muito, muito bonito quando um artista consegue um equilíbrio entre a nudez vulgar e o artístico. Tanto é que aprendi (mais ou menos) a desenhar justamente para poder fazer isso... e um pouco mais.

Dani: Eu apoio!! Adoro esse tipo de arte também. E não acho que seja algo ruim, nem que fosse pornô diretamente. Qual é, somos humanos! Humanos são sexuais, por que o grande tabu? Sempre tive problemas em aceitar certos tabus em relação ao sexo. É algo tão normal! Todo mundo faz! Porque tem que ser tão proibido e errado, não entendo? - -“

E acho que isso me leva à minha terceira característica: sou muito compreensiva. É realmente muito difícil alguém me chocar ou me fazer pensar diferente sobre uma pessoa. Não sei se é porque fui criada assim ou por causa de meus percalços na vida, mas sempre fui uma pessoa muito aberta e liberal com tudo. Já ouvi muitas histórias e confissões bem cabeludas por causa disso (na verdade algumas bem chocantes, principalmente quando relacionadas a sexo), mas que tento sempre entender Tudo é normal se pensarmos bem, se nos dispusermos a saber a história da pessoa e ouvi-la de verdade... E principalmente, não julgar! Odeio julgamentos precoces, tudo tem dois lados e precisamos ouvir os dois antes de fazê-lo.

Lulu: Pra fechar a conta e encerrar o Vertigem por esse mês, vou eu de novo. Bem, quem me conhece pessoalmente provavelmente já me viu começar a cantar do nada no meio da rua. Eu gosto de cantar, fiz coral durante muitos anos, e às vezes bate uma saudade dessa época de forma que... vez em quando eu meio que começo a cantar sem me importar muito onde estou ou quem está em minha companhia.

Isso não acontece com frequência, mas já ocorreu de estar num café com dois amigos da época do coral, ter um cara ao piano tocando Tom Jobim e a gente meio que começar um karaokê sem se importar com os outros clientes (na verdade, lá pela terceira música, já estávamos aceitando pedidos). Ou sentada num restaurante começando croissant e ter um DVD de show tocando ao fundo e de repente... eu começar a cantar e batucar na mesa. Ou numa viagem de carro, olhando pela janela, irromper em uma performance completa com microfone imaginário.

Não perguntem. E também não peçam que eu cante ao dar de cara comigo. Minhas cantorias casuais e espontâneas são exatamente isso: casuais e espontâneas. Sem mais, meritíssimo.


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Um comentário:

  1. Tô encantada com vocês, sério. Já tinha me encantado com a Lu e com a Dani quando as conheci, agora me encantei com o Dé e com a Ísis. Vocês são uns lindos! =)

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