20 de setembro de 2012

Para Ler: Parque dos Dinossauros

- Ah, quem desenhou este dinossauro?

- O quê? - indagou Richard Stone, virando-se lentamente.

- O dinossauro. Quem desenhou? Meu filho faz isso o tempo inteiro.

- Isto é um lagarto - Stone disse. - Da Costa Rica. Uma menina de lá o desenhou.

- Não. - Alice abanou a cabeça. - Olhe direito. Está claro. Cabeça grande, pescoço comprido, em pé nas patas traseiras, cauda grossa. É um dinossauro.

- Não poderia ser. Tem só trinta centímetros.

- E daí? Havia dinossauros pequenos também - Alice insistiu. - Acredite em mim, eu conheço. Tenho dois filhos, sou especialista nisso. Os menores dinossauros não chegavam a trinta centímetros. Tenissauros ou algo assim. Sei lá. Os nomes são impossíveis. Ninguém consegue guardar tais nomes depois dos dez anos.

- Acho que não está entendendo - insistiu o Dr. Stone. - Trata-se de um animal conteporâneo. O desenho chegou junto com um fragmento do espécime. Está no freezer agora. - Stone foi buscá-lo e despejou o conteúdo do saco sobre a mesa.

Acho que todos já viram o filme de Spielberg, baseado no livro. Eu mesmo o vi no cinema, na semana de estréia. Eu estava no auge da fascinação por dinossauros (nascida dos filmes do Godzilla e alimentada à base de chocolates Surpresa e aquelas revistas que vinham com esqueletos que brilhavam no escuro), eo filme marcou como um dos grandes filme da minha infância.

Mas eventualmente a "febre jurássica" passou... Ao menos até eu fazer a disciplina de Paleontologia na universidade, é claro... Foi nessa época que surgiu o interesse em ler o livro, mas por algum motivo, as livrarias e sebos de Fortaleza não estavam me ajudando muito. Mas felizmente a Tayla se apiedou e me deu o livro de presente! =D

Primeiro de tudo: esse não é um livro pra quem não gosta de ciências. Muitas vezes o andamento da história é interrompido em detrimento da apresentação de fatos e teorias científicas. Cada vez que Ian Malcom (interpretado por Jeff Goldblum no cinema) abre a boca, é certeza de um ou dois paragrafos sobre a Teoria do Caos. Mas em defesa do autor, tenho que admitir que Micheal Crichton fez o dever de casa.

Eu só encontrei dois erros gritantes na parte "dinossáurica" no livro. O primeiro é extremamente perdoável, uma vez que só depois da publicação do livro é que veio a público a grande chance de que alguns dos dinossauros mostrados no livro, inclusive o Tyrannosaurus rex e os Velociraptor, tinham penas. Sim, penas. O segundo erro é mais gritante... Basicamente, sempre que estiver escrito Velociraptor, leiam Deinonychus.

Posso estar parecendo chato, mas acreditem quando eu digo que adorei o livro. Eu ainda adoro dinossauros, e preferi o livro ao filme. E isso quer dizer muita coisa.

O Bode


____________________________________

 

Um comentário:

  1. Nooooooooooossa, eu também adoro dinossauros! E Jurassic Park é um dos filmes da minha infância. Eu via religiosamente TODAS as vezes que passava na TV, mesmo que fosse no Domingo Maior... lembro também de um livro que se chamava O Vale dos Dinossauros. Mal lembro da história, só peguei mesmo porque tinha DINOSSAURO no nome.

    Mas sobre este livro, só vim a saber que ele existia a pouco tempo e estou louca pra ler.

    ResponderExcluir

Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

Cadastre seu email e receba as atualizações do blog

facebook

Arquivo do blog