4 de agosto de 2012

Gazeta de Longbourn Apresenta: Colonel Brandon’s Diary

He went pale.

'Your ward?' he asked, and he put his hand out behind him and supported himself on the back of a chair.

'Indeed. My ward. I am here to tell you that you must marry her. You cannot give her back her heart, but you can at least give her the protection of your name,' I said shortly.

'Marry her? Come, now, Brandon, you cannot expect me to marry her. She is not at all the sort of girl I would wish to marry, and besides, she has not a penny to her name. A man does not marry his mistress, Brandon, you know that,' he said, gaining courage again and smirking at me insolently.

'She is not your mistress. She is a young girl of good family who has been cruelly deceived. I have been lenient with you in offering you a chance to marry her, but I confess that I am pleased you have refused, for I would not have liked to see her tied to a man of so little worth. If you will give me the name of your seconds, we will meet at a time and place of your choosing and settle this matter.'

'Now look here, Brandon, you are a man of the world. Let us settle this as men of the world.'

'That is what I am here to do.'

'On the field of honour? Oh, come now, Brandon, you are making too much of it. I am sure she will be happy as long as she has an income. I am not rich, but I can give her something, I am sure. And then, when Mrs Smith dies and I inherit my fortune I can give her something more. I will set her up in her own establishment, with a maid and everything comfortable.'

'If you will not repair the damage you have done to her by marrying her then you will name your seconds. Which is it to be?'
Embora nunca tenha entendido completamente o amor de Brandon por Marianne – faço parte da turma que acha que ela francamente não o merecia – a terna e silenciosa dedicação do coronel sempre me encantou. Assim, foi com certa ansiedade que me lancei à leitura desse volume, esperando adentrar um pouco da carapaça do homem.

Surpreendi-me, logo de início, ao perceber que a narração começa não da chegada das Dashwood à vizinhança, mas da juventude de Brandon, antes de ele entrar no exército, quando ainda era um estudante e perdidamente apaixonado por Eliza.

Estranhei um pouco isso de princípio. Brandon, na minha cabeça, é sério, gentil e sutil, muito sutil. Não é que ele não seja passional, mas que seu afeto não é escancarado ou exagerado... e existe um pouco de exagero no Brandon da Eliza, à primeira parte da história.

Até compreendo a escolha da Grange até lembrando das pistas que o coronel dá sobre seu passado. Ele sofreu e sofreu muito e esse sofrimento obviamente mudou sua forma de ser. Mas, ainda que o livro tenha seus momentos agradáveis, não consigo ver nele a voz do personagem que Austen criou. A primeira parte do livro, em especial, nem de longe me soa condizente com o que vemos em Razão e Sensibilidade.

Em compensação, agradou-me a forma como ela vai encaixando os sentimentos de Marianne, o afeto crescente – que é algo que sempre me deixou meio frustrada no romance original. O relacionamento dela com Brandon torna-se mais crível, se sustenta.

Não é o melhor livro da série, mas vale, talvez, pela curiosidade.


A Coruja


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