24 de setembro de 2012

360º: As Férias da Coruja – Parte VII: Um Gosto Mórbido por Ossos

Dé: Já gostei do título!

Dani: Credo... ¬¬

Atenção, o Ministério das Corujas Adverte: essa sessão das histórias da viagem não é indicada para aqueles de coração fraco – seja porque eles ficam muito emocionados com certas homenagens, seja porque têm medos de crânios e outros ossos humanos...

Dé: UHU! XD

Então que antes de viajar eu estava enumerando os lugares que queria ir para a minha avó e de repente ela me solta um “mas você só vai em cemitério???” Engraçado que cemitério mesmo, só tinha um na lista, mas aí eu falava na tumba de fulano, no túmulo de sicrano, catacumbas e coisas do tipo e ela ficou com a impressão de que a neta tinha mesmo um gosto muito mórbido.

Meu interesse, contudo, não era ver ossos (apenas), mas prestar homenagens a algumas figuras históricas que de uma forma ou de outra, marcaram minha vida.

Assim é que começamos do Panteão, onde estão enterrados dois de meus escritores favoritos de todos os tempos (e outros também bastante importantes na minha cabeça, mas não no mesmo nível dos primeiros...).

Antes que cheguemos a eles, porém, falemos um pouco do Panteão. Para começar, o prédio – magnífico, magnífico – fica ali do lado da faculdade de direito da Sorbonne.


Claro que o próprio prédio do Panteão não fica atrás. Em estilo neoclássico, ele foi inicialmente uma igreja consagrada a Santa Genévieve, patrona da cidade. Ele começou a ser construído em 1758, como resultado de uma promessa do rei Luís XV. Foi em 1791, após a Revolução, que a igreja foi convertida em mausoléu para os grandes nomes da História da França.


Dani: O prédio é bonito...:)

Eu estava praticamente vibrando quando entramos no Panteão. Mas aí quando meus olhos se depararam com um bendito PÊNDULO DE FOUCAULT logo sob o domo principal, quase desmaiei.


Dé: Ei, isso é legal! =D

Dani: Oh, Deus... a taquicardia... *respirando forte*

Lu: E vai começar tudo de novo...

Só mais tarde vim me lembrar que o pêndulo do romance de Umberto Eco ficava no Museu de Artes e Ofícios – infelizmente, me lembrei disso quando era tarde demais e já estava em Lisboa... Mas tá, tudo bem, o princípio é o mesmo, a localização é diferente...

Dé: Na verdade, TAMBÉM tem um no Museu de Artes e Ofícios.

Para quem não entendeu patavinas dessa minha crise histérica... um dos meus romances favoritos é O Pêndulo de Foucault de Umberto Eco, cujo final se passa diante do tal pêndulo, uma invenção do físico francês Léon Foucault cujo movimento demonstraria a idéia da rotação da Terra. Dos pêndulos feitos pelo físico, o mais famoso é esse que está preso no domo do Panteão, mas ele não é o único e foi nisso que me enganei...


Depois de olhar toda a parte de cima do Panteão e investigar uma exposição que estava tendo lá sobre Rousseau (na exposição não podia fotografar...), descemos para o subterrâneo...


...para as caves onde encontraríamos logo de cara o próprio Rousseau...


... e (meus olhos se enchem d’água) Voltaire.

Dani: T^T


PQP, eu estive diante do túmulo de Voltaire!

Dé: Rousseau e Voltaire em osso! =D (Putz, até eu tô achando essa piada macabra...)

E descendo um pouco mais, todos juntos e confortáveis, estavam Victor Hugo, Émile Zola e (AI MEU PAI), Alexandre Dumas.


Há outros grandes nomes que repousam ali em sua última morada... como uns tantos generais napoleônicos, políticos e Madame Curie.

Dé: Inveja. Queria ver esses túmulos todos. =P


Dani: Imagino a sensação de estar frente a frente com o que um dia foram essas grandes pessoas... Muitos sequer imaginavam que um dia seriam reverenciados de tal forma.

Do Panteão, vamos dar um pulinho no Cemitério de Pére-Lachaise, onde encontrei-me com várias figuras quase mitológicas para mim... O teólogo e filósofo Abelardo e sua amada Heloísa.


Fredéric Chopin!

Dani: :O


Jim Morrison, Edith Piaf, Bizet, Delacroix, Champolion (!!) e aquele para quem realmente me preparei para visitar…

Oscar Wilde.


Dani: Tá, já deu *morre*

Todo mundo olhava meio estranho para minha cara quando via a blusa, mas... bem, eu providenciei a blusa para dar de presente para uma grande amiga e no meio da empolgação da viagem, prometi a ela que ela não ganharia simplesmente uma camiseta do ‘Divino Oscar’ (palavras dela mesma), mas que ela ganharia uma camiseta do Divino Oscar que teria ido passear na última morada do escritor...

Não perguntem...

Dé: A resposta destruíria as mentes menos preparadas. Acreditem. =P

Dani: *ressuscita* Talvez as preparadas também... ¬¬

Para terminar esse passeio macabro, temos nossa visita às Catacumbas... mas desse há um vídeo, e ele resume melhor a aventura do que eu simplesmente escrevendo...


Dé: Ah, o ossuário. Nenhuma visita a catacumbas estaria completa sem uma pilha enorme de ossos humanos. ^^



Dani: Ahn... Acho que não quero morrer mais não...


____________________________________

 

4 comentários:

  1. acho que foi o passeio que mais gostei! adoooro estas coisas macabras e Oscar Wilde!

    Adorei a camiseta.

    ResponderExcluir
  2. Lulu, esse passeio foi realmente um escândalo!!

    E, quanto à parte de meu Divino Oscar... putz, até agora me arrepio ao lembrar de você me mandando a foto, e de vez em quando eu abraço a camisa! *___*

    Obrigada mesmo! ^^

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. ^^ Foi um absoluto prazer, Régis! E fico muito feliz que tenha gostado tanto do presente. Lembre-se que ele já é seu presente de natal xD Esse ano, só recebe mais o cartão ;)

      Excluir

Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

Cadastre seu email e receba as atualizações do blog

facebook

Arquivo do blog