25 de maio de 2013

A Vertigem das Listas: Cinco Mães Corujas


Lulu: Oláaaaaaaaa, pessoas! Mais um final de mês, mais um Vertigem das Listas e dessa feita sou eu que estou começando (não diga... Dé: Tu jura? Nem tinha percebido...) com um tema que tem, obviamente, tudo a ver com o mês de maio: Cinco Mães Corujas

E não, ainda que eu tenha adotado a Dani como filhote (esse é um ninho bizarro, em que corujas adotam gatos e os levam para seus ninhos...), eu não sou uma candidata para a categoria desse mês.

Dé: *Começa a procurar outras opções*

Dani: Aahh... Não é justo. Nem posso falar da minha mamãe coruja então.

Lulu: Isso, isso, isso.

Nem minha mãe também é possível, embora eu até gostaria de fazer a homenagem... Minha mãe não é exatamente coruja – ela está mais para um general organizando uma estratégia de batalha em termos de criação dos filhos o que, hei, explica muita coisa, mas não vamos adentrar o mérito da questão...

Ísis: Desculpa a interrupção e talvez a ofensa, mas a tia realmente até fala, às vezes, como se estivesse comandando um exército. Entendo como te sentes, Lu... A minha também volta e meia reencarna algum general...

Dani: Mas que mães são essas, meu Deus...

Lulu: Enfim... Minha primeira indicação para o tema é Margaret March, a Marmee de Mulherzinhas. Eu confesso que ainda não li o livro da Alcott (está na minha lista para esse ano), mas assisti o filme – que aqui saiu como Adoráveis Mulheres (e gosto muito desse título) e acho essa mulher admirável: ela cria, sozinha, quatro filhas, em plena Guerra Civil e o faz de forma corajosa e inspiradora.

Dé: Errrr... Quem?

Ísis: Eu nem lembro mais... Minha mãe (Oi, mãe! ^^ Lulu: A tia lê o Coruja? Opa! Oi, tia Mônica!) ADORA essa história e por isso eu a li muito nova, mas tenho certeza que se a lesse de novo seria outra coisa, outros pensamentos, outra impressão... Ainda que já tenha gostado do livro na época. Mas aí eu teria que ler tudo o que li na infância de novo, e Deus sabe que eu mal dou conta do que eu preciso ler mesmo, então repetições demoradas, fora de cogitação...

Dani: Por mais que eu adore histórias da Guerra Civil, nunca consegui gostar desse livro. “Mulherzinha” demais eu acho... Mas admito que gosto de D. Margaret March. Ela realmente demonstra um ideal de mãe bondosa e ao mesmo tempo guerreira.

Dé: Minha escolha de mãe vai parecer meio suspeita. Ela foi sequestrada por um dragão quando mais jovem, um dragão de verdade, e aparentemente seus dias estavam contados. Até que no horizonte, surgiu um Cavaleiro que, com sua espada sagrada, matou o dragão e resgatou a jovem. O amor e o casamento vieram logo em seguida... e os filhos. Sete deles. E não, isso não é um conto de fadas, embora fadas apareçam vez ou outra na história.

Estou falando de Charity Carpenter, esposa do Cavaleiro da Cruz Michael Carpenter, de Dresden Files (eu, citando essa série... que surpresa...). Duas coisas ficam muito claras em suas aparições: Que ela ama incondicionalmente a sua família e que ela faria qualquer coisa por eles. Mesmo que o “qualquer coisa” envolva um martelo de batalha e coletes de kevlar reforçados com titânio (que ele mesma faz!).

Ísis: Peraí, repete isso aí? Isso são contos baseados em lendas célticas? oO

Desconfio que Lulu já fez alguma(s) resenha(s) sobre a série (é série, né?)... Acho que me interessou agora...


Lulu: Não necessariamente lendas célticas, Ísis... os livros do Dresden (sim, é uma série, contando já com mais de dez livros) meio que entram em várias mitologias, desde vampiros a cortes de fadas e todo tipo de cultura folclórica/mitológica que puderes pensar.

O Butcher é um bom escritor e ele acertou bem a mão com os livros dessa série – cada um é uma história fechada, mas a graça mesmo da coisa é ir lendo na ordem e acompanhando o crescimento e as relações dos personagens.


Ísis: Então, que tem gente que, já tô é vendo, vai morrer de me xingar e vaiar e fazer “ôôôôôôôô...” (conselho de amiga: não façam isso repetidas vezes pra Rainha... ela manda cortar sua cabeça... e dolorosamente! >.<), mas preciso dizer isso sempre que posso, em toda oportunidade que me for.

Lulu: Não me culpe por suas loucuras. E eu me reservo o direito de mandar amolar a guilhotina sempre que possível.

Dani: Quantas cabeças será que já passaram por essa guilhotina? O.O

Dé: Nem te conto... Literalmente, parei de contar depois da terceira casa.

Ísis: MAMÃE NATUREZA! *bate palmas e coral de anjos ressoando no background*

Dé: Biólogo e mestrando em Ecologia agradece (Olha a carteirada! XD)

Dani: Biólogo, ecologista e uma advogada... mas que família fui arrumar. Como artista me sinto a Ovelha Negra agora... - -“

Dé: Na verdade, são DUAS advogadas... A Isis pode se considerar ecologista, mas a formação dela ainda é Direito. XD

Ísis: Como toda boa ecologista, defendo que nenhuma mãe é mais bondosa do que a mãe natureza. E estou incluindo todas as enchentes, terremotos etc que temos vivido de tempos pra cá. Sim, porque, por mais boazinha que seja, ela não é estúpida nem desleixada... Mamãe natureza também castiga seus filhos indisciplinados,

Lulu: Concordo plenamente contigo...

Ísis: Mamãe natureza trabalha MUITO, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365/366 dias por ano... E em muitas formas, muitas das quais nós ainda desconhecemos. Ela nos dá tudo o que precisamos, e muitas coisas que não precisamos mas fazemos questão de ter... e nós, abusando de sua boa vontade, estamos invocando alguns castigos.

Dé: Só como curiosidade... Pesquisem sobre uma teoria biológica defendida por muitos cientistas, a Teoria de Gaia. Sim, é sério. =P

Ísis: Mãe não é aquela que te dá tudo, é aquela que te dá, mas que sabe dizer não na hora certa. E, cara, essa é uma mãe MUUUUUUITOOOOOO coruja...

Dani: Sem contar que ela também é a mãe das corujas! XD Desculpem, não resisti ao trocadilho!

Bom, para minha escolha, peguei uma mãe coruja que todo mundo conhece e todo mundo ama. Uma mãe de cabelo azul, que só tem um vestido verde e não envelhece há mais de 20 anos. Assim como seus filhos. ^^

Sim, estou falando de Marge Simpson.


Dé: Uhu!


Dani: Como não falar de Marge Simpson num especial sobre mães? Ela é bondosa, carinhosa e totalmente coruja, em geral apenas uma dona de casa pacata e normal, mas que sempre acaba metida nas maluquices do marido e dos filhos, e apesar de também ter suas maluquices aqui e ali, nunca deixa de ser uma mãe preocupada e capaz de fazer qualquer coisa por eles. Fora que, convenhamos, com Homer, Bart, Lisa e Maggie Simpson como família, tem de se ser uma tremenda de uma mãe só para conseguir manter a casa em pé!

Dé: E ter alguns parafusos extras, pra encaixar na cabeça do resto da família, também ajuda muito. xD

Lulu: Falta um para completar a lista e essa foi a escolha unânime (ou não, porque escolhemos eu e o Dé antes que Ísis e Dani pudessem meter o bedelho...) do grupo. Diga aí, Dé, qual é a mãe coruja do mês!

Dé: Como a indicação da Lu, essa aqui também criou filhos durante uma guerra civil, embora ainda com o marido do seu lado (exceto quando ele quase é morto, claro). As diferenças estão no fato de ela ter SETE filhos, um “adotado”, outra “meio adotada” e que a guerra é entre bruxos.

Molly Weasley (
Dani: Sra. Weasley!!!!!!!!!!! \o/) é, na maior parte do tempo, uma mãe amável, embora severa, que ama a família incondicionalmente, como fica bem claro quando ela encontra um Bicho-Papão...

Mas mexa com algum dos filhos dela, e ela mostra que realmente veio de um clã de Aurores... Perguntem à Bellatrix! E ela tem a honra de proferir a frase mais memorável da saga:

“NOT MY DAUGHTER, YOU BITCH!”


Lulu: Não estou lembrada agora se no filme essa cena é tão épica quanto no livro Dani: Não, infelizmente não é...), mas o fato é que essa é, realmente, uma das passagens mais memoráveis da saga Dé: Só essa cena já vale o livro inteiro! E ainda tem o resto do livro, pra valer pelo livro inteiro!)! Molly é uma mãe que não apenas cuida dos próprios filhos, como agrega os amigos dos filhos sob a asa. Desde o início da série, simpatizei com ela.

Dé: Por isso que eu disse que ela “adotou” mais alguns. xD

Lulu: Então é isso... Por esse mês é tudo (e vou dizer, que coisa incrível que conseguimos ser relativamente diretos e objetivos dessa vez... porque ultimamente o vertigem tem sido de uma prolixidade atordoante...), junho voltamos com mais listas para vocês!


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Um comentário:

  1. Quando li o título só imaginei mesmo Molly Weasley, ela é a mãe coruja número 1 pra mim, claro tirando a mãe coruja Lulu.

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