30 de outubro de 2012

Clube do Livro (Outubro) - O Cair da Noite

Se as estrelas aparecessem apenas por uma noite a cada mil anos,
como os homens haveriam de crer e adorar,
e preservar por muitas gerações a lembrança da cidade de Deus!
Outro mundo! Não existe outro mundo!
Toda a realidade está aqui
ou em lugar nenhum.


Emerson
Originalmente um conto de Asimov, que depois foi adaptado como um romance por Robert Silverberg, O Cair da Noite nos leva até Kalgash, um mundo alienígena. Logo isto fica claro aos leitores e não falo só pelo enorme aviso aos leitores que tem antes da história em si, mas a estranheza começa logo na primeira frase do livro:
Era uma deslumbrante tarde de quatro sóis.
Peraí? O que?! Sim, Kalgash não tem apenas quatro, mas sim seis sóis, e sempre existe pelo menos um deles no céu, de modo que os habitantes não tem o mesmo conceito de "noite" que nós. Só em cavernas ou coisas parecidas que existe Escuridão, o que faz com que todos tenham uma fobia de escuro elevada à trocentésima potência. Me lembrou um pouco a Alegoria da Caverna (de Platão, não a banda cearense), mas às avessas.

Existem diversos personagens que poderíamos chamar de principais, e o foco da história vai passando de um para outro constantemente. E aí está uma das minhas críticas ao livro: não sei se isso é um mal da edição que li, mas a mudança de foco é muito abrupta, sem aviso, e demorei um pouco para me acostumar a isso. Uma coisa que achei bem interessante dos personagens foi a nomenclatura. Cada um tem o seu nome (bem exótico para os nossos padrões... ou ao menos, para os meus!) e o "sobrenome" é um número. É um detalhe pequeno, mas que achei bem legal.

A hístória... Bem, não acho que seria um spoiler eu dizer que o título entrega. Sim, anoitece em Kalgash, com as consequências que vocês podem imaginar. Mas pensando melhor, depois de terminar de ler o livro, vi que a história é bem mais do que parece a primeira vista. Como assim? Bem, vocês vão ter que ler o livro para descobrir.

O Bode


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