13 de setembro de 2012

Para ler: My Mother, She Killed Me, My Father, He Ate Me

Desiree the child bride, and her sister Miranda, had gone grave-robbing for a wedding gown. In the north end of the cemetery, among the palatial mausoleums with their broken windows of stained glass where the ivy crept in, was the resting place of a young woman who’d been murdered at the altar while reciting her marital vows. The decaying tombstone, among the cemetery’s most envied, was a limestone bride in despair, shoulders as slumped as a mule’s, a bouquet of lilies strewn at her feet. Though her murder, by her groom’s jealous mother, had been long in the past, everyone knew that her father had had her buried in her gown of lace and silk.
Topei com esse livro quando estive na Cultura lá em São Paulo, ano passado. Foi paixão à primeira vista – mas também, com um título desses, como não haveria de ser? Ele me pegou de jeito, da capa, ao assunto aos autores escolhidos para a antologia (e é alguma surpresa que tenha o Gaiman no meio?).

Cada uma das histórias é inspirada por um conto de fadas clássico, e elas ainda são divididas por regiões. Isso significa que além das narrativas com que já estamos acostumados, dos irmãos Grimm, Andersen, Perrault; há contos inspirados no folclore russo, japonês, americano – tudo com uma roupagem inteiramente nova, novos pontos de vista ou formas de interpretar uma mesma história.

Aliás, mesmo dentro os autores já clássicos, havia histórias que eu mesma não conhecia, como O Junípero, conto dos Irmãos Grimm de onde foi tirado originalmente o título da coletânea. Aliás, há uma versão ‘história de trancoso’ que já ouvi ser contada pela vizinha da minha avó que muito lembra os acontecimentos de O Junípero - há até a música, mas no caso dessa história que estou lembrando, são os cabelos da menina enterrada pela madrasta que se transformam numa planta e cantam para revelar o que verdadeiramente aconteceu.

Não são histórias infantis – e, bem, nem os contos de fadas originais eram também para crianças. Muitos trazem de volta os elementos fantásticos das narrativas em que são inspirados; outros tantos têm uma roupagem mais moderna e ficam no limiar entre real e imaginário.

Em antologias como esta, sempre existe uma certa desigualdade – normalmente você tem um ou dois bons contos em meio ao resto. A qualidade de My Mother, She Killed Me, My Father, He Ate Me mantém-se razoavelmente uniforme – a maioria das histórias corresponde à proposta do livro e encantam por seus próprios méritos, indo além das histórias originais em que se baseiam.


A Coruja


____________________________________

 

8 comentários:

  1. Olá coruja!

    Eu achei interessante voce comentar sobre o conto d´O Junípero, pois eu o conheço há bastante tempo mas não sabia seu nome.
    Ouvi a primeira vez há muitos anos, quando passava na TV a série Sítio do Pica-Pau Amarelo (ai, denunciei a minha idade agora!). O primeiro, não a regravação, onde a Tia Anastácia conta essa história para as crianças.
    Beijos.
    PS. Adoro seu blog e adoro corujas também... rs.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu também lembro da tia Anastácia contando essa história e sei de cor até a música: 'carpinteiro não me cortes os cabelos... minha mãe me penteava, minha madrasta me enterrou só por causa do figo da figueira que o passarinho bicou...'

      Excluir
    2. Puxa, era isso mesmo. Eu sabia que tinha uma música que acompanhava a história, mas não lembrava a letra.
      Legal, valeu mesmo pela recordação.

      As corujas paulistanas estão te enviando beijos.

      Até mais...

      Excluir
    3. Beijos para as corujas paulistanas de volta (isso dá nome de banda!).

      Pois é, eu lembro tanto dessa canção que sei o ritmo dela até hoje... se pudesse, cantava ela para vocês ^^

      Excluir
  2. Essa história da menina enterrada pela madrasta é uma das minhas histórias de infância preferidas. Eu tinha uma fita cassete com ela e também sei a música de cor até hoje. :)

    Esse livro que você leu deve ser legal, agora fiquei com vontade de ler... Acho que eu já vi ele na livraria, mas não tinha me chamado muita atenção (o que é meio estranho, considerando-se que o título é bem do tipo que chama atenção, não?).

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, é um nome que choca um pouco... mas que está bem de acordo com o que os originais dos contos de fadas eram, antes de Perrault e a Disney suavizarem eles...

      Excluir
  3. Quero esse livro '¬' (E já ouvi/li "My Mother, She Killed Me, My Father, He Ate Me"... E a versão brasileira não me é estranha também, mas não lembro de onde conheço nenhuma das duas -.-')

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Provavelmente de Monteiro Lobato... há um livro da coleção do Sítio do Pica-Pau Amarelo em que a tia Anastácia conta várias histórias de trancoso, e essa é uma delas.

      Tudo o que eu aprendi na vida... aprendi com Monteiro Lobato... (vou fazer uma camisa com essa frase!)

      Excluir

Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

Cadastre seu email e receba as atualizações do blog

facebook

Arquivo do blog