29 de setembro de 2012

A Vertigem das Listas: Nove Mundos Inesquecíveis


Lu: Então que esse mês sou eu que começo o Vertigem das Listas. O número e o tema facilitaram dessa feita, porque cada um escolheu três e ninguém precisou entrar em acordo... se bem que normalmente não temos problemas em entrar em acordo, eu falo e eles obedecem. HUAHUAHUAHUA...

Dé: E viva a democracia? ¬_¬

Dani: Quem dera, isso aqui é absolutismo mesmo...

Lu: Ok, antes que eu tenha de lidar com uma revolução no reino, vamos ao que interessa... o tema de setembro são nove mundos inesquecíveis e vou começar apresentando um mundo que todos os leitores do Coruja, a essa altura, já estão mais do que familiares.

Ele é achatado como uma pizza, e viaja pelo universo apoiado no lombo de quatro enormes elefantes brancos, que por sua vez se sustentam sobre a carapaça de uma gigantesca tartaruga chamada A’Tuin. A maior parte das regras da física não parecem se aplica a ele... aliás, a maior parte das regras não se aplica a ele e ficamos nisso.


Dé: Falando em tartarugas, uma pequena curiosidade: Em 95 descobriram o fóssil de uma tartaruga marinha. O nome que deram? Psephophorus terrypratchetti.

Dani: O.O Coincidências não existem, meu caro... Não depois dessa...

Lu: Sim, eu já conhecia essa, Dé ;)

Bem, como já ficou óbvio, estou falando, é claro, de Discworld. Desafio qualquer um a esquecer esse mundo uma vez que o tenha conhecido!


Dé: Eu começo minha participação neste Vertigem com um mundo que todas as pessoas com mais de 20 anos conhecem, ou DEVERIAM conhecer. Monte em seu Dragão da Sorte e me acompanhem até Fantasia!

Pode-se dizer que esta é a terra dos sonhos de toda a humanidade. Literalmente. Criada a partir dos sonhos (e pesadelos) dos humanos, Fantasia é o lar de uma infinidade de criaturas: Gnomos, elfos, come-pedras, lobisomens, aranhas gigantes, dragões de várias espécies (inclusive os Dragões da Sorte!).

Mas nem tudo são rosas neste mundo fantástico. A humanidade sonha cada vez menos e isso seria o fim de Fantasia. Por sorte, sempre haverão sonhadores, tais como os membros do Coruja e nossos leitores, não é? ;)


Dani: Se depender de mim e minha quase descontrolada criatividade, Fantasia não só continuara existindo como é possível se tornar ainda maior e mais forte! ^^ E acho que o mesmo se aplica a você, Lu.

Lu: Sim, é verdade, Dani. Aliás, devo dizer que só vim descobrir que História sem Fim era um livro quando o vi na livraria, numa linda edição em capa dura que não resisti a comprar – e logo depois de fazê-lo, o próprio Dé indicou o volume no Clube do Livro. Foi uma leitura inesquecível...

Dani: Bom, a minha primeira indicação também é de um mundo de fantasias, mas de certa forma, mais de imaginação do que fantasia. E criado (ao que tudo indica, pelo menos) pela mente insana de apenas uma pequena garotinha, chamada Alice.

Sim, estamos falando do País das Maravilhas. O meu mundo favorito.

O que sempre me cativou nele é exatamente o fato de não sabermos se é real ou não, se tudo não passou de um sonho em uma tarde sonolenta de verão, ou se realmente aconteceu. Misturando a fantasia com a própria insanidade, nada lá faz sentido, sempre apoiados na lógica do absurdo, os personagens nos surpreendem e confundem o tempo todo com seus modos estranhos, suas pegadinhas e jogos ao mesmo tempo inteligentes e peculiares. Nos fazem rir de coisas que nem esperávamos ser engraçado, ou nos surpreendem com coisas que jamais imaginaríamos ver num livro “infantil”. Os cenários são malucos e não seguem qualquer sentido, arrastando Alice meio que a esmo pelo lugar sem nunca saber de fato para onde ir, confundindo-a – e ao leitor – o tempo todo.

Tudo bem que dizem que Lewis Carroll também não era nada normal, que era meio lelé da cabeça e dizem até que era viciado em drogas e um pedófilo apaixonado por garotinhas, mas realmente conseguiu criar um lugar fantástico que nos cativa até hoje. E mesmo não sendo de jeito nenhum uma história para crianças, na minha opinião, continuará sempre sendo o meu mundo preferido entre todos.


Lu: Concordo plenamente contigo, Dani. Independentemente das bizarrices e teorias de conspiração em torno da figura do Carroll, Alice no País das Maravilhas é um clássico que deve ser lido, compartilhado e amado.

Os efeitos colaterais dele foram me fazer querer ter um gato cheshire e a mania de dizer ‘cortem as cabeças!’. XD


Dani: Não sei se eu gostaria de ter um gato de cheshire, aquele bicho sempre me deu um pouco de medo... Mas bem que eu gostaria de ter uma lagarta! Tô precisando de um pouco de sabedoria alheia...

Lu: Ok, próximo mundo. Depois do Pratchett é óbvio que eu tinha de falar do Gaiman... assim, meu segundo mundo inesquecível é o Sonhar, reino de Morfeus, da série Sandman.

O Sonhar é... bem, uma matéria de sonhos. Um lugar onde tudo é possível. Não apenas sonhos, claro, mas também pesadelos. E as criaturas de pesadelo que servem Morfeus são também... fascinantes. Gosto particularmente do Coríntio...

O que coloca o Sonhar nessa minha lista, porém, não são apenas as possibilidades infinitas que ele nos oferece... mas, muito especificamente, a biblioteca do Sonhar, onde estão não apenas todos os livros já publicados, mas também todos aqueles sonhados e terminados apenas em sonhos.

Vocês já pensaram no que pode existir nessas estantes?



Dani: Ah, meu Deus, seria o paraíso na terra... *______*. Só é uma pena que eu nunca tenha tido o privilégio de ler essa obra-prima do Gaiman... Ei, papai e mamãe, onde estão as lavagens cerebrais que você me prometeram???!!

Lu: Algumas lavagens cerebrais dependem de mais que só a nossa boa vontade, Dani... Mas aguarde e confie ;)

Dé: Com certeza encontraríamos na estante do Sonhar um livro essencial para viajarmos pelo próximo mundo que pretendo apresentar.

Afinal, nele poderíamos descobrir aonde conseguir um Peixe de Babel ou então que não devemos deixar que um Vogon leia poesia para você... ou pra qualquer um, na verdade. Afinal, sem o Guia do Mochileiro das Galáxias, viajar pelo Universo pode ser perigoso!

Sem ele, você pode acabar viajando no tempo e se tornar seu próprio avô; ou se LEMBRAR de dar de cara no chão caso caia. E se vamos mochilar pelo universo, esse tipo de coisa pode acabar estragando de leve a diversão, não é?

E eu quero uma Dinamite Pangalática.


Dani: Outro que também nunca tive o privilégio de ler... E nem sei se realmente o farei, já que nunca gostei muito de ficção científica (excedendo, é claro, Star Wars, pelo qual sou alucinada Dé: “I find your lack of faith disturbing.”).

Mas enfim, para a minha próxima indicação iremos voltar às terras da magia, mais especificamente a maravilhosa Terra de Oz. Aliás, outro que no fim também nos deixa aquela dúvida de “será que aconteceu ou foi só um sonho?”. Isso no primeiro livro pelo menos...


Dé: Comentário de quem nunca leu O Mágico de Oz: São quantos livros, afinal?!

Lu: Também não sei... achava que era só um... essa notícia agora me pegou de surpresa...

Dani: Também um mundo maluco, com personagens pra lá de esquisitos e regras sem qualquer sentido, esse também é um dos mundos da literatura que mais me cativou até hoje. Entretanto, ao contrário do nosso querido País das Maravilhas, Oz é um pouco mais “organizado”. Sendo dividido por 4 países, e tendo a Cidade das Esmeraldas como centro, possui povos distintos, governos e, é claro, a mais do que famosa Estrada de Tijolos Amarelos, pela qual Dorothy, Totó e companhia percorrem durante a história.

Eu amo esse livro de paixão, adoro cada personagem, cada passagem, mas só tem uma coisinha que eu não consigo engolir: quem diabos dá o nome de “Totó” para seu cachorro?!


Dé: Depois desse livro... muita gente. =P

Dani: Talvez seja por isso que a Dorothy seja a personagem que eu menos gosto da história...

Dé: Isso me lembra de dois artigos que li no Cracked.com, mostrando que as coisas em Oz são um tanto... diferentes... do que se imagina.

Dani: Falando nisso, algum de vocês já tentou fazer a famosa experiência de assistir o filme com o álbum do Pink Floyd, o The Dark Side of the Moon de fundo? Eu já, e é simplesmente assustador a sincronia das músicas com as cenas...

Lu: Aqui, vocês conhecem uma série de livros do Gregory Maguire que contam a história de Oz do ponto de vista dos ‘vilões’? Maligna está na minha lista de favoritos, mas não cheguei a ler os outros da série... para mim o primeiro livro se sustenta sozinho e tenho medo de ver o que poderá ter acontecido nos outros, especialmente depois que a Bruxa Má morreu por conta da chegada da Dorothy. Mas, enfim, acho genial o argumento do Maguire, a forma como ele insere na história desobediência civil, revolução e caos político...

Qualquer dia desses vou reler para poder escrever a resenha dele...


Dé: Agora me respondam: o que Michael Jackson, Dustin Hoffman, Johnny Depp, Robin Williams e Julia Roberts têm em comum?

Dani: Tirando o Michael Jackson... indicações ao Oscar?? :)

Lu: Estamos pulando tanto de assunto em assunto que estou até ficando tonta...

Dé: De certo modo, todos eles visitaram o próximo mundo fantástico. Este mundo existe na mente de todas as crianças, e é diferente para cada uma. Para se chegar lá, você precisa voar, ou alcançá-la com um barco de papel. Lar de fadas, sereias, piratas e muito, muito mais. O tempo é algo relativo neste lugar místico, já que ninguém envelhece e o único modo de se saber as horas é um relógio... que está dentro de um crocodilo.

Estou falando da Terra do Nunca!


Lu: Um clássico, um clássico! Peter Pan me encanta até hoje. E cá entre nós, quem não queria fazer parte da tribo dos meninos perdidos?

Dé: Eu não. Especialmente depois que eu descobri que vez ou outra dava a louca no Peter e ele ATACAVA E MATAVA alguns dos meninos perdidos... enquanto “brincava”.

Dani: Eu também não. Gostaria mesmo era fazer parte da tripulação do Capitão Gancho!! XDD Tá, admito, tenho mesmo tendências a pender para o lado dos vilões.- -“

Lu: Sem maiores comentários... Ok, minha vez de novo, não é? Então, aí vai uma resposta óbvia – mas aposto que quando vocês viram o título do vertigem desse mês, pensaram que ele seria logo o primeiro a aparecer...

Estou falando, é claro, da Terra-Média!

Quem nunca quis se perder pelo mundo maravilhoso pensado por Tolkien, ouvir as baladas élficas, bater-se com orcs, ser recebido para o segundo café-da-manhã numa toca de hobbit?


Dani: O segundo, o terceiro, chá da tarde, lanche da noite, jantar, ceia... Aliás, quantas refeições eles fazem por dia mesmo? Não é a toa que são todos meio roliços... ^^

Dé: Bem que eu gostaria de ir comer na toca de um hobbit... de repente até pegava uma receita ou outra.

Mas tenho que admitir que morreria para visitar Valfenda só para chegar no Elrond e mandar um: “Fala aí, Agente Smith. Já pegou o Sr. Anderson?”


Lu: Depois dessa, não sei se olho para o céu e digo que o mundo está perdido ou se caio da cadeira de rir...

Dé: Lembre-se que ele hospedou o Watson, mais de uma vez. A primeira foi quando ele estava no caminho para matar o Sherlock.

Lu: Vou ali ficar no cantinho cantarolando para mim mesma e fazendo de conta que não li isso...

Dani: E para o último mundo, mas não menos importante ou incrível, temos outro que aposto que muitos também esperavam ver por aqui. A terra do Grande Leão, do Bosque do Lampião e dos quatro tronos de Cair Paravel. Mas é claro que é a fantástica e maravilhosa terra de Nárnia.

*um segundo de pausa para sonharmos com ela*

*pronto*

Voltando...

Sério, o que há mais a dizer sobre Nárnia? Ela é pura e simplesmente... fantástica! A começar pela sua criação, a absolutamente maravilhosa criação de Nárnia por Aslam no primeiro livro, e depois na longa era de paz do reinado dos Quatro Reis Irmãos Pevensie, a harmonia dos povos, tanto humanos quanto animais, a constante alegria, fraternidade, conforto, diversão, festas e todo resto. Sim, houve os tempos de guerras, o reinado terrível da Rainha Branca e os reinos aos arredores como a Calormania, os mares do Peregrino da Alvorada, mas Nárnia... Nárnia sempre foi maravilhosa. Sério, quem não gostaria de passar pelo menos um dia por lá? Bater um papinho com os castores, tomar chá com os anões, dançar com os faunos e as ninfas ao pôr-do-sol?

Se o Paraíso existe mesmo, o meu deve ser lá, com certeza.


Lu: Eu fiquei com os olhos cheios d’água quando li pela primeira vez O Sobrinho do Mago, que é onde acontece o nascimento do mundo de Nárnia. É completamente... inesquecível.

Dani: Honestamente, quem não ficou? ^^”

Lu: Cara, já deu nove? Deveríamos ter deixado esse tema para outubro; assim dava para acrescentar Hogwarts. Acho que seremos linchados por ter deixado Hogwarts de fora... mas, bem, trabalhamos aqui com números limitados, não dá para colocar tudo, não é mesmo?

Dé: Acho que os fãs mais ferrenhos não vão aceitar esse argumento...

Lu: Do contrário, eu apenas mandaria todo mundo ler O Dicionário de Lugares Imaginários do Manguel. São mais de quinhentas páginas de verbetes mundos que são criações literárias.

Dani: Mas Hogwarts fica no nosso mundo... quer dizer, não é um “mundo a parte” ou outra dimensão, só... escondido. ^^ Acho que não erramos em deixa-lo de fora dessa vez. Minha opinião, pelo menos.

Lu: Bem, acho que é isso. Espero que não nos linchem... Dividam conosco seus mundos e outros lugares inesquecíveis que conheceram dentro dos livros. E até mês que vem!


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9 comentários:

  1. Li tudo! e fiquei esperando Hogwarts!! Achei injusto também, mas não vou tacar tomates... se vcs fizerem uma lista de lugares que gostaríamos de visitar, já que ele fica no nosso mundo...

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    1. Quem sabe? Eu só me toquei da falta de Hogwarts quando já estávamos no final e aí eu fiquei "sim, mas... não tem nenhuma sugestão sobrando? Já completou os nove?"

      Quem sabe não retomamos o tema ano que vem? Estamos justamente debatendo entre a gente quais serão os temas do Vertigem das Listas ano que vem... Sugestões são bem-vindas!

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    1. E quem não quer, Régis? =P

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    2. Eu estive em Minas Tirith recentemente =D

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  3. Muito bom!
    São tantos universos, há tanto para se explorar!
    A literatura é mesmo algo que nos leva além.

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    1. Sim, é bem verdade, Mariane... nossas sugestões aqui no vertigem são apenas a pontinha da pontinha do iceberg de todos os mundos maravilhosos que existem por aí.

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  4. E pensar que fiquei esperando por Nárnia, mas na 3ª vocês conseguiram me distrair e só lembrei quando Dani falou "a terra do Grande Leão"! E com isso, nem lembrei de Hogwarts, logo eu que sou tão fã :o mas com indicações tão perfeitas, tá perdoável!
    Ah, e Dani, quando vc fala do paraíso... suponho que você sabe, certo? Porque ao meu ver, essa história só ficou mais linda ainda com isso, e Nárnia mais perfeita do que já era!
    E Sonhaaaaaar!!! Que saudade de Sandman, mas cadê dinheiro pra comprar em?? :(

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    1. Teremos realmente de retomar esse tema ano que vem para colocar o que ficou de fora... ^^

      Eu acabei comprando Sandman em inglês para completar minha coleção... e aí morri de raiva porque uma semana depois que recebi meus últimos volumes, lançaram aqui a edição de luxo liiiiinda...

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Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

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