31 de maio de 2012

Para ler: Death and Arrow

'In his pocket they finds a card - a calling card, if you like. And you ain't never going to guess what was on it!'

There was a long pause - rather too long - and Dr Harker was forced to break the silence by saying, 'I rather fear that we won't. Could you do us the enormous favour of telling us?'

The coffee house filled with laughter again and the newspaper-seller blushed. 'In his pocket they finds a card,' he repeated, 'and on that card there's an embellishment - a figure of Death, no less, pointing one bony finger and looking like to chuck an arrow with the other hand. New, gents, tell me if that ain't a story or what?'
Li esse livrinho de uma sentada, numa tarde só – coisa assim de uma hora, se muito. O nome do Chris Priestley foi o que primeiro me chamou a atenção para ele – porque fiquei encantada com a forma de contar histórias desse homem – de forma que para fechar o meu maio de crimes, decidi tirá-lo da estante.

Inicialmente eu bati o olho no nome do protagonista e quase entrei em parafuso. Marlowe, Marlowe, Marlowe, vai ser o rival de Shakespeare! Mas aí a data não coincidia (a história acontece em 1715), nem o primeiro nome do personagem (que é Tom, não Christopher).

Ok, tudo bem, nada de rivalidades dramatúrgicas. Mas tem mortes misteriosas e cartas marcadas com uma imagem da morte segurando um arco e flecha, tudo isso numa Londres tão vívida com seus becos sem saída, seu cais, suas prisões sua neblina, que você realmente entra no clima da história.

Tom Marlowe tem quinze anos e trabalha com o pai na pequena gráfica da família. Por conta de seu trabalho, Tom se torna amigo do Dr. Harker – um típico mentor, que já viajou por todo o mundo e sabe muitas histórias. Quando mortes misteriosas começam a acontecer na cidade – homens assassinados com uma flecha em lugares onde não haveria como serem atacados sem reagirem e sempre encontrados com uma carta que os avisa que são homens marcados – os dois se interessam pelo assunto.

Aliás, esse interesse não é nem de longe estranho, considerando que execuções públicas estavam no cardápio do dia de diversões para o povo.

O interesse de Tom teria ficado apenas na curiosidade se, porém, uma das vítimas não fosse seu melhor amigo, o jovem Will. Aí a coisa vira pessoal, e o garoto acaba se envolvendo numa história que mistura ganância, traição e vingança e que tem suas raízes nas colônias americanas.

O livro é infanto-juvenil, mas, ainda que seu final seja extremamente ingênuo, ele trabalha com algumas questões muito sérias. Você deixa nas entrelinhas a problemática de genocídio ameríndio, e do confronto entre justiça e vingança – e a situação em que os personagens se encontram na história por conta de suas escolhas não é fácil e o fim é um tanto moralmente ambíguo.

Ele ganharia muito se tivesse sido mais desenvolvido, mais amadurecido – mas leve-se em conta que o público alvo dele não são adultos. Ainda assim, é uma leitura leve, interessante, rápida. É uma boa para quem está querendo treinar o inglês e gosta de histórias de mistério.


A Coruja


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