28 de fevereiro de 2013

Livros para Assistir: O Castelo Animado


Era uma vez, uma mulher chamada Sophie Hatter. A mais velha de 3 irmãs, ela cuidava da chapelaria da família, e também das irmãs mais novas, Lettie e Martha. Embora faça chapéus lindos e populares, Sophie tem a convicção de está fadada a viver uma vida chata e sem surpresas, enquanto as irmãs irão se casar com homens lindos e ricos e serão felizes para sempre.

Eis que a loja é visitada pela Bruxa das Terras Desoladas...


Esta é a premissa básica de O Castelo Animado, de Diana Wynne Jones. O primeiro livro de uma trilogia, seguido por O Castelo no Ar e A Casa dos Muitos Caminhos, nos traz até Ingary, um país mágico, aonde contos de fadas e magia são reais e parte da vida de todos. Aqui, um mago é muito famoso como um conquistador, chamado Howl Pendragon, supostamente está de olho em Lettie Hatter, a mais bonita das irmãs Hatter, o que causa que certa atenção indesejada caia sobre a família.

Mais específicamente, a atenção da Bruxa das Terras Desoladas, ex-namorada ciumenta e psicótica de Howl. Confundindo Sophie com Lettie, a Bruxa a amaldiçoa, transformando-a em uma idosa. Isso, somado à sua insegurança e desejo de não interferir negativamente na vida das irmãs, faz com que Sophie abandone tudo e viaje para as Terras Desoladas, na esperança de explicar tudo para a Bruxa e ter a maldição quebrada...

Até acabar no castelo de Howl, é claro. Aqui ela conhece Calcifer, um demônio do fogo que tem um acordo com Howl, do qual deseja escapar a todo custo e pede que Sophie consiga anular o acordo, prometendo quebrar a maldição sobre ela em troca. Sophie passa a ser a responsável pelo castelo, limpando, cozinhando, fazendo as compras etc.

Em 2004, o livro foi adaptado para as telonas pelo... ESTÚDIO GHIBLI! Eu sou fã incondicional de tudo que esse estúdio lança, e este filme não é exceção!


A premissa básica continua a mesma, mas a história é bem diferente aqui. Não aparece a segunda irmã de Sophie, o aprendiz de Howl se chama Markl (ao invés de Micheal) e é BEM mais novo, a Bruxa aparece diferente, vários personagens foram retirados ou unidos em um único personagem...

E o principal, o pano de fundo da história é uma guerra. Este ponto foi influenciado pela ideologia pacifista de Hayao Miyazaki, e aprovado pela autora do livro. Como ela mesma disse:
"It's fantastic. No, I have no input — I write books, not films. Yes, it will be different from the book — in fact it's likely to be very different, but that's as it should be. It will still be a fantastic film."
O visual do filme é de tirar o fôlego, como é de praxe do Estúdio Ghibli, e se estende para todos os aspectos: cenários, personagens... tudo! Ok, sou suspeito para falar... mas que o filme enche os olhos, ele enche...

Os personagens ficaram bem caracterizados para o filme, com algumas mudanças pequenas. Markl realmente se comporta como criança na maior parte do tempo, Howl é um conquistador de fachada (como desculpa para não lutar na guerra)... por aí vai. No geral são mudanças condizentes com a adaptação.

E temos também a ameaça mais desalmada e maligna de todos os tempos, vinda de Calcifer:


A trilha sonora é outra coisa incrível, composta pelo compositor Joe Hisaishi, que também foi responsável pelas trilhas sonoras de clássicos como Nausicaa, Porco Rosso, Princesa Mononoke, Meu Vizinho Totoro, A Viagem de Chihiro... Bem, se isso não é qualificação o bastante, não faço a menor idéia do que mais seria...

Uma ressalva que faço em relação à dublagem: a menos que você prefira assistir dublado em português, evite a dublagem americana. No geral, ela é bem fraquinha. As vozes não combinam, a qualidade não é nada excepcional e os dubladores... não são bons. Fique com a dublagem original, em japonês.

Bom, acho que é basicamente isso por hoje. Espero que tenham gostem do livro e do filme e que, assim como eu, achem que Calcifer é o personagem mais legal dessa obra!

Até o mês que vem, com mais Livros para Assistir!

O Bode


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2 comentários:

  1. Dublagem japonesa é mil vezes melhor e mais engraçada!

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    1. Também acho. Dublagem americana costuma ser... ruim, para dizer o mínimo... =P

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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