23 de abril de 2013

Projeto Baudelaire: Inferno no Colégio Interno

Caro Leitor,

Se você está em busca de uma história sobre jovens animados que se divertem a valer num internato, bateu na porta errada. Violet, Klaus e Sunny Baudelaire são inteligentes e engenhosos, e você talvez imagine que eles se sairiam muito bem no colégio. Mas não foi o caso. Para os Baudelaire, o colégio veio a ser mais um desastroso episódio em suas vidas infelizes. Para dizer a verdade, nos capítulos que constituem esta história pavorosa, eles enfrentam caranguejos que mordem, exames hiper-rigorosos, castigos duríssimos, fungos gotejantes, recitais de violinos, exercícios de D.O.R. e o sistema métrico.

É minha solene obrigação passar a noite inteira pesquisando e escrevendo a história dessas três crianças desgraçadas. Quanto a você, entretanto, nada impede que se entregue a uma bela noite de sono tranqüilo. Para conseguir isso, eu sugeriria: escolha um outro livro.

Respeitosamente,
Lemony Snicket
ATÉ QUE ENFIM alguma coisa boa acontece aos Baudelaire em meio a tantas perdas e tantas desventuras – não, claro, que eu esteja reclamando, afinal, todos sabíamos no que estávamos nos metendo quando começamos a ler essa série, não é mesmo?

Neste quinto volume da saga, os irmãos são internados na Escola Preparatória Prufrock, onde quem manda e desmanda é o vice-diretor Nero – e só por esse nome você já sabe que logo, logo o circo vai pegar fogo.

A despeito de Nero, seus péssimos concertos de violino e suas regras ridículas, os Baudelaire conhecem no internato os trigêmeos Quagmire: Duncan e Isadora. O terceiro irmão, Quigley, morreu no mesmo incêndio (bastante suspeito) que vitimou seus pais.

A situação de ambos os grupos de órfãos é muito parecida, desde a causa de morte dos parentes à fortuna a ser herdada e o caso é que tantas coincidências logo os unem e, ao menos ao longo desse livro, haverá alguma (passageira) felicidade.

Claro que apenas passageira, porque logo o Conde Olaf estará de volta, agora disfarçado como o treinador Genghis (só tem tiranos megalomaníacos nessa escola?) para aplicar a eles a D.O.R.: Disciplina para Órfãos Rápidos, que consiste basicamente em fazer as crianças passarem as noites correndo em torno do pátios até derrotá-las pela exaustão.

Esse volume termina de forma eletrizante, porque dá um gancho enorme para a conspiração que se vai começar a desvendar nos volumes a seguir. Será que, para variar, teremos algumas respostas ou mais e mais mistérios se somarão às tristes histórias dos tristes irmãos Baudelaire?

É esperar pelo próximo volume...


A Coruja


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2 comentários:

  1. há bastante referências a personalidades históricas neste. será que há mais referências a dançarina, do que só o nome dos gêmeos?

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    1. Se há, eu não percebi, Débora, mas conhecendo o autor, é bastante possível...

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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