6 de dezembro de 2012

Projeto Pratchett: Wintersmith

"This I choose to do. If there is a price, this I choose to pay. If it is my death, then I choose to die. Where this takes me, there I choose to go. I choose. This I choose to do."
Após derrotar a aterrorizante rainha dos elfos em Os Pequenos Homens Livres e enfrentar uma entidade acostumada a subjugar mentes mais fortes que a sua e bater de frente com aquela que é considerada a mais poderosa de todas as bruxas do Disco em A Hat Full of Sky, Tiffany Aching está de volta... e desta feita ela talvez consiga destruir o mundo numa única dança.

Tudo começa quando a jovem aprendiz vai assistir a dança da troca das estações – não a versão folclórica, aquela apresentada nas feiras das pequenas cidades, com roupas de cores berrantes e um tanto de álcool demais – mas a Morris Negra, os tambores que ecoam no vazio entre as montanhas quando o Inverno e o Verão se encontram para dançar.

Absorta e enfeitiçada pelo ritmo, Tiffany entra na roda quase sem ter consciência do que está fazendo. E, com isso, interrompe o ciclo das estações, assumindo o manto do Verão sem saber como exercer o poder que vem com ele... e por conseqüência, estendendo o inverno para além de seu tempo.

E isso nem mesmo é o pior, porque ao se tornar Lady Summer, Tiffany chamou a atenção do Lorde Winter, que, aparentemente, deseja agora transformá-la em sua rainha.

Há então canções sobre o que é ser humano, coroas de gelo, a barca do Caronte e a jornada do herói. Roland, o filho do Barão, que Tiffany salvou no primeiro livro, acaba por se tornar o cavaleiro da dama (bruxa em treinamento) relutantemente em apuros e desce ao Inferno (ou o equivalente do Disco) para libertar o verdadeiro espírito do Verão, numa quase reprise do mito de Perséfone.

Wintersmith brinca essencialmente com uma série de mitos de morte e renascimento ligados à mudança das estações – histórias arquetípicas, imemoriais, que no mundo criado por Pratchett acabam ganhando uma roupagem surpreendentemente moderna e divertida, que funciona muito bem para sua audiência.


A Coruja


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