28 de junho de 2012

Para ler: Death Masks

‘How long have you been a Wiccan?'

'A what?'

'A pagan. A witch.'

'I'm not a witch,' I said, glancing out the door. 'I'm a wizard.'

Sanya frowned. 'What is the difference?'

'Wizard has a Z'

He looked at me blankly.

'No one appreciates me.' I muttered.
Depois de lidar com magia negra, lobisomens, fantasmas atormentados, vampiros, demônios, e a inteira corte de Faërie; ter começado uma guerra entre magos e vampiros, arranjado aliados que são lobisomens adolescentes que gostam de jogar RPG no final de semana e irritado tanto Mab quanto Titânia, nosso caro amigo Harry Dresden está agora às voltas com anjos caídos.

Quando você acha que a coisa não pode ficar pior, o Butcher sempre arranja algo mais cabeludo para atropelar o Dresden...

Como é que Dresden consegue se meter em tanta confusão, é algo inexplicável. Mas o fato é que quanto pior está a situação do mago, mais a gente se diverte.

Enquanto a guerra entre o Conselho Branco dos Magos e a Corte Vermelha dos Vampiros continua a toda, temos a volta de Susan à cidade – e uma boa dose de romance e sexy times (e põe sexy nisso...) – o roubo de uma Relíquia da Igreja (nada menos que o Sudário de Turim), confusões com o mafioso Marcone (é muito bizarro ele ser um dos meus personagens favoritos da série?), um duelo com Ortega, um Duque filho da &#%$$@! dos vampiros, as trinta moedas de prata de Judas amaldiçoadas com espíritos de anjos caídos que vivem em simbiose com os humanos que as tocam (??) e cavaleiros templários.

Adorei o livro, como não podia deixar de ser. A cada novo volume da série, Butcher consegue superar, encaixar no mundo que criou para seu personagem uma nova mitologia, um novo aspecto fantástico que, tecnicamente, não deveria dar certo com o que veio anteriormente... mas não é isso que acontece. Todos os mundos, folclores, lendas que se entrecruzam nas confusões em que Dresden se mete conseguem conviver lado a lado de forma crível... é uma incrível demonstração de tolerância, de como tantas crenças diferentes funcionam juntas no mesmo caldeirão.

E o Dresden, nesse meio, é capaz de lidar com qualquer um, com o mesmo senso de humor cretino. Ele trata da mesma maneira (a depender se a criatura está ou não atrás da sua pele) tanto lobisomens e mafiosos quanto cavaleiros abençoados e vampiros amaldiçoados.

A cada livro que avanço na história, fico esperando pelas trombetas do Apocalipse. Death Masks talvez tenha sido aquele que chegou mais próximo do primeiro selo, uma vez que a idéia dos Anjos Caídos na História era começar uma epidemia de proporções bíblicas para começar O Fim.

Só que ainda não será dessa vez que o mundo vai acabar... O que será que esperará Dresden no próximo volume? Considerando como esse aqui terminou (quero contar, quero contar, mas não posso...), sinto calafrios só de pensar na próxima pancada que o pobre mago vai levar na cabeça...
- So. You get handed a holy sword by an archangel, told to go fight the forces of evil, and you somehow remain an atheist. Is that what you're saying?


A Coruja


____________________________________

 

2 comentários:

  1. God. Eu preciso começar a ler essa série 'xD Toda vez que leio uma resenha sua, fico me sentindo como se estivesse deixando passar em branco um bloco inteiro da cultura de ficção fantástica...

    Quero salário ._.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Todos queremos (o meu quero maior XD qualquer dia desses descobrirei que preciso sair de casa porque meus livros não cabem mais junto com a família...)

      Excluir

Sobre

Livros, viagens, filosofia de botequim e causos da carochinha: o Coruja em Teto de Zinco Quente foi criado para ser um depósito de ideias, opiniões, debates e resmungos sobre a vida, o universo e tudo o mais.

Cadastre seu email e receba as atualizações do blog

facebook

Arquivo do blog