16 de fevereiro de 2013

Para ler: Azar do Personagem

São 14 contos cheios de humor, ironia e tentativas de brincar com a linguagem. O autor, percebendo que é deus de seus personagens, resolveu assumir de vez esse papel e não poupar nenhum deles, nem a si mesmo. Para isso, joga com o destino de escritores, peças de xadrez, casais, críticos, psicólogos e também se diverte com palavras, letras e sinais gráficos nem tão usuais.
Não sei exatamente o que chamou minha atenção para esse livro. Creio que tenha sido uma chamada da página da Não Editora no facebook e como recentemente tinha lido deles o excelente Ficção de Polpa vol. 01, e adorado o estilo, creio que tenha sido isso que me levou a encomendar esse livro.

Não me arrependo de nada. Azar do Personagem divertiu-me imensamente na hora e meia que levei para lê-lo (e se tenho alguma crítica, é apenas ao tamanho exíguo – eu bem que gostaria de mais). Foi um dos livros mais metalingüísticos que já li na vida, brincando com os pobres personagens – estando eles conscientes de sua condição de personagens e da predisposição sádica do autor (ele mesmo um personagem) de usá-los como meras marionetes em cada um de seus contos.

Deu nó na sua cabeça? Não se preocupe, não é nem de longe tão metafísico e complicado quanto aparenta. Os contos são simples, repletos de bom humor, ainda que o destino do elenco que desliza pelas páginas esteja longe de finais felizes.

Mas, bem, o que mais eles podiam esperar? O título é o azar, não a sorte dos personagens – alguém realmente esperava finais felizes?


A Coruja


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Um comentário:

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