4 de outubro de 2012

Projeto Pratchett: Thud!

"I am the Summoning Dark." It was not, in fact, a sound, but had it been, it would have been a hiss. "Who are you?"

"I am the Watchman."

"They would have killed his family!" The darkness lunged, and met resistance. "Think of the deaths they have caused! Who are you to stop me?"

"He created me.
Quis custodiet ipsos custodes? Who watches the watchmen? Me. I watch him. Always. You will not force him to murder for you."

"What kind of human creates his own policeman?"

"One who fears the dark."

"And so he should," said the entity, with satisfaction.

"Indeed. But I think you misunderstand. I am not here to keep the darkness out. I am here to keep it in."
Praticamente todos os livros de fantasia urbana na série Discworld – especialmente aqueles que se centram na Guarda de Ankh-Morpork – se tornam meus favoritos após uma primeira leitura. Desconfio que quando terminar meu Projeto Pratchett, vou começar a reler todos esses favoritos e abarei por escrever alguma espécie de tese teológica-filosófica sobre o status divino do Cara de Chapéu.

Até lá, ficaremos na apreciação de Samuel Vimes, Comandante da Guarda e Duque de Ankh-Morpork.

Dois mil e quinhentos anos atrás, trolls e anões se encontraram em uma grande batalha no traiçoeiro vale de Koom (Koom Valley) – cercado de montanhas, coberto de buracos e cavernas, fossos e gêiseres. Koom Valley é o equivalente de um campo minado com dois exércitos usando vendas sobre os olhos e trovões ribombando sobre suas cabeças para deixá-los ainda mais perdidos.

Aliás, trolls e anões foram levados pela tempestade que veio das montanhas antes mesmo que se pudesse haver grandes embates. Para a História, ficou a dúvida se tudo começara com uma emboscada dos trolls para os anões, uma emboscada dos anões para os trolls ou se ambos os lados se emboscaram mutuamente (a versão muda conforme o contador da história).

Seja como for, depois da grande batalha de Koom Valley, muitas outras batalhas – com o mesmo nome, porque Koom Valley não é apenas um lugar, mas um estado de espírito – se seguiram. E agora parece ser a vez de a carnificina acontecer em Ankh-Morpork.

Os contendores, contudo, não contavam com a existência do Comandante Sam Vimes, que de forma alguma deixará uma guerra étnica estourar nas ruas de sua cidade. Não no seu turno.

Existe algum segredo por trás da grande batalha, um tesouro pelo qual procurar. No processo, porém, há assassinatos em minas profundas escavadas ilegalmente sob a cidade, conflitos de jurisdição, cubos mágicos, pinturas roubadas, discussões sobre arte, jogos etílicos com drinks de nomes duvidosos, líderes comunitários, entidades possessivas que gostam de induzir seus hospedeiros a um estado berserk e jogos de tabuleiro. Não necessariamente nessa ordem, claro.

E tudo isso às vésperas do aniversário de Koom Valley. Realmente, a coisa não podia ficar pior. Ou será que podia?

Fiquei ligeiramente surpresa com o final, embora a essa altura eu já conheça suficiente do estilo do Pratchett para ter uma idéia do que ele vai aprontar em seus livros. Não havia outra alternativa, na verdade, mas a escalada de violência e expectativa faz você esperar que as coisas caminhem para um caminho bem mais sombrio. Há uma bela mensagem ao final de Thud!, uma mensagem bastante atual nesses tempos de intolerância. Em resumo, Pratchett conseguiu de novo.

E que venha o próximo!


A Coruja


____________________________________

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

Cadastre seu email e receba as atualizações do blog

facebook

Arquivo do blog