28 de setembro de 2013

A Vertigem das Listas: Nove Professores Inspiradores


Lulu: Eles são responsáveis por moldar nossas visões de mundo, de nos apresentar o conhecimento e a história, de nos inspirar e educar. Da primeira infância até a maturidade, eles nos acompanham, mostrando-nos desde o be-a-bá até o teorema de Pitágoras. Nada mais justo, portanto, que façamos uma lista homenageando-os.

Sim, meus caros, se ainda não perceberam... setembro é o mês de falarmos de Nove Professores Inspiradores aqui no Vertigem.
E começo com um professor que obviamente é clichê em qualquer lista do tipo que se faça – mas que é impossível não se lembrar dele, especialmente se você é um amante de literatura. Estou falando do absolutamente genial <i>captain, my captain</i> John Keating, interpretado por Robin Williams no filme <i>Sociedade dos Poetas Mortos</i>.

Dani: Mr.Keating!!!! *O*

Esse é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos e tanto Keating quanto seus alunos me emocionam. Conheço gente que decidiu ser professor depois de ver esse filme. Quer algo mais inspirador?

Dé: Ok, tenho que ver esse filme... E não me olhe assim, Lu.

Dani: Como???? Como tu nunca viu esse filme, Dé???!!

Dé: Nunca tendo assistido, ué.

Ísis: Achei que todo mundo já o tivesse visto, vez que essa louca é doida por essa obra...

Lulu: Mas é um filme tão maravilhoso...

Dani: É incrível! Também sou louca por ele. Jamais vou esquecer sua preciosa lição do <i>Carpe Diem</i>... apesar de eu não a seguir tanto quanto gostaria.  - -“

Ísis: Concordo em gênero, número, grau, gramática, semântica e coesão!

Lulu: Fiquei agora com vontade de rever...

Dé: Bom, eu tive problemas pra escolher dois nomes pra cá... Por que depois que saí lembrando, minha lista tinha pelo menos 10 nomes! Mas, como temos só dois por pessoa, vamos ao meu primeiro nome.

No Vale da Paz, existia o Palácio de Jade, morada do primeiro professor da minha lista. Mestre Oogway não é exatamente “normal”, quando comparado aos outros personagens de Kung Fu Panda, talvez devido à idade avançada (supostamente, ABSURDAMENTE avançada...). A princípio ele passa a imagem de um velho senil, que mantém o respeito de todos por tudo que fez no passado, que incluem a criação do kung fu.

Dani: Viva o Dé!! Trazendo a DreamWorks para o Vertigem!!

Ísis: \o/ É a primeira vez que a DreamWorks entra na lista!? Vocês estão loucos?!?! XP

Dani: Que eu saiba sim. ^^

Lulu: Eu confesso que não me lembro... sério que eu nunca citei o Banguela e o Soluço em nenhuma lista?

Dé: Qual a nossa surpresa, no decorrer do filme, ao percebermos que... sim, ele é um velho quase senil... e que ainda assim possuidor de sabedoria inigualável. Todas as ações do velho mestre Oogway tem sua razão de ser, mesmo que não seja aparente no começo. As palavras da tartaruga inspiram não apenas os personagens do filme, mas a audiência também.... bom, ao menos me inspiraram.

"You are too concerned with what was and what will be. There's a saying: Yesterday is history, tomorrow is a mystery, but today is a gift. That is why it is called the present."

Ísis: Eu amei demais essa frase quando vi o filme. Não sei se é original (desconfio que não (Dani: Também acho que não. Já a tinha ouvido antes), mas foi muito bonita.

Bem, foi difícil pra caramba me lembrar de mestres em livros, então, claro, apelei pro meu forte, mangás. Só que também demorou um pouco pra lembrar de mestres que se destacassem, e passei por Clef (Rayearth), Kazuma Souma (Fruits Basket) e Minato, o quarto Hokage (Naruto). Foi em Naruto que a história complicou, porque essa é uma série que passa por gerações (além de Dragon Ball e a Guerra dos Tronos), e é cheia de mestres fantásticos. Iruka (sim, eu o conto, porque foi ele quem salvou o espírito do Naruto), Kakashi, Minato, Azuma etc. Mas vejamos e convenhamos que quase todo mundo chora (ou de rir ou de tristeza) com Jiraya. Além de um excelente ninja no sentido real (infiltração e espionagem), também foi sua paciência que fez o burro e danado Naruto crescer mentalmente (um pouco – mas já foi um grande feito). Jiraya o tratou como um aluno normal e protegeu seu discípulo como pôde... e, mais importante que isso, mostrou confiança no garoto. No meu ver, Naruto já não o vê mais como um “simples” professor, mas como um tio, ou talvez até como um pai adotivo.

Dani: Estranho como levou um tempo para decidir as minhas escolhas desse mês, mas depois que o fiz (e refiz, ao ver que já tinham escolhido exatamente minhas 2 primeiras opções... -.-), percebi como na verdade não podiam ser mais fáceis.
                                                                                            
Meu primeiro professor na verdade é conhecido por praticamente todo mundo que um dia já foi criança e já assistiu a Cultura. Mesmo que hoje o adoremos por suas tiradas cínicas no CQC, é praticamente impossível esquecer que um dia Marcelo Tas foi o nosso querido Professor Tibúrcio!

Ísis: Quem?

Dani: Como, “quem?” ò.ó

Quem não se lembra daquele professor-meio-palhaço que sempre aparecia voando na tela e nos ensinava nossas primeiras lições? Acho que ate hoje me lembro da brincadeira de desenhar no ar. Se duvidar ainda faço quando estou entediada. ^^”

Aliás, saudades do Rá-Tim-Bum. Quero voltar a ser criança... T.T

(Se precisarem de mim estarei no meu forte de cobertores, colorindo...)

Ísis: Ah, tá explicado. Nunca assisti isso...

Dani: Que horror Ísis, eu esperava isso do Dé.

Dé: Explicando. Dani, a Ísis cresceu nos EUA (corrija se eu estiver errado, Ísis!). E sim, eu assistia Rá-Tim-Bum, X-Tudo, Mundo de Beakman e Doug. Acho que a TV Cultura era meu canal favorito, até os meus... 13-14 anos.

Dani: Acho que ainda é o meu. ^^”

Lulu: Ela se alfabetizou nos EUA, Dé. Sei disso porque quando ela estava se organizando para fazer o teste para bolsa do consulado japonês, fui eu que entreguei os documentos dela.

Bateu agora uma saudade imensa de Doug... Também assistia muita TV Cultura quando era mais nova, hoje em dia não tenho quase tempo de assistir nada...

Bem, minha segunda escolha é menos óbvia, e se de primeira eu tirei de um filme, agora vou para um livro: Miss Lupescu, de <i>O Livro do Cemitério</i>, do Neil Gaiman.

Ísis: Só lembro que amei todo mundo nesse livro! ^^’’

Dé: Ae!!! Miss Lupescu!!! E eu não faço a menor ideia de quem ela seja... =P

Dani: Que estranho... Esse é um do Gaiman que eu não conhecia.

Lulu: Terei que providenciar para que você conheça então... Mandarei na minha próxima caixa de presentes XD

Miss Lupescu não é exatamente simpática – muito pelo contrário, além de ser extremamente rigorosa, ela também faz seu jovem pupilo, Ninguém Owens (ou apenas Nin), comer comida saudável (oh, o terror! Dé: O horror! O horror!!!). Ela é mandona e não aceita indisciplina – e considerando que até a chegada dela, o tutor de Nin, Silas, deixava-o numa rédea solta, é óbvio que o garoto estranha a situação.

Mas tudo isso perde importância diante do fato de que Miss Lupescu vai, <u>literalmente</u>, ao inferno para resgatar Nin quando ele é seqüestrado por ghouls (Dé: Tenho certeza que faz sentido no contexto... Ísis: Faz sim. Lulu: Leia o trecho a seguir para entender).

E é a partir desse momento que Nin percebe o quão importante são as lições que ela está lhe dando – afinal, Nin morou a vida inteira num cemitério, tem por guardiões fantasmas e um suposto vampiro e há um assassino atrás dele. Ele precisa de toda a ajuda e conhecimento possíveis para sobreviver...

Dé: Minha segunda escolha foi o molde para um dos maiores heróis do mundo. Ele não ensinou golpes capazes de derrotar qualquer oponente. Não transmitiu poderes cósmicos e fenomenais. Não tornou o herói em uma máquina de lutar.

Monge Gyatso ensinou Aang a viver, por assim dizer.

Ísis: “Por assim dizer”, uma pinoia (sem acento >.< Dani: Maldita reforma... Dé: Concordo.), ele ensinou Aang a curtir a vida e, ainda que não diretamente, a ser o Avatar, dada toda a base espiritual que lhe passou.

Dé: Aang, sendo a reencarnação do espírito do Avatar, estava destinado a coisas grandiosas. A manter o equilíbrio do mundo! Os monges do Templo do Ar do Sul desejavam acelerar o aprendizado do jovem monge, concedendo a Aang suas tatuagens aos 12 anos. Gyatso ensinou dobra (Ou dominação? Nunca sei como é em português! Ísis: Tenho o mesmo problema... mas nesse caso é dobrar ar. Dani: Só assisto Avatar em inglês, então para mim é <i>Bending</i> e sempre será. Fora que as piadas do Sokka são muito mais engraçadas em inglês XD) de ar, sim, mas também a brincar, se divertir, pregar peças... a ser criança.

Sendo como um pai para o jovem monge, Gyatso fez de Aang um herói não por ser o Avatar, mas por ser MAIS que o Avatar.

Ísis: Nossa, Dé, quase que eu chorei agora com essa última frase... oO

Tava inspirado, hein?

Dé: Bom, são professores INSPIRADORES, não é?

Ísis: Bem, minha segunda opção é do mesmo universo dessa. Continuando a campanha, “TODO MUNDO DEVE ASSISTIR AVATAR” (Dani: Uhu!! E minha campanha segue forte, hein!), segue o detentor do título “Dragão do Leste”, conquistador do último dragão, exímio mestre dobrador de fogo, membro da Ordem da Lótus Branca e... OK, abram alas para o (aposentado) General Iroh.

Como já enfatizamos aqui de novo e de novo, é muito difícil escolher um personagem preferido de Avatar, uma vez que muitos são cativantes e possuem personalidades singulares. Já mencionamos a Toph e o Zuko, esse último sendo sobrinho de Iroh. A mudança (do Zuko) da qual falamos previamente DEFINITIVAMENTE não seria possível sem a consistente perseverança de Iroh, que não apenas ensinou o príncipe banido técnicas de combate poderosas, como também lições valorosas sobre honra, equilíbrio (interior e dos elementos) e destino.

Tudo isso sem perder uma oportunidade de apreciar um bom chá, e de ajudar outros personagens nas horas vagas (exemplo, o próprio Aang, Appa, e a Toph).

Lulu: Bem, eu devo dizer que o Iroh é meu personagem favorito da série, de forma que aprovo totalmente a escolha! (Ísis: YAY! \o/)


Dé: Admito que Iroh foi o primeiro nome que me veio em mente, mas acabei preferindo o Gyatso...

Dani: Também é o meu. Para mim ele é um personagem completo, tem sabedoria, bondade, honra, habilidades em luta e uma ótima dose de bom humor!! Uncle Iroh é o melhor!! (Ísis: YAY²! \o/)

Mas para a minha segunda escolha, vou recorrer aos filmes novamente. Na verdade um filme que eu emparelharia com Sociedade dos Poetas Mortos, em questão de lições que nos passou, e que se mantiveram com o decorrer dos anos. O honrado e apaixonado Prof. Willian Hundert, de <i>O Clube do Imperador</i>.

Para quem não conhece, o filme conta a história de um professor de história clássica em um internato de garotos extremamente conservador (até bem parecido com o filme anterior, mas só até aí), que durante toda a sua vida se entregou complemente ao ato de educar seus alunos, não só com as mais fantásticas passagens da história Greco Romana, como também com as lições que elas ensinam, na construção do caráter e idealismo pessoal de cada um. E sempre se orgulhou e se satisfez com seu trabalho grandemente, vendo ano após ano, seus alunos saírem de lá como bom cidadãos e pessoas de moral exemplar. Até, entretanto, se defrontar com seu maior desafio, ao receber o filho de um senador, rebelde e desinteressado, que o força a contestar os próprios ideais em sua batalha para educá-lo.

Não vou dizer mais para não estragar para quem não viu, mas garanto que esse filme é fantástico, com um final surpreendente e muito tocante. Além de uma das mais marcantes figuras de professores que eu, pessoalmente, já vi.

Ísis: Parece superlegal!

Dani: Que triste. Você não conhece nenhuma das minhas escolhas hoje... -.-

Lulu: Eu conheço... e confesso que cheguei a pensar no Hundert para minha lista. O filme é excelente, eu fiquei meio de coração partido pelo professor, porque ainda que ele mantenha seus princípios, a verdade é que ele ‘perdeu’ aquele aluno.

Aliás, esse filme é inspirado em um conto de um professor chamado Ethan Canin.

Para encerrar o vertigem desse mês, vamos de <i>Harry Potter</i> - afinal, numa série de livros em que praticamente toda a história ocorre numa escola, há um monte de professores para entrar nessa lista, não é mesmo?

Muita gente pode pensar primeiro no Snape... mas embora eu concorde que Snape é um personagem fantasticamente complexo e interessante, eu não acho que ele seja um bom professor, um professor inspirador (Dani: Mas de jeito nenhum!! ^^” Eu sempre tive as minhas dúvidas se ele quis mesmo ser professor ou foi forçado pelo Dumbledore, porque parece que ele odeia o que faz). Ele tem seus favoritismos, não é lá muito particularmente justo – na verdade, ele chega a ser imaturo em certas atitudes em relação ao Harry. Entendo que ele tenha todo o problema do passado com o James, mas isso não justifica a forma como ele trata o garoto desde o começo. Eu tenho uma particular birra com ele por causa de uma cena em que ele humilha a Hermione, mas vamos deixar isso de lado...

Poderíamos falar do Dumbledore também, mas... Dumbledore serve de mentor para o Harry, mas não é exatamente um professor... e tem o detalhe que ao final da série eu cheguei à conclusão de que ele era um <i>puppetmaster</i>, um mestre das marionetes, manipulando todo mundo ao seu redor.

Ísis: É verdade, mas considerando que a intenção era acabar com esse grande mal, fica a pergunta se os fins justificam os meios...

Lulu: Talvez a situação fosse sem saída, de fato, a coisa só se resolvia com a morte do Harry, mas... a forma como Dumbledore comunica isso para Snape e mesmo a forma como ele se infiltra na vida do Harry, sabendo qual será o final, como faz com que o garoto crie uma lealdade para com ele – o que faz Harry caminhar voluntariamente para a morte... eu não consigo engolir muito bem isso como ‘os fins justificam os meios’...

Dani: O que também o fez cair um pouco no meu conceito. Nunca mais consegui vê-lo como o “grande sábio-bom velhinho” depois disso... às vezes me parece que ele se acha grande demais...

Dé: “Parece”? Por mais humilde que ele tentasse parecer, acho que só em Hogwarts que Dumbledore conseguia espaço o bastante pro ego dele!

Lulu: Então, depois de dizer quem NÃO indico como professor do ano de Hogwarts (Ísis: Depois fala de mim, no Vertigem de Abril Dani: Hã? Lulu: Mas esse eu precisava explicar do contrário iam bater em mim...), vou dizer quem eu indico: Minerva McGonagall.

Ísis: Aplausos! Aprovada em tudo essa indicação!

Lulu: Minerva é uma pessoa que me parece integralmente dedicada a Hogwarts e a seus alunos. Ela é severa, mas justa e tem um senso de humor sutil de que gosto muito (ou não tão sutil no cinema, mas como não adorar “babuínos bobocas balbuciando em público”?). Ela se preocupa, ela estimula, ela sai de seu caminho para fazer aquilo que é melhor para seus alunos.

Dani: De fato ela realmente parece se preocupar com os alunos. Você sempre espera que ela seja uma pedra, toda fechada e severa, até ficar toda boba e mãezona quando Harry e companhia voltam de alguma batalha ainda vivos...

Ísis: Sim. Eu acho tão legal ver como ela perde a faceta quando os alunos precisam dela. A Dani definiu bem, uma “mãezona”, que sabe ser rigorosa mas também sabe proteger... e como!!!

Dé: Sem falar que a primeira impressão que Harry tem dela é completamente correta. Realmente alguém que você não quer irritar... XD

Lu: E por todas essa razões, é com ela que fechamos a lista desse mês.


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Um comentário:

  1. Confesso que ia me dando uma decepçãozinha por não ter nenhum professor de Harry Potter! kkkkk Mas amei a escolha, mesmo eu que gosto de Snape e Dumbledore, não conseguiria escolhê-los kkkkk Mas Minerva sempre foi ótima, e também sempre foi muito prestativa com a escola em si, lembro dela ajudando Hermione a assistir tooodas as aulas disponíveis, e do fim, protegendo Hogwarts!
    Só queria conhecer o resto dos personagens, porque mesmo conhecendo uns parcialmente, nunca li os livros (e como eu quero ler O Livro do Cemitério T.T), ou os manngás, ou vi os filmes! :p

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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