2 de maio de 2013

Projeto Pratchett: The Folklore of Discworld

Needless to say, they refused to submit to the Empire, conducting such a persistent guerrilla war that the Romans gave up hope of conquering Scotland, and the Wee Free Men remained both wee and free.
Alguém mais percebeu que estou tentando adiar ao máximo o dia de ler o último livro da série Discworld que ainda não li? Estou protelando e protelando e protelando, torcendo para que antes de pegar em I Shall Wear Midnight já haja o próximo para pelo menos encomendar, mas o fato é que enquanto isso não acontece, vou me virando como posso nas outras obras do Pratchett.

The Folklore of Discworld é algo como… uma enciclopédia de dados cruzados entre o nosso mundo e o Disco e é um livrinho para além de interessante mesmo para quem não é um iniciado no universo criado pelo autor.

Isso porque, ao mesmo tempo em que você sai pulando e dançando pela sala berrando ‘eu sabia, eu sabia’ quando descobre que a correlação que tinha feito anteriormente entre algum personagem pratchettiano e um fato ou dado histórico real estava, de fato, correta; ele também traz muitos detalhes saborosos sobre aquilo que temos como nossa mitologia e folclore.

São dezesseis capítulos que se debruçam sobre explicações que vão desde os Nac Mac Feegle – que é uma das raças mais curiosas que conheço em literatura fantástica e mais específicas do Pratchett também – até heróis, deuses e criaturas do Calabouço das Dimensões.

Há longas citações dos livros da série seguidas de explicações detalhadas de como as coisas funcionam nos dois mundos – algo que me divertiu imensamente, já que sou uma fã apaixonada – mas que talvez não funcione para outras pessoas, especialmente para quem caiu nesse volume desavisado do que ele realmente era (embora eu não acredite muito que alguém vá tirar esse livro da estante na livraria completamente desavisado de para onde está indo...); além de ilustrações que complementam muito bem o texto e são uma delícia para o leitor.

Uma excelente leitura complementar para fãs e para qualquer um que deseje compreender o tipo de trabalho meticuloso que entra na criação de um inteiro universo alternativo, bem ainda como aqueles que gostam de estudos folclóricos – com um toque do estilo sarcástico e delicioso de Sir Terry Pratchett.


A Coruja


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