26 de janeiro de 2013

A Vertigem das Listas: Uma Coisa a se Fazer Antes de Morrer


Dani: Olá, leitores fiéis do Coruja!! Espero que o natal e o ano novo de todos tenha sido muito bom! Para mim não foi lá aquelas coisas, mas não vamos falar nisso... Porque hoje estamos recomeçando o Vertigem das Listas, e este ano estreando temas novos! Isso mesmo, agora não falaremos aqui só de temas literários, agora tudo tá valendo!!! Majestade Lulu, prepare-se para a bagunça!!! XD

Dé: UHU! \o/

Lu: Não sei por que, mas me lembrei agora da Equipe Rocket: ”Prepare-se para a encrenca... encrenca em dobro...”

Ísis: É, mas no nosso caso, o lema ficaria: “Para cobrir o mundo de devastação...”

Dé: Não era “Para PROTEGER o mundo da devastação”?

Ísis: Era...

Lu: Oh, céus, não bastasse quererem dominar o mundo, vocês estão querendo trazer o apocalipse também (faz sentido, somos quatro, é a conta certa para os cavaleiros do apocalipse...)

Ísis: “Para alastrar os males da verdade e do amor...”

Dani: E como primeiro tema do ano, abrimos com: Uma Coisa a se Fazer Antes de Morrer.

Pensei bastante em como responder isso... já que, na verdade, é algo importante a se refletir. O que eu tenho, TENHO, de fazer pelo menos uma vez na vida antes de morrer?

Primeiro pensei em aprender a nadar. ^^ Algo que ainda não sei e acho que deveria saber e sempre quis aprender. Mas não tem tanta relevância assim, acho que dá para passar a vida sem saber isso (a não ser que eu acabe por morrer afogada, aí seria uma bela de uma ironia).


Lu: O importante é manter a cabeça fora d’água, lembre-se sempre disso.

Ísis: Acho que é uma boa hora para avisá-la que ainda está em tempo... Mas, em caso de emergências (como cair dentro de uma piscina funda ou num lago), lembre-se que sempre há um tubarão por perto. Sim, isso vale para piscinas também... (Abrir os olhos debaixo da água e pensar em tubarões tem o mesmo efeito). Você sairá nadando bem rapidinho.

Lu: Isso se chama ‘a lei da causalidade narrativa’.

Dani: Você me assusta, Ísis.

Dé: Se quiser, posso te ensinar a nadar, Dani! Usarei a mesma técnica que meu pai usou pra me ensinar a nadar: Pegar “pelas bitacas” e jogar dentro d’água! =D

Dani: Olha o pai que eu tenho, quanto carinho... - -“

Lu: Fui ensinada assim também... você aprende num instante a imitar um cachorrinho...

Dani: Nem vou falar quanto a minha mãe...

Ísis: Depois dessa, EU que te assusto?! Bem, por outro lado, se você não sabia até agora que ele era assim, dou o braço a torcer para o Dé, que tentou magnificamente personificar a figura do “bom pai”...

Dé: Como assim?! Eu sou um excelente pai!

Dani: Até agora, pelo menos...

Mas não é isso. Algo que eu tenho de fazer antes de morrer, seria conhecer o Maurício de Sousa pessoalmente. Uma coisa, aliás, que a Lu já pôde fazer por mim... *inveja, inveja...*

Foi com os gibis da Turma da Mônica que comecei a desenhar. Quando era criança eu não tinha amigos, então passava muito tempo no meu quarto lendo gibis e livros, e (segundo mamãe conta) foi assim que comecei a copiar os desenhos dos quadrinhos. Desenhava a Mônica e sua turma de tudo quanto é jeito, e com o tempo fui pegando gosto pela coisa e desenhando coisas diferentes, até chegar a como estou hoje. Sempre admirei esse artista e o modo como ele entrou tão fortemente na nossa cultura e na infância de tanta gente. Como foi meu amigo quando eu precisava de um, e como me ajudou a descobrir a minha mais amada paixão.


Dé: Eu também adorava as revistas do Maurício quando criança, e até leio algumas quando apareço na casa da Isis (que tem, ou tinha, a assinatura)... Mas no final acabou que não comecei a desenhar, e hoje não faço nem boneco de palitinho direito. =P

Dani: Ainda te dou uma aula de desenho, nem que seja online. Mas se há algo em minha vida que eu sinto que devo fazer, é conhecer meu ídolo pessoalmente um dia, e poder agradecê-lo.

Ísis: Digamos que agora só a da Turma da Mônica Jovem.... Mas ainda tenho um armário cheio delas, se quiser, Dé. *sorriso*

Lu: Tenho certeza que você conseguirá realizar seu sonho, Dani e fiquei muito contente de poder pegar o autógrafo dele para você. Esse ano tem bienal do livro de novo; quem sabe, quem sabe o que pode acontecer?

Ísis: Ele sempre aparece em alguma Bienal, então não será tão difícil realizar seu sonho! *torcendo*

Dani: É estranho, porque sempre que vou numa bienal que ele vá, alguma coisa acontece e ele não aparece, ou o evento é cancelado, ou alguém sofre um acidente e tenho de voltar voando para casa... - -“ Não dou sorte, mesmo...

Ísis: O Destino está colocando obstáculos para que, quando finalmente você o conheça, tenha um sabor ainda mais maravilhoso.

Lu: Ok, minha vez então?

Há muitas coisas que eu gostaria de ter tempo de fazer antes de morrer, mas se fosse para escolher só uma da lista, eu não preciso piscar os olhos nem pensar muito para afirmar: eu preciso tomar vergonha na cara, respirar fundo, arranjar coragem e dar a cara a tapa para publicar um livro.


Dé: Sim, deveria. =P

Dani: E como deveria! Isso não é surpresa para ninguém aqui.

Ísis: Realmente. Lulu, sério, se você não se sente confiante pra mandar como um livro para adultos, mande para uma editora/selo infanto-juvenil. O pior que vão fazer é te dar um “não”, e depois você manda para quantas precisar, até que alguém lhe aprove.

E, pra falar a verdade, dificilmente vão lhe dar um “sim” de cara. Ser um escritor é ter perseverança, e isso vale não somente para conseguir publicar o livro, mas também pra fazê-lo vender. Já fui a palestras sobre o assunto, onde/quando descobri que a batalha não termina no contrato de publicação...


Lu: Então, o problema não é receber um não, Ísis. O problema é que o não vem de mim. Não é que eu não queira me arriscar a receber uma rejeição de uma editora.

Ísis: Acho que é a primeira vez que vejo tantas palavras de significado negativo (principalmente “não”) em tão poucas linhas... Mas aí é que está, manda do jeito que está e, quem sabe, já está bom o suficiente para a editora? E, se não estiver, lembre-se que, muitas vezes, é quando a gente recebe o “não” de outra pessoa que recebemos a inspiração pra ver onde mais podemos mudar.

Lu: Eu amo escrever e escrevo desde que me entendo por gente. Mas nunca acho que as coisas que escrevo são suficientes, não para serem publicadas num livro. O problema não é tecer histórias, mas sim encontrar a história certa. Meio complicado de explicar, mas acho que em termos gerais é isso: eu não acho que tenha encontrado ainda, de fato, minha ‘voz’ como escritora. Ou que tenha contado uma história original, minha, só minha, sem beber em milhões de outras fontes ou copiar estilos de autores de que sou fã.

Mas no final das contas, eu tenho de confessar que muito da minha relutância de tentar mandar um original para uma editora é medo de descobrir que no final das contas eu não tenho o que é necessário para fazer um escritor.


Dani: Com o talento que você tem, mamãe, só tem a ganhar.

Ísis: Dani, o mesmo vale pra você, nos desenhos. Lulu, levanta dessa cadeira e vai logo publicar alguma coisa. Hunf!

Dani: Ei, eu não sou o tópico aqui. *fugindo do assunto*

Lu: Bem, não sou apenas perfeccionista, mas controladora e razoavelmente paranóica. Contudo, estou tentando superar minhas neuras e mais dia menos dia eu tomo vergonha na cara e saio da minha zona de conforto, encontro uma idéia em que eu acredite e escreva sem achar que estou aspirando ao tom de outra pessoa.

E vou parar por aqui antes que acabe saindo um tratado...


Ísis: Meu sonho é ver Amaterasu publicado... Aquilo sim, é um tratado... (O Expresso, obviamente, não dá, né?)

Dé: Minha vez, então...

Sabe, nunca pensei em alguma coisa que eu queria fazer antes de morrer. Sério, realmente não sei. O tempo todo me surge a vontade de fazer alguma coisa estranha, mas normalmente ou eu faço ou esqueço da tal vontade...


Ísis: Valha... Eu jurava que todo mundo já tinha pensado nisso pelo menos uma vez na vida! Bem, não importa... Dé, bem vindo à sua primeira vez (de pensar na coisa número 1 a se fazer antes de morrer)!!!!!!

Dé: Mas assim como a Lu, tenho muitas ideias de histórias, mas diferente dela, normalmente não são voltadas para escrever: a maior são aventuras de RPG. Mas no final das contas acabo não usando nenhuma delas, ou então repasso para outras pessoas. Eu até tentei mestrar uma campanha uma vez... mas acabei abandonado, para tristeza dos jogadores.

Sendo assim, portanto, desta maneira, acho que o que preciso fazer antes de morrer é tomar vergonha na cara e conseguir mestrar uma campanha completa, de D&D, indo do primeiro nível até as beiras dos níveis épicos. Talvez um pouco depois do épico...


Dani: Uuuuh... que legal!! Você podia é lançar seu próprio game! E me ensinar a jogar, porque não sei...

Ísis: Acho que a Dani deu uma boa ideia, Dé! Desenvolver teu próprio jogo!

Lu: Eu jogaria!

Dani: Que legal, que legal!! Faça isso, Dé!!!! *___*

Ísis: Uhm... Tecnicamente, um dos meus objetivos antes de morrer é o mesmo da Lu, ou seja, publicar pelo menos uma história... Embora, no meu caso, não sejam resumidas em um livro, mas em coleções. Traduzindo, quero séries, com pelo menos três volumes cada. Uma delas, seria Amaterasu. *sorriso maléfico*

Lu: A Ísis, como todo mundo já percebeu, é megalomaníaca.

Ísis: Mas essa não é a “minha coisa a fazer antes de morrer”, embora esteja em segundo. O número um geral também não adianta porque meu maior desejo mesmo era voar, sem máquinas, mas aí fica difícil, né?

Lu: Depende. Como diria Moriarty, ”Falling’s Just like flying… only there’s a more permanent destination”.

Dani: É por essas e outras que eu adoro o Moriarty!

Ísis: ... Então, né, que eu estava deixando de lado essa parte mais dramática da coisa... porque não queria ter um destino permanente assim que realizasse esse sonho, não, até porque, dentro do mundo das possibilidades, quero dar uma volta ao mundo antes de morrer.

Dé: Ué, tu já não fez isso?! O_o

Lu: Estava me perguntando a mesma coisa...

Dani: Sério? Então a nossa elefantinha é tão viajada assim? Isso eu não sabia...

Ísis: Ããããã, não? Por exemplo, não cheguei à Oceania ou Antártida, por exemplo.

Lu: Ofereço-me para acompanhá-la em sua visita a Oceania, contanto que possamos dar uma passadinha na cidade dos Hobbits lá na Nova Zelândia *.*

Ísis: Também ainda não vi uma aurora, quer boreal, quer setentrional. Estabeleci até regras pra isso, e acho que elas servirão bem para ilustrar que tipo de volta ao mundo quero fazer. Enumero-as a seguir:

O mundo é dividido nas seguintes partes: Espaço (ou seja, fora da Terra), Oceanos, Antártida, América Anglo-Saxônica (céus, nunca mais tinha usado essa expressão!), América Central, América do Sul, Europa Ocidental, Europa Oriental, Países Eslavos, Rússia, Oriente Médio, Países Árabes (que tem partes em comum com a divisão anterior), África ao Norte, África ao Sul, África ao Oeste, África ao Leste, Ásia Continental Oriental, Ásia Continental Ocidental, Ásia Insular e Oceania.

Tenho que ir a pelo menos 3 países de cada parte (obviamente, as divisões que não tenham tudo isso serão visitadas por completo), e preferencialmente, conseguir o carimbo desse mínimo. Essa última regra também comporta exceções, porque há lugares em que não precisamos carimbar passaporte (confesso que isso me deixa triste), incluindo (mas não limitado a)os Oceanos e Espaço.

Regra número quatro: trazer um broche de cada lugar, e não vale a bandeira. Essa tá ficando cada vez mais difícil, porque as pessoas estão preferindo ímãs à broches, de forma que a produção tem se limitado às bandeiras. No Egito, foi difícil! Só achei no último dia... e nem lembro se achei outra coisa que não a bandeira...

Só pra constar, se algum dia o CLAMP publicar o final de X, jogue tudo ali em cima fora e coloque como minha prioridade antes de morrer: LER O FINAL DE X!!!!

Grata pela audiência, tenham um bom dia!


Dani: Ler o final do X também é um desejo de vida meu.. ^^” E provavelmente de meio mundo.

Dé: Bom é que a Ísis mal chegou e já quer encerrar sem deixar os outros falarem...

Dani: É a empolgação. Aliás, vocês repararam como ficou colorido isso aqui agora?

Lu: Somos os quatro cavaleiros do apocalipse, tem de ficar colorido (o que é que uma coisa tem a ver com a outra????)

Dani: Estou começando a ficar com dó dos leitores que vão ler essas confusão colorida...

Ísis: Não sei o que tem a ver com a outra, mas gostei. E, ei, se eu fui a última falar, então eu posso encerrar, não? E, só pra constar, vocês podiam ter interrompido a qualquer hora... Não precisavam me deixar falando sozinha por quatro longos parágrafos... Me senti tão só!

Lu: Não se sinta só, você está cercada de loucos agora.

Ísis: Só agora? O que houve com nossa quase uma década de “convivência”? Tem horas que tenho medo de como estaria Recife se eu morasse no mesmo lugar que você...

Lu: Seja como for, a última palavra é da Rainha. Assim sendo... hasta la vista e até mês que vem!

Ísis: *Pula em cima da Rainha, já que não pode dar a última palavra, só de birra.


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3 comentários:

  1. Tive que ler duas vezes pra assimilar, e ler duas vezes isso tudo é muita coisa, sem falar que esse laranja claro dá uma dor na vista filha da mãe.

    Dani, você não aprendeu a desenhar por causa do Maurício sinto dizer que isso vem de você, eu também "tentei" desenhar muito, e até saia uma coisas, mas a mão pesada não ajudava, então você pode até agradecer a ele a inspiração mas o talento é todo seu.

    Lu se você ficar pensando assim sobre o livro é igual o pessoal que tá junto a muito tempo, se dá super bem e tem medo de casar mesmo porque pode vir a se separar, vai escrevendo, uma coisa atrás da outra, com certeza vai chegar o dia que você vai dizer é esse, e se não tiver coragem de mandar pra editoras, nós mandamos.

    Dé não tenho a menor ideia de como joga essas coisas mas dou o maior apoio, corras atrás do seus sonho.

    Ísis por favor vá a Nova Zelândia pra Luciana ir e eu poder fazer mil encomenda a ela.

    Bjs a todos!

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    1. Você é um doce, Angélica!! *abraça, abraça*
      E o laranja foi exigência da Rainha, reclame com ela!!! XD

      E falando em Nova Zelândia, meu irmão já foi para lá estudar inglês; ficou uns 6 meses, eu acho. Ele visitou a vila dos Hobbits, mas disse que não é tão legal quanto parece, que mudaram muita coisa do cenário. Não sei se agora, por causa d'O Hobbit está melhor...

      Mas ele disse que o que gostou mesmo de visitar foram os cenários das Crônicas de Nárnia.

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    2. Vou ver se coloco uma letra mais escura para a Ísis depois para ajudar na leitura...

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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